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Governo do Príncipe procura solução para a crise do Cacau na ilha

Os pequenos agricultores da ilha do Príncipe perderam o mercado de venda do cacau, por causa do bloqueio aéreo imposto a empresa nacional produtora do chocolate, mas sobretudo pelo facto da Cooperativa de Exportação de Cacau Biológico, ter também abandonado a ilha.

Na última semana o Governo da Região Autónoma do Príncipe, assinou acordo de investimento com um grupo privado português, que para além de dinamizar a produção do cacau nos 135 hectares da roça Fundão, vai investir também na compra o cacau produzido pelos pequenos agricultores da região autónoma.

O grupo privado português que constituiu a Sociedade Roça do Fundão Produções Agrícolas Limitada, pretende valorizar a qualidade do cacau da ilha do Príncipe, reconhecido internacionalmente como sendo matéria-prima que garante a produção de chocolate de alta qualidade. «Queremos potenciar a qualidade do cacau do Príncipe no mercado Europeu», declarou um dos responsáveis da sociedade privada.

Por sua vez o Governo Regional através do secretário para assuntos económicos, Silvino Palmer, manifestou confiança no projecto.

Segundo Silvino Palmer a confiança tem a ver com o facto do grupo privado ter manifestado a disponibilidade para imediatamente começar a comprar o cacau produzido pelos agricultores da ilha. «Como sabe a CECAB saiu unilateralmente da ilha do Príncipe e era uma situação complexa que tinha nas mãos. Vem preencher essa lacuna que havia», pontuou. .

A expectativa do Governo Regional é grande, ainda mais quando os contactos com o grupo privado, apontam para a promoção da interacção com os pequenos agricultores no sentido de elevar a alta qualidade de cacau no Príncipe, com vista a produção local de chocolate também que referência internacional.

Abel Veiga

    1 comentário

1 comentário

  1. Ta ligado

    27 de Outubro de 2015 as 17:08

    Pergunto, porquê que a CEAB abandonou, assim digo, a ilha do Príncipe? Deixemos disso meus senhores, somos todos irmãos. A ilha de São Tomé sem a Ilha do Príncipe e vice versa, nunca será um pais, sempre sempre uma ilha.

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