PR partilhou preocupações e desafios de 2016 com o corpo diplomático

Surgimento de doenças como o Zika, o terrorismo crescente que está a provocar deslocamentos de populações a nível da segunda guerra mundial, e crise financeira persistente. São os dentre muitos desafios que o mundo enfrenta e São Tomé e Príncipe não escapa.

O Presidente da República Manuel Pinto da Costa, que recebeu nesta semana no Palácio do Povo, o corpo diplomático acreditado junto ao Estado são-tomense, partilhou ideias e preocupações sobre os desafios que 2016 oferecem ao país e ao mundo.

As eleições presidenciais são um dos desafios para São Tomé e Príncipe em 2016. «Estou certo que, mais uma vez, o povo Santomense saberá dar um exemplo de civismo, de cidadania e de participação, demonstrando, com liberdade e tolerância, a maturidade do nosso regime democrático no qual fomos pioneiros em África. O país tem um quadro político com condições para prosseguir com um clima de estabilidade política que lhe permita, com respeito e aproveitamento da diversidade de ideias, desenvolver-se num quadro de coesão social que é necessário preservar», declarou o Presidente da República.
embaixadoresPinto da Costa partilhou com o corpo diplomático, preocupações sobre o avanço do terrorismo, que põe cada vez mais a em causa a segurança dos Estados e dos cidadãos. Nigéria é um dos vizinhos de São Tomé e Príncipe, onde o terrorismo mata centenas de pessoas, e se estende a outros países da região. «Gostaria de, em meu nome pessoal e do povo Santomense, de manifestar solidariedade em geral aos povos e países vítimas destes verdadeiros atentados à humanidade e, em especial, aos nossos irmãos nigerianos e à luta que as autoridades da Nigéria travam contra o terror do Boko Haram.

A violência nunca será uma solução e é necessário ter esperança que a comunidade internacional saberá somar esforços para vencer essa guerra e preservar esse direito fundamental que é o direito à segurança de pessoas e bens», sublinhou.

Terror, que está a provocar ondas de refugiados nunca antes visto após a segunda guerra mundial. «Este fenómeno dos refugiados é mais um desafio que vem demonstrar a necessidade de encontrar respostas globais para problemas globais e esta é uma marca deste século XXI que a comunidade internacional não deve ignorar, a coberto de interesses próprios ou regionais.

Permitam-me distinguir, a este propósito, o excelente trabalho realizado pelo Engenheiro António Guterres como Alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados, desejandolhe as maiores felicidades pessoais e profissionais ao cessar as funções que desempenhou brilhantemente ao longo de dez anos», frisou.

Pinto da Costa em nome do povo são-tomense agradeceu os parceiros internacionais pela ajuda que continua a conceder ao país apesar da adversidade económica, sobretudo na sub-região africana por causa da baixa do petróleo. «
A resposta à crise através da diversificação económica em curso em Angola e na Guiné-Equatorial, nossos tradicionais parceiros, deve ser sublinhada e seguida com atenção para que São Tomé e Príncipe consiga também atenuar os efeitos na sua economia e nas condições de vida do seu povo. Nesta difícil provação económica, São Tomé e Príncipe deve reequacionar a organização dos sistemas produtivos, conferindo uma maior importância à produção agrícola, ao turismo e à indústria nascente como vectores económicos estruturantes», defendeu o Chefe de Estado.

O Presidente da República disse ao corpo diplomático que é preciso ajudar o país a resolver o problema de base para o presente e o futuro, do continente africano, a Educação.

Representantes diplomáticos de 17 países, marcaram presença no Palácio do Povo, para ouvir as ideias e preocupações de São Tomé e Príncipe em 2016.

Acompanhe na íntegra a alocução do Presidente da República no encontro anual com o corpo diplomático acreditado no país.

CLIQUE – Discursodo PR

Abel Veiga

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    Rambo Responder

    FALAR vonvon so! Agora com as presidencias o boa vida came back. Sinceramente, faz sai, e que venha outro, que pior nao sera.

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    Júlio Neto Responder

    Senhor Presidente da República, já não ansiámos por uma eventual restauração da antiga ordem do mundo com todas as suas tradições, nem pela reintegração das massas, arremessadas ao caos produzido pela violência das guerras e revoluções e pela progressiva decadência do que sobrou. O anti-semitismo (não apenas o ódio aos judeus), o imperialismo (não apenas a conquista) e o totalitarismo (não apenas a ditadura) — um após o outro, um mais brutalmente que o outro — demonstraram que a dignidade humana precisa de nova garantia, somente é possível em novos princípios políticos, cuja vigência alcance toda a humanidade, mas cujo poder deve permanecer estritamente limitado, estabelecido e controlado por entidades territoriais novamente definidas e, se quisermos, referirmos a própria reestruturação do próprio sistema das Nações Unidas. O momento de expectativa é como a calma que sobrevém quando não há mais esperança.
    Nas mais diversas condições e nas circunstâncias mais diferentes, contemplo apenas a evolução dos fenómenos — entre eles o que resulta no problema de refugiados, gente destituída de lar em número sem precedentes, gente desprovida de raízes em intensidade inaudita. Nunca antes, nosso futuro foi mais imprevisível, e nem nunca dependemos tanto de forças políticas que podem a qualquer instante fugir às regras do bom senso para o interesse próprio — forças insanas se medidas pelos padrões democráticos. É como se a humanidade se houvesse dividido entre os que acreditam na omnipotência humana (e que julgam ser tudo possível a partir da adequada organização das massas num determinado sentido!).
    E os que conhecem a falta de qualquer poder como a principal experiência da vida. Mesmo quando aparentemente melhor preservada, o que ocorre em certas partes do mundo, essa estrutura não autoriza antever a futura evolução do que resta do século XXI, nem fornece explicações adequadas aos seus horrores. Incomensurável esperança, entremeada com indescritível temor, parece corresponder melhor a esses acontecimentos que o juízo equilibrado e o discernimento comedido. Mas os eventos fundamentais do nosso tempo preocupam do mesmo modo os que acreditam na ruína final e os que se entregam ao optimismo temerário.
    Mas a vitória totalitária destas forças pode coincidir com a destruição da humanidade, pois, onde quer que tenha imperado, minou a essência do homem. Assim, de nada serve ignorar as forças destrutivas de nosso século. O problema é que a nossa época interligou de modo tão estranho o bom e o mau que, sem a expansão dos imperialistas levada adiante por mero amor à expansão, o mundo poderia jamais ter-se tornado num só sem o mecanismo político da burguesia que implantou o poder pelo amor ao poder, as dimensões da força humana poderiam nunca ter sido descobertas; sem a realidade fictícia dos movimentos totalitários, nos quais — pelo louvor da força por amor à força — as incertezas essenciais do nosso tempo acabaram sendo desnudadas com clareza sem par, poderíamos ter sido levados à ruína sem jamais saber o que estava acontecendo.
    Por isso, pessoalmente, acredito que a próxima eleicão presidencial “Estas são eleições da maior importância atendendo à natureza e ao papel do cargo no nosso sistema político.”, que a sua candidatura à frente dos destinos de São Tomé e Príncipe seja uma obrigação, um imperativo, em prol da justiça e da digindade de todos os são-tomenses.
    E, se é verdade que, nos estágios do totalitarismo, surge um mal absoluto (absoluto, porque já não pode ser atribuído a motivos humanamente compreensíveis), também é verdade que, sem ele, poderíamos nunca ter conhecido a natureza realmente radical e cruel dos males que nos afectam.
    Senhor Presidente da República, a sua análise histórica, experiências e o seu pensamento político permitem-me crer, embora de modo indefinido e genérico, que a estrutura essencial de toda a civilização atingiu o ponto de ruptura. E, certamente, no nosso caso, é imérito.
    Bem-haja e saúde, Senhor Presidente da República!

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    Arelitex Responder

    O senhor presidente Pinto da Costa .um dia a historia de S Tomé vai julga-lo .no meu entender mais pela negativa do que pela positiva .1-apòs a independência deixou ser destruida a economia do país . 2- nada fez em 40 anos para tirar o povo da misériá . 3- em 40 anos não conseguiu ensinar ao povo nada . com a falta de economia e emprego o paįs atė em guerra civil pode entrar . eu pergunto qual seriedáde das palavras de um homem ,que nada de positivo conseguiu fazer a este povo .apenas dizer palavras ocas que em nada servem na pratica para a melhoria de vida deste povo .

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    Homen Portugues Responder

    O preto é inferior ! é pior que o animal e nao estao a mudar!

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    homen branco Responder

    O preto é inferior and nao se conseque governar sem branco.

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