Governo despacha directores corrigindo alguns erros de 2014

O Governo de Patrice Trovoada, fez na última sexta – feira o balanço da reunião do Conselho de Ministros e anunciou a demissão de 4 directores da administração do Estado.

Ao mesmo tempo nomeou novos directores e dentre eles se destaca Lázaro Afonso, criminologista de profissão que regressa ao cargo de Director dos Serviços Prisionais, dois anos após ter sido demitido de tais funções. Em 2014 o Governo de maioria absoluta saído das urnas decidiu limpar as direcções e chefes de secções da administração pública, tendo colocado no cargo os homens do partido maioritário.

Pelas mãos de Lázaro Afonso, o estabelecimento prisional de São Tomé e Príncipe, conheceu organização e melhorias significativas ao longo dos anos. A euforia de 2014 não permitiu ao novo governo separar o trigo do joio. Separar a competência técnica e profissional de cada quadro em benefício de São Tomé e Príncipe, da coloração político-partidária.

Lázara Afonso caiu na primeira leva da limpeza operada pela mudança política de 2014. O tempo, apenas 2 anos, terá tornado mais notória a sua competência na administração do único estabelecimento prisional do país. O Governo terá percebido do erro cometido, e fez agora a correcta inversão de marcha.

Aos poucos, o executivo tem dado conta do erro e estragos que as nomeações de 2014, apenas por coloração política têm causado ao país. Por várias vezes Patrice Trovoada, criticou a falta de competência, que domina a administração pública, estruturada por ele após 2014.

A ENASA, empresa que administra os aeroportos de São Tomé e do Príncipe, também foi alvo da inversão de marcha governamental. O executivo demitiu os directores Técnico e Financeiro de 2014, e para os seus lugares nomeou sem recurso a coloração partidária, dois novos directores, fazendo fé na sua competência profissional em benefício de São Tomé e Príncipe.

A capitania dos portos, sector que funciona como dependência da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe, sofreu mudança. Rui Vera Cruz foi substituído pelo Tenente Coronel do exército Tomé da Glória, que até a data desempenha também as funções de Chefe das Operações Militares das Forças Armadas são-tomenses.

Abel Veiga

 

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    Vexado Responder

    Como pode um governo fazer-se representar, numa sessão parlamentar para aprovação do Orçamento Geral do Estado por um ministro, apenas peloo ministro de assuntos parlamentares. Como é possível?
    O primeiro ministro está a onde? Mas que vergonha…é sinal que este primeiro ministro não liga para o país enganando o povo pequeno.

    Se fosse defensor do povo pequeno fazia-se representar.

    A oposição devia ter abandonado a sessão parlamentar.

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      Leve-Lengue Responder

      Oba! Parece-me que não se trata da discussão do OGE no dia 23, mas sim do Orçamento da Assembleia. OGE e GOP para 2017 têm discussão agendada para 24 e 25.

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    seabra Responder

    …o PT é um cara sem vergonha! Olha como ele pode permitir-se de falar da “falta de competência” dos funcionàrios, ora que ele mesmo é o 1° analfabeto intelectual de todos eles, que nem 12° ano tem.Para além de ser um “doutor”em crimenalogia (cambalacho, roubo, corrupçao, mentira…), qual é a bagagem deste “gajometro”?
    Onde a fazer tràfico de droga em França (Seine Saint Denis-93, onde morava porte de Pantin), a ser assistido pela mulher e o Estado françês (RMI+CAF),e atreve-se de tratar os outros de incompetentes.
    Por esmola, corram com este individuo de STP, porque pior do que ele nao hà em STP…garanto-vos!
    Ele nao é ninguém…so em STP mesmo que ele consegue intrujar os demais , e que votam pra ele…ele é um vadio, um vagabundo, um mito-man, inventa uma vida que nunca teve,e faz-se admirar pelos foros como o Varela (complexado pelo tamanho dele…).

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    Antonio Passos Responder

    Infelizmente, as mudanças foram poucas pois as expectativas criadas ou as promessas de “tachos” feitas durante a campanha presidencial ficou aquém do compromisso. Alguns sectores que deixaram funcionar em 2014 continuam relegados a sua sorte pois os directores estão mais preocupados em levar “meninas” inocentes para os seus gabinetes e se exibirem do que realmente trabalhar. Um exemplo simples é a ANP em que o director não tem forma nem relações humanas com os trabalhadores, já fizeram abaixo assinado mas os dirigentes insistem em mantê-lo naquele lugar, o mesmo passa mais tempo a ver quem entra e sai da instituição do que trabalhar mas também ele não entende nada daquilo nem ingles (lingua de comunicação no mundo dos petroleos) ele sabe falar……
    A ver vamos como será a “descolagem”
    Antonio Passos

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