Política

Governo quer travar a rotura constante do stock de bens essenciais no mercado

Tem sido frequente nos últimos tempos a rotura do stock de alguns bens essenciais no mercado em São Tomé e Príncipe. 

Para travar a situação, o governo reuniu com os operadores económicos e encontrou algumas barreiras. Uma delas é a falta de divisas para assegurar a importação.

«O governo está a trabalhar para que muito rapidamente essa situação seja reposta» – disse Fernando Amadeu, Diretor-geral do Comércio.

O atraso por parte das companhias de navegação é também outra preocupação dos operadores económicos. Um cenário que está agora ainda mais complicado com o facto de duas dessas companhias terem deixado de operar para São Tomé e Príncipe.

«Tudo isso condiciona, em certa medida, a chegada dos produtos ao nosso país, mas julgo que com o repto lançado hoje de criar-se uma comissão dos operadores económicos que possa trabalhar juntamente com o governo, poderemos encontrar caminho para minimizar essa situações»- avançou o diretor-geral do comércio.

Os operadores económicos queixam-se também da diminuição considerável do poder de compra da população por um lado e por outro do fluxo migratório para Portugal que já está a ter grande impacto na economia santomense.

«Os aviões continuam a ir superlotados para Portugal e, por este andar, a quem é que vamos vender os produtos? Aos velhinhos, crianças, aos 14 ou 15 mil funcionários públicos? A quem vamos vender os produtos? É a pergunta que eu gostava que me respondessem» – questionou o empresário José Fernando. 

Uma pergunta que ficou para já sem resposta.

José Bouças

6 Comments

6 Comments

  1. ANCA

    27 de Março de 2024 at 23:30

    Erros e erros de politica economica financeira,…nacional durante anos, anos e anos

    País insular, dupla insularidade, de mercado pequeno, população pequena, tem que rienventar a produção e produtos de consumos, queremos falar de segurança alimentar sem apostar nos nossos produtos? Na valorização/transformação do nosso comercio, sem falar da poupança interna?

    Cada São Tomense que nada produz é um prejuízo enorme….

    Como queremos atingir a sustentabilidade?

    É claro que dependeremos sempre da produção dos outros centros. Sobretudo os maiores, mas os produtos de qualidade jamais existe somente na Europa ou no Ocidente, existe também no sul, e tambem no continente Africano, apesar da desorganização.

    Sem produção e valorização dos produtos nacionais esqueçam o saldo dda balanca comercial será sempre negativo. A nossa dobra nada vale,…esqueçam a mentira que nos foram contadas pelas teorias economicas do ocidental. A realidade é diferente, sobretudo cultural,…reinvenção, reinvenção,…

    Reenventemos o comercio interno, a produção nacional, valorização e produção nacional, diversificação económica. Cooperação e troca com países sul…sobretudo da costa africana. Tudo isto exige um plano uma definição do que se quer e pretende, para os sectore produtivos internos, para a agricultura interna, para pesca, o turismo, sestor primario, secundário e terceario, para o desenvolvimento comercio e negocios empresas internas, e nisto não há troca que irá compensar as trocas comercias com grandes centros ou polos económicos perda estará sempre do nosso lado.

    Dada a dimensão do mercado, da população e da administração, e insularidade interna externa.

    Aumentar a produção diversificação comercio interno, virar parte da cadeia de produção tranformada para exportação. Verdadeira política de transporte, sobretudo marítimos,terrestres o que implicara vias de acessos e escoamentos sem esquecer o transporrtes aéreos, pois isto implica infraestruturas, portos, aeroportos em condições,etc etc

    Aposta na educacao/formação qualidade, formação proficional, no trabalho, na pesquisa, etc…

    Políticas de poupanças internas, contenção de importação(somente do que essencial para nossa economia e consumo), consumo interno dos productos nacionais, sua transformação e diversificação.

    Mais feiras dos productos nacionais, certificação, denominação da origem controlada,embalamento, selo de produção, exportação, consciencialização dos agentes económicos para esta realidade,…temos terra, temos solo, temos produtos, apesar da nossa dimensão,…podemos ser interdependentes,… comprar e vender sem onerar a balança comercial, criar riquezas

    Vender não é somente bens é serviços é moedas divisas

    Para isso é necessário reformular instituições, primeiramente as relações famílias, formação/responsabilização, legislação, procedimentos, modernização administrativa, justiça,…um caminho diferente se progresso/crescimento, distribuição da riqueza produzida, reforço das instituições com responsabilização, reforço financeiro, reformulação das atribuições das instituições, governança, estabilidade, para criar boa atração, para o País, territorio/população/administração/mar.

    Embora podemos continuar a melhorar as condições economicas e de trocas neste momento, criação de comissões de agentes é um bom começo, embora podemos integrar a comissão dos agricultures, dos pescadores, dos agentes turísticos e gestores institucionais,…

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica nos bem

    Deus abençoe São Tome e Principe

  2. Renato Cardoso

    28 de Março de 2024 at 7:00

    A situação das ilhas virgens e maravilhosas de São Tomé e Príncipe é deveras preocupante.
    Agregando a ela existe o fenómeno da preguiça crónica e a classe política cheia de imbecis;salvo raras excepções e esta última abandonada e até castrada se ousa criticar os imbecis e os idiotas que consideram ter soluções para mudar a calamidade social e económica das ilhas!

  3. Voz do povo

    28 de Março de 2024 at 8:26

    Bom dia senhor José Fernando,

    falaste falaste muito bem, mas não se esqueça dos aumentos muito alto dos preços dos produtos, isso também é um dos factores de baixo consumo dos produtos, uma população com baixo rendimento mensal.

    Obrigado
    meus cumprimentos

  4. Lucas

    28 de Março de 2024 at 8:46

    Aí está a solução para o Pais
    Esvaziar Sao Tome
    O ultimo que apague a luz

  5. STP em primeiro lugar

    28 de Março de 2024 at 15:41

    O atraso por parte das companhias de navegação é também outra preocupação dos operadores económicos. Um cenário que está agora ainda mais complicado com o facto de duas dessas companhias terem deixado de operar para São Tomé e Príncipe.

    «Tudo isso condiciona, em certa medida, a chegada dos produtos ao nosso país, mas julgo que com o repto lançado hoje de criar-se uma comissão dos operadores económicos que possa trabalhar juntamente com o governo, poderemos encontrar caminho para minimizar essa situações»- avançou o diretor-geral do comércio.

    Os operadores económicos queixam-se também da diminuição considerável do poder de compra da população por um lado e por outro do fluxo migratório para Portugal que já está a ter grande impacto na economia santomense.

    «Os aviões continuam a ir superlotados para Portugal e, por este andar, a quem é que vamos vender os produtos? Aos velhinhos, crianças, aos 14 ou 15 mil funcionários públicos? A quem vamos vender os produtos? É a pergunta que eu gostava que me respondessem» – questionou o empresário José Fernando.

    Uma pergunta que ficou para já sem resposta.

  6. Bom viver

    29 de Março de 2024 at 21:21

    O problema do país é a corrupção galopante e negociata dos homens do poder. Querem ser empresários roubando empresários e dá nisso.

    Deixa dívisas para os empresários e o estado deve dar os ministros cartão de crédito visa para despesas no exterior. Assim, o tesouro público poderá controlar que tipo de despesas os ministros realizam durante as estadias o exterior assim país terá excedentes.

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