Príncipe pede reformas para libertar-se da angústia e do isolamento

A ilha que mais chora por causa das mortes e prejuízos materiais que ciclicamente acontecem durante a travessia marítima entre s duas ilhas, considera que é altura do país debater de forma franca a problemática de atracção de investimentos estrangeiros.

Debate franco que deverá permitir o reforço e a efectiva implementação da autonomia administrativa e financeira para Região Autónoma do Príncipe. Um instrumento fundamental, para que os filhos da ilha possam agir na resolução dos problemas crónicos, que ciclicamente levam lágrimas e sofrimento a população local.

O desaparecimento há cerca de 15 dias do navio Santo António, que transportava mercadorias diversas para a Região do Príncipe, renovou a necessidade urgente do país por fim a um dos problemas graves que eterniza a angústia das populações e o isolamento da ilha.

A falta de transporte e a insegurança na ligação marítima entre as duas ilhas. «Para atrair investidores temos que dar garantias aos investidores. Temos estado a trabalhar bastante com o Governo Central nesta perspectiva. Foi o resultado do trabalho que temos feito com o Governo central, que se aprovou ou está em vias de aprovação, o pacote legislativo para transformação da ilha do Príncipe numa região especial», afirmou o Presidente do Governo Regional do Príncipe.

.José Cassandra, fez tais declarações no mesmo dia em que o navio Santo António, zarpou de São Tomé rumo a ilha do Príncipe, dia 12 de junho. O Presidente do Governo Regional do Príncipe, deu a São Tomé e as autoridades do governo central, a lição do que é uma conferência de imprensa. Convocou todos os órgãos de comunicação social do país, e sem qualquer receio, respondeu a todas as questões colocadas pelos jornalistas.

«O quê que nós queremos? Queremos continuar com as roças abandonadas trazendo maior desemprego. Queremos estar com as mãos estendidas para quando vier a dádiva de arroz do Japão, ou outros?», interrogou a respeito da necessária abertura do país ao investimento estrangeiro.

A ligação entre as duas ilhas por via aérea, melhorou bastante. José Cassandra, explicou que actualmente há um voo diário a ligar as duas ilhas. Mas, o preço da passagem aérea continua a ser proibitivo, para os são-tomenses. «Os preços são altos. Isto penaliza a entrada do turismo nacional. Como é que um quadro médio ou superior pode ir ao Príncipe com a sua família? É caríssimo», frisou.

A passagem aérea entre as duas ilhas, custa 250 euros. «A ideia era encontrarmos alternativa com os barcos. Infelizmente os barcos avariaram», acrescentou. Os barcos em causa são os catamarans, que chegaram ao país em 2016, para dar segurança e rapidez a ligação marítima entre as ilhas.

Uma situação que mantém a ilha do Príncipe num isolamento em relação a São Tomé e ao resto do mundo. «Mas está previsto a entrada de uma outra companhia aérea para virmos a criar um mercado competitivo para que os preços possam baixar», explicou José Cassandra.

Príncipe quer mais autonomia, para poder buscar soluções para matar a angústia e o isolamento, até agora sem fim a vista.

Abel Veiga

 

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    Sapissape Responder

    Pois é, vcs não são culpados. Culpados são aquelas gente do príncipe que lutaram para independência desse país. Mas ainda um dia vamos tomar a nossa independência…

  2. img
    ANCA Responder

    Jamais existem Países(Território/População/Administração), pequenos, ou pobres.

    Existem sim Territórios e Populações mal geridos, mal administrados, como é o caso de São Tomé e Príncipe.

    Por quanto os recursos que se necessitam estão cá, as pessoas, as Populações, o Território, o Mar, a Agua, o Solo, o Subsolo, o Clima, o Ar, Vento, a Vegetação, a Flora e Fauna.

    Há sim falta de conhecimentos, entendimentos, falta de vontades, sincronização das políticas, para estes fatores, num determinado espaço e tempo, leva a geração e multiplicação de pobreza, miséria, fome, desgraças, e ausência de paz.

    Por quanto um Território, População/Administração, pequeno pode poderá ser bem desenvolvido social, cultural, ambiental, desportivo, energético, de agua, saneamento, político, econômico e financeiro.

    Nem tudo deve-se ou pode-se resumir ao dinheiro que se nos dão, ou que nos emprestam num determinado momento, que muitas vezes serve para “pagar o fogo”, de infraestruturas ou de investimentos em determinadas áreas de forma desorganizada mal pensada, mal executada.

    Hora é claro que hoje na conjuntura atual internacional quase nenhumas instituições ou Países, ou se quisermos os investidores externos, querem investir em determinados Territórios População Administração, que estão ou são desorganizados, o tempo de ajuda pública ao desenvolvimento está a terminar, pois que este modelo como o conhecemos anteriormente gerou somente corrupção e mais fome miséria e pobreza, nos países periféricos, pois que ausência de uma estrutura institucional administrativa forte consolidada, sem planos de ação, para os fatores, que enumerei acima, (as pessoas, as Populações, o Território, o Mar, a Agua, o Solo, o Subsolo, o Clima, o Ar, Vento, a Vegetação, a Flora e Fauna), a nível, social, cultural, ambiental, desportivo, turismo, a justiça e segurança, o mar, energético, saneamento do meio, a agua, a nível, político, a nível econômico e financeiro, leva hoje que os grandes investimento sejam canalizados para Territórios/Populações/Administração, melhor organizadas, melhores estruturadas, nestes fatores, com plano delineados pensados a curto médio e longo prazos, capazes de multiplicar o efeito destes investimentos para criar gerar riquezas, é tudo uma questão de bola de neve, ou se se quiser efeito cascata, de compromissos políticos sociais, os recursos sejam financeiros ou materiais são hoje cada vez mais escassos, nenhum investidor quer arriscar num Território/População, Administração, que jamais lhe dá garantias de retorno do seu investimento, independentemente o imposto que se tem a pagar, por esse investimento.

    Só com investimentos melhorias na educação de berço(no seio da família, neste sentido a consolidação da instituições Família, a nível social, a nível legislativo, a nível da estrutura familiar, da segurança alimentar familiar, nos números de fogos habitação faz-se sentir urgente, quem são os Pais, que responsabilidades têm para com a subsistência/educação dos os filhos, com os avós,avôs? quais as responsabilidades estatal? de modo a que a inversão de valores sociais, como o respeito pelo próximo, pela a natureza, pelo o ambiente, o saber ser, saber estar, valores da ordem e organização, valor do bem trabalho, associados aos valores educação formação de excelência escolar, quer a nível, cuidados na maternidade, a nível infantil, primário, básico, secundário, profissional e superior internos, se se poderá apostar nos valores de empreendedorismo, boa liderança, boa governança que se quer hoje e agora para o futuro.

    É preciso ordem é preciso organização, é preciso sentido trabalhar mais e melhor, para isso é preciso saber onde estamos?, como estamos?, e hoje dispomos destas estatísticas da População, do Território, da Administração, necessitamos de planos e compromissos, para dar soluções aos problemas, a nível funcionamento e procedimento institucional e jamais arranjos políticos, devem ser as instituições a executarem, coordenarem, monitorizarem, compromisso de auditorias, claro que deve haver acompanhamento discussões políticas, bem como envolvimento da sociedade civil para contribuições e melhorias, dos fatores como (as pessoas, as Populações, o Território, Administração, o Mar, a Agua, o Solo, o Subsolo, o Clima, o Ar, Vento, a Vegetação, a Flora e Fauna), a nível, social, cultural, ambiental, desportivo, turismo, a justiça e segurança, o mar, energético, saneamento do meio, a água, a nível, político, a nível econômico e financeiro.

    Por quanto se questiona, tem-se o mar, o território, a população, a administração, o que se pretende pensar, planear a curto, médio, longo prazo estruturar, dar condições ou criar condições hoje agora futura, organizar e trabalhar e fazer, entre todos as esferas quadrante da política, da sociedade civil, de modo que a nível das nossas instituições assumam a responsabilidades dos problemas, que possam ser solucionados, sem que haja em primeiro somente decisão político, que normalmente é solução de bombeiro a apagar fogo, ex, uma estrada esburacada, o saneamento do meio, a questão emprego, etc, etc,… a tudo esperamos por decisão política governativa, que está mais que visto e percebido, nada soluciona a longo prazo, pois a validade de um mandato executivo, tem validade de quatro ano, que pode ser validado ou não nas urnas, enquanto as instituições persistem no tempo, então há que criar e dar condições para que elas próprias, com os meios disponíveis no momento assumam os processos de desenvolvimento progresso sustentável, que se quer hoje e agora a nível social, cultural, ambiental, político, econômico e financeiro, seja ele um Banco, um Hospital, a Policia e seus ramos, os Tribunais, etc, etc,…pois que é necessário a previsão e dotação financeira, é preciso bom planeamento, boa estrutura boa organização.

    Impensável temos o Mar e os seus Recursos, somos duas Ilhas, deram-nos obtivemos a independência a quarenta anos, até hoje e agora nada em termos de planos, para os recursos que o nosso mar nos dá, ausência de planos para navegação, logística, transporte marítimo, já para não falar, na ausência de planos para a população/território/administração, transportes terrestres e aéreos.

    Precisamos urgentemente de organizar-nos melhor.

    Temos uma população com falta de educação berço, falta educação formação de excelência, sociedade civil desestruturada, ausência de paz, fome, miséria, pobreza, ausência de instituições fortes, incapaz de assumir o desafio de resolução, por elas próprias.

    Os números da população indicam analfabetismo em todas as classes etárias.

    Os números da População indicam, falta de emprego e de produção alimentar, falta de produção agrícola, pecuária, floricultura, atividades do pescado para colmatar a fome.

    Etc, etc,…mais nada alongo…

    E jamais pensem que essa responsabilidade é somente deste ou daquele Governo ou dos Primeiros Ministros ou dos Presidentes da República, salvo a cota parte, é nossa enquanto cidadãos SãoTomenses, enquanto diretor, chefe, funcionários públicos, privados, enquanto cidadão preguiçoso que nada quer fazer, produzir, inverter criar, ganhar dinheiro, para ajudar a desenvolver o País(Território/População/Administração), enquanto sociedade civil que somos.

    Se se queres ver o nosso País(Território/População/Administração) desenvolver

    Acredita em ti, és capaz

    Juntos somos mais fortes

    Tem consciência do teu comportamento.

    Se sabes ajuda quem nada sabe, se tens ajuda quem nada tem, protege a natureza e o ambiente em que fazes parte e vives.

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    Deus abençoe São Tome e Príncipe

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