Sociedade

Sociedade civil denuncia crime ambiental na zona sul de São Tomé

O manto verde que cobria toda a zona sul de São Tomé, santuário de pássaros e árvores endémicas, está a desaparecer com o avanço dos caterpilares da empresa Agripalma, em busca de espaço para produzir óleo de palma. Os caterpilares já estão a entrar no parque nacional Obô.

Alguns cidadãos estão a se organizar para dar luta ao crime ambiental em curso.

O Estado são-tomene concedeu à empresa Agripalma, 5 mil hectares de terra, sendo a maioria na ilha de São Tomé cerca de 4 mil hectares e cerca de 1000 hectares na ilha do Príncipe, para desenvolver a produção e transformação de óleo de palma. O acordo foi assinado em Outubro do ano 2009 na Casa da Cultura na capital são-tomense.

A empresa de capital Belga, assumiu o compromisso de investir 40 milhões de euros, no projecto de produção de óleo de palma, e prometeu mais de 1000 postos de emprego.

Mas na ilha do Príncipe, os seus filhos descobriram que a protecção do seu património natural, tão virgem, tão único, tem mais valor para o desenvolvimento sustentado, do que a produção do óleo de palma.

Povo da ilha do Príncipe, rebelou-se contra o acordo, não permitindo o desmatamento de mais de 1000 hectares de terras da zona de Sundy, para produzir óleo de palma.

Príncipe no seu todo, se bateu e evitou que os caterpilares entrassem pela sua floresta virgem, para matar árvores endémicas e de valor medicinal, que por sua vez sustentam as diversas espécies de aves endémicas. Príncipe disse não ao projecto que poderia dizimar o seu rico património ecológico. Príncipe não aceitou e muito por causa disso, hoje é património mundial da biosfera, tendo no seu ambiente virgem, quase como o jardim do Édem, seu cartaz de visita e no futuro sua principal, fonte sustentada de receitas, através do turismo ecológico.

São Tomé, ao ter sempre que ver para crer, aceitou a implementação do projecto de óleo de palma. Agora está a ver e tenta despertar para acreditar que o caso é sério.

Por causa da recusa do Príncipe, em ceder mais de 1000 hectares das suas terras, o anterior Governo, começou a procurar mais terras na ilha de São Tomé, para dar resposta ao acordo assinado em 2009 entre o Estado e a Agripalma.

Então os caterpilares, começaram a avançar com maior determinação, sobre o manto verde que cobria a região sul da ilha de São Tomé. Árvores endémicas, que dão abrigo e alimento a aves também singulares, começaram a tombar ao ritmo do acelerador dos caterpilares. O manto verde que pintava sul de São Tomé, está a dar lugar a extensas áreas com aspecto de aeroporto sem fim.

Ibis, uma das 3 espécies de aves em vias de extinção no país, tinha a floresta da zona sul da ilha de São Tomé como santuario para a sua sobrevivência. O avanço dos caterpilares está a destruir o seu habitat e a pôr fim a sua existência na fauna são-tomense. «O governo decidiu que seria mais proveitoso para o país, trocar toda a sua biodiversidade única no mundo por umas quantas toneladas de óleo…!», são os primeiros protestos de vozes isoladas, que começaram a ecoar no meio da imensa devastação.

Os caterpilares da Agripalma não param de avançar e as suas lagartas, já estão a deixar marcas nos terrenos nunca antes tocados por máquinas, o parque natural de São Tomé. Fotografias tiradas, via satélite e que o Téla Nón teve acesso(a esquerda), mostram a dimensão do desmatamento que ameaça o parque natural – ôbô. Em laranja são as areas desmatadas. Os pontinhos pretos são pontos GPS da investigação em curso sobre espécies de passaros na zona sul.  Em cor rosa estão identificadas as bacias hidrográficas e os limites do Parque Natural  – ôbô.

A região sul da ilha de São Tomé compõe o distrito de Caué. É cortada por varios rios e riachos. A natureza virgem que existiu há muitos séculos, criou a maior bacia hidrográfica do país. O ritmo acelerado do abate das árvores, com os caterpilares a levarem tudo pela frente, abre clareiras paara o deserto substituir o manto verde, a muito curto espaço de tempo. « É do nosso país que estamos a falar. Não podemos ficar impavidos e serenos a ver o nosso país a ser destruido e nada fazermos. “Quando não defendemos os nossos direitos perdemos a dignidade e a dignidade não se negoceia.”», palavras de alguns cidadãos que estão a movimentar-se para dar luta ao que consideram ser crime ambiental no sul de São Tomé.

Adelino Pereira, advogado de profissão, é uma das vozes que há vários meses tem-se levantado contra o ataque das florestas virgens do sul. «Pretendemos criar um movimento de cidadãos para a defesa do nosso ambiente», declarou para o Téla Nón.

Através da Internet, outras vozes do movimento cívico em forja, lançam palavras de sensibilização da opinião pública, para o combate que é preciso desencadear antes que seja tarde. «Este é o crime ambiental que está a ser cometido pelo estado santomense!».

Imagens fotográficas falam por si. O abate do ambiente no sul de São Tomé afecta também a barriga dos habitantes da região. A pobreza é acentuada no sul. Parte importante da população vive na orla costeira.

Côco é desde os tempos mais antigos a principal base de alimentação da população local. Em julho do ano 2012, o Téla Nón passou pela zona de Monte Mário em direcção a Porto Alegre e registou reclamação da população por causa da escassez do côco para a sua alimentação.

Os caterpilares estavam a avançar para os arredores de Monte Mário, e os coqueiros estavam a acabar. « Os nossos pais e avôs tinham roças aqui. O certo é que tomaram todas as terras para a Agripalma plantar palmeiras. Côco é uma das coisas que garantem a nossa alimentação aqui, os coqueiros estão todos a serem abatidos, qual é a nossa vida?», interrogou na altura Arnaldo Bragança jovem de 25 anos da vila de Monte Mário.

Ecossistema ameaçado no sul, onde a pobreza é chocante.

Abel Veiga

    44 comentários

44 comentários

  1. abigail varela

    4 de Junho de 2013 as 8:38

    É muito triste quando vejo o meu País caminhar para desgraça por causa de decisões de meia dúzia de indivíduos que só têm em conta os seus interesses pessoais e não da nação…até quando STP??

  2. Florestal Meyer António

    4 de Junho de 2013 as 9:45

    Muito bem Abel.

  3. Elsa Garrido

    4 de Junho de 2013 as 10:01

    Simplesmente obrigada Téla Nón na pessoa do Abel Veiga. Quero dizer também, que com o avanço considerável da tecnologia, hoje é possível ter um justo equilíbrio entre o desenvolvimento económico, social e salvaguarda do nosso meio ambiente, nossa verdadeira riqueza…

  4. Futuro Turismólogo

    4 de Junho de 2013 as 10:02

    Estou de acordo e digo sim a Manifestação e quero saber de que jeito posso apoiar.

  5. Lucio Ceita

    4 de Junho de 2013 as 10:05

    Faço parte desta Luta, temos que agir agora antes que seja tarde, tanta área pra quê? Para enriquecer os Belgas, e deixar migalhas para os … menos lucido e famintos. Antes produziam bastante azeite com menos hectares. Não se esqueçam que temos muito pouca área para BUM da próxima geração, Já subscrevi

  6. jose pedro

    4 de Junho de 2013 as 11:07

    Associo-me a esta causa enquanto cidadão são-tomense, pois não podemos permitir que por causa de projectos duvidosos se destruam hectares de floresta virgem que compõem a nossa maior riqueza….

  7. tchuna baby

    4 de Junho de 2013 as 11:13

    Também subscrevo… passei também ali e fiquei estupefacto com o que vi… minha gente palmeirinhas já estão quase pico cão grande, porquê ? façamos uma manifestação agora via face, via tela non… o governo precisa ouvir o suar da vos dos que amam flora.

  8. alvaro lopes

    4 de Junho de 2013 as 11:46

    Bom dia leitores do tela nom e os comentaristas ou comentadores neste espaço. Estou de cropo, alma e tudo mais que possa haver para defender esta causa e o nosso ecossistema, vamos acabar e parár com isto já, nem se para tal tivermos que indemnizar a firma Agripalma por tudo eles ja cá fizeram em matéria de investimento em São Tomé, mas ajustando as contas com tudo quanto já destruíram na nossa floresta. Sou de opinião que devemos chamar a justiça quem andou a assinar este suicídio, homicídio, ou melhor ecossídio colectivo. Tenho dito!

  9. som

    4 de Junho de 2013 as 11:46

    minha gente,ñ basta falar!Sei q.isso ñ vai dar em nada,independentemente de sermos medrosos,somos oportunista!Basta uma migalha para voltarmos e deixar de fazer o q.tem q.ser feito,fala-se tanto mais no concreto nada faz!Vi por varias vezes debates sobre o meio ambiente,tal orador(director das floresta)junto forças,e outra entidades copitente debaterem,mais no dia seguinte os caminhões da serração vem passando com toras!O sr.nem se quer estipulou área restrita ou ñ,isso indica,q.tens dinheiro retira-as em qualquer sitio!

  10. Frank

    4 de Junho de 2013 as 13:03

    O homem São tomense não gosta do que tem, porque tudo que existe hoje, foi adquirido a base de tortura e do trabalho esforçado. Este não foi educado para lidar com o que é “ belo; com o que é maravilhoso; com o que causa espanto num bom sentido” etc. A reserva motivada pelo aquilo que foram feitos aos ancestrais, têm constituído a repulsa de todo quanto estes deixaram, enquanto referência. É de reparar, que todo deixado pelos nossos avós estão a ser devassado pelo homem de então. O interesse económico posto adiante deste, até par vender a sua (mãe), é visto como um bom negócio. Não se responsabiliza ninguém, ainda sabendo que este é o cúmplice de tudo isto. Estas ilhas são bonitas de natureza, e são belas de essência. Elas são cobiçadas pelos barões que pretendem adquiri-las das mais elementar forma. Muitos desejam vê-las destruídas a fim de equiparar às outras que são vistas no mundo. A falta de orgulho daquilo que é nosso, resulta nisso. É pena; isto é, muita pena

  11. Antagónico

    4 de Junho de 2013 as 13:29

    Senhor Presidente da República, Senhor Primeiro Ministro e chefe do governo, Senhor Presidente de Assembleia Nacional, Senhor Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, representante diplomática acreditada no país, representante da sociedade civil,meus caros compatriotas venho, pela presente, e comovido com a situação, expressar o meu desagrado com a política anárquica de distribuição de terras no país. Alguns representantes e políticos desta terra verde procuram destruir o bem comum para satisfazer as suas necessidades pessoal, urge a necessidade de estarmos vigilantes. A primeira conferência Mundial sobre meio ambiente, realizada em 1972, em Estocolmo Suécia reuniu representantes de vários países do mundo para debater a situação e o impacto ambiental no mundo e São Tomé e Príncipe não foge a regra na vertente da proteção ambiental.
    É preciso salvaguardar o direito ecológico e a convenção da diversidade biológica bem como ambiente cultural da população, criando princípios apropriados de distribuição de terras de forma a por fim a disciplina do comportamento abusivo de devastação florestal.
    São Tomé e Príncipe é um potencial turístico, embora inexplorado não podemos permitir que este ato de desflorestação natural mate o gosto de conhecermos riqueza sem fim com a biodiversidade natural, essa situação tem repercussão negativas como “ poluição no interior de estabelecimento industriais na vida da população” e “alteração climática”, variável que influenciará na qualidade de vida das cidades e proteção do património cultural.
    Unidos podemos recuperar a nossa natureza, e é hoje, agora. Quero plantar milhões de árvores e tornar mais bela a nossa mãe natureza, quero ver o truqui Sun dêçu a despertar-me de madrugada para dar o meu contributo no progresso socioeconómico e cultural de São Tomé e Príncipe.
    Por favor, intervenham urgente!

  12. Maria Teresa

    4 de Junho de 2013 as 14:32

    Eu quero saber quanto não tomou de comissão a pessoa que assinou esse contrato. Não foi assim o que aconteceu também com o Clube Náutico? Incrível.

  13. vida de surpresa

    4 de Junho de 2013 as 14:40

    Muito bem Sr Antagónico.
    Gostei imenso do seu comentário, fico feliz em saber que existe pessoa nossas com um pensamento positivo, direccionado do bem da nação santomense, sobretudo da maça vindouras…realmente quero aqui dizer, que sou jovem e resido em Portugal nos estudos e foco muito comovido quando vejo as tais coisas que tem pairado na no nosso STP.

  14. vida de surpresa

    4 de Junho de 2013 as 14:42

    e peço desculpa pelos erros

  15. luisó

    4 de Junho de 2013 as 15:23

    O ultimo bastião de STP e a sua grande riqueza.
    A continuar assim o que é que resta…

  16. desta terra

    4 de Junho de 2013 as 15:49

    Téla Nón sonegou a minha mensagem, por ser mais realista?

    Por tratar da questão da pobreza que essa comunidade está associada há mais de mil anos, tendo sempre uma floresta virgem ao seu lado?

    Por perguntar o quê que esta floresta virgem serviu para essa população durante esse tempo todo?

    Ou por dizer que o investimento que Rafael Branco e Xavier Mendes assinaram tem servido para dar emprego a milhares dos residentes da zona sul, retirando-os da pobreza?

    Sê realista e aprenda a viver com a diferença sr Abel Veigas!

    • Gustavo Costa Carlos

      4 de Junho de 2013 as 16:18

      Qual emprego, qual investimento? Isto é uma grande traição ao país. Assinar um projeto deste deveria ser sinónimo de prisão para os seus atores. Em nenhum país minimamente organizado, com uma área tão pequena, um património florestal frágil e ao mesmo tempo rico, os seus dirigentes cometeriam um crime desta natureza. Quem assinou estes contratos deveriam estar presos. Ponto final parágrafo. Isto é um crime. Matou-se de forma irreversível uma floresta primária com reflexos negativos durante muitas gerações por causa de meia dúzia de empregos e muitos milhões para quem assinou o referido projeto. Isto é crime. Não é assim que se resolve o problema de emprego no país. É valorizando a floresta, criando condições para exploração turística naquela zona e agricultura sustentada. Um país com 1000 e pouco quilómetros quadradros vai meter-se num projeto com estas características que pode danificar de forma irreversível o seu património florestal? Onde se viu uma coisa desta? os responsáveis por este projeto deveriam ser presos.

      • abigail varela

        4 de Junho de 2013 as 19:58

        Muito bem Gustavo Costa, gostei falou bonito…nada justifica essa destruição da natureza…mesmo sendo para a criação de empregos, digamos que criam a empresa e tudo, passando 4 anos a empresa vai a falência e fecha, os trabalhadores vão para casa e depois???? Vão viver de o quê??? O que iríamos fazer com todas essas palmeiras???
        Resumindo o país só perdeu assinando esse maldito acordo e até agora ninguém nem a população teve a coragem de agir contra o que esta acontecendo é o que me irrita mais… Povo de STP vamos abrir os olhos.

        • PSICO

          5 de Junho de 2013 as 15:07

          desta terra !! como pode colocar uma questão deste género? (perguntar o quê que esta floresta virgem serviu para essa população durante esse tempo todo?)
          Embora revelando-se uma pessoa leiga relativamente ao ambiente verde, ambiente social, percebe-se prontamente que ainda não teve experiência de estar num país da Europa por exemplo em Portugal na estação de Verão que dizem assemelhar-se ao nosso clima em África que eu não vejo semelhança nenhuma, o calor por Portugal é abafado graça a degradação do ambiente verde, criminalidade contra flora. Graças a esta floresta virgem temos uma boa arragem que abastece país todo.
          Não tem seguido informações sobre estas empresas estrangeiras invejosas que vêm tirando rendibilidade dos recursos em África, explora mão-de-obra barata, criam conflitos locais, dizem que geram emprego, essas empresas não assumem responsabilidades socias com os moradores locais. Geram riquizas superiores ao PIB do nosso país para o bem estar empresarial e deixa-nos uma área florestal desvastada e população morribunda.
          Pensa em nós santomenes como seres que são dignos de bem estar sem submetermo-nos a exploração estrangeiras e governamental.

    • kwatela

      4 de Junho de 2013 as 17:07

      meu caro concidadão
      não é desmatando a nossa floresta que os habitantes desta zona sairão da pobreza,mas sim com politicas serias de autopromoção do seu habitat. uma politica de trabalho serio. aproveitar as infraestruturas(casas e palacetes Coloniais) e fazer um turismo ecológico sustentado. olha para Haiti e vê a diferença entre Haiti e republica Dominicana e verás que politicas de desmatamento nunca serviu. peco-lhe encarecidamente que investigue o que está a acontecer na Indonésia e em outros países asiáticos que optaram pelo cultivo desenfreado da cultura de palmeiras para produzir óleo.

    • kwatela

      4 de Junho de 2013 as 17:08

      ao tela non gostaria de perguntar o que posso fazer para ajudar a travar este crime ambiental?

  17. Stlijon

    4 de Junho de 2013 as 17:46

    estas vozes deviam ter surgido ha muito tempo, mas nunca é tarde. Importante é travar este crime ambiental em curso no distrito de caue. Subscrevo a pleno a iniciativa e acho que deveria ser feito muito mais

  18. Fala Serio

    4 de Junho de 2013 as 18:27

    Meus Senhores,

    O problema não se resume apenas ao desmatamento da floresta e as consequencias que isso pode trazer. Alem das especies endemicas de plantas e animais que correm serio risco de estinção, o facto de se plantar palmeiras nesta extensa área, fará com que dentro de alguns anos e mesmo depois dos palmares deixarem de ser productivo, o terreno estará todo consumido e só será propicio a plantas rastejantes daninas. 5 mil ectares de terra danificadas.
    Isso é muito triste, Governantes que não pensam no futuro dos seus filhos e netos. Só existe uma especie no planeta com este padrão de comportamento, são “os viruis”

    Estou de acordo que se crie um movimento contra a essa aberação, Salvemos STP dos virus.

    • Téla Nón

      4 de Junho de 2013 as 20:33

      Infelizmente o código de ética dos comentários não permite a publicação de links

  19. luisó

    4 de Junho de 2013 as 20:19

    O príncipe recebeu há dias o prémio sobre a biosfera por preservar o ambiente, as suas florestas e biodiversidade.
    E aqui na ilha principal em vez de seguirmos os bons exemplos fazemos ao contrário, porque alguém está a receber bom dinheiro e lá o Cassandra “mandou-os à vida”.
    Mais uma tristeza a juntar a outras…

  20. ressortissant

    4 de Junho de 2013 as 20:30

    porra tudo menos isso oque estao destruir arvores do meu pais desse jeito possa isso eu esperava ja chegaram ate la isso nao pode ser possivel esses destruidores eu tenho certeza que e inimigo do pais a nossa riqueza ambienta nossa reserava e por isso que principe foi considerado reserva e nao saotome devido esses gajos estou muito chateado com isso

  21. ressortissant

    4 de Junho de 2013 as 20:32

    tudo menos isso isso eu nao esperava

  22. Barão de Água Izé

    4 de Junho de 2013 as 20:44

    Os Governos e ministros que permitiram e permitem crimes ecológicos, devem ser acusados e penalizados em conformidade. Não são só as palmeiras; são as areias das praias; a desmatação indiscriminada e a desflorestação criminosa, com o silêncio dos nossos governantes.
    STP corre o risco de deixar de ser Verde, para se tornar deserto nas futuras gerações. Há que parar todo este processo criminoso.

  23. ressortissant

    4 de Junho de 2013 as 23:48

    principe tem direito ser considerado como reserva mundial mas sao tome nao poderia estar de fora porque eque esta de forra porque esses destruidores estao acabar com o pais

  24. Minángôlá

    5 de Junho de 2013 as 16:13

    Kei será k esse dinheiro vai resolver o problema ambiental que isso poderá causar no futuro? A resposta é ñ…..e a população carente da zona sul, “os jovens que ganham um pão de cada dia” com suas roças estão a lhes tirar sem dar nenhuma explicação!! Eu como ambientalista e tbm da zonal sul apoio totalmente a manifestação pk seii o qt dano isso irá causar nas gerações futuras!!!1

  25. Coisa Séria

    5 de Junho de 2013 as 20:41

    Quem assinou esse contracto tão lesivo para a nação? Qual foi o Governo Mercenário que o fez? Quero uma resposta por favor.
    Muito bem, a sociedade civil está atenta.
    Força São Tomé e Príncipe.

  26. Helder Leitao

    5 de Junho de 2013 as 21:48

    É triste,mas é verdade, a onde estão os ditos depotados votados pelo povo de sul,a onde esta a camara distrital de Cauê?
    Nos meus tempos as coisas eram outra,agiamos,e hoje ha mais jovens formados mas nada fazem.Angolares abrem os olhos tinha que ser o Dr Adelino a dar grito.Vamos seguir exemplo do amador nem isso servimos gente?

  27. Coisa Séria

    6 de Junho de 2013 as 9:49

    2009-11-02 11:48:08

    São Tomé – O Governo santomense assinou um acordo de projecto integrado com a Sociedade Agripalma orçamentado em 75 milhões de dólares.

    Segundo o representante da sociedade franco-belga Agripalma, Luc Boedt, o projecto de cultivo da palmeira, e posterior extracção de óleo de palma, vai apostar, a partir de 16 de Novembro, numa área de 3500 hectares. Vão ser plantadas novas palmeiras e recuperadas outras num desafio de produção diária de 520 toneladas. A Agripalma vai assumir as empresas Ribeira Peixe, Porta Alegre, em São Tomé, e roça Sundy, no Príncipe.

    Para garantir a referida produção de óleo de palma, para consumo nacional e exportação para os países vizinhos da África Central, vão ser instaladas duas unidades fabris na EMOLVE (Empresa de Óleo Vegetal), na roça Ribeira Peixe, assim como na ilha do Príncipe, na roça Sundy, que sempre foram as duas maiores fábricas neste arquipélago.

    Este projecto contempla as condições sociais favoráveis aos trabalhadores tais como habitação, escolas e posto de saúde. Está prevista formação para os trabalhadores e assistência técnica e apoio aos produtores privados, numa área estimada em 1500 hectares, que vai reforçar a melhoria de condições e qualidade de vida no meio rural.

    O projecto prevê uma produção de cerca de 16 a 20 toneladas, com uma extracção de óleo que ronda os 25 por cento, o que corresponderá a uma produção de cerca de de 5 toneladas de óleo de palma, saídos dos 3500 hectares de terra.

    O acordo entre o Governo e a Agripalma contempla o desenvolvimento de pequenas e médias empresas nos ramos dos sabonetes, detergentes entre outros, e para além disso, vão ser aproveitados entre cinco a quinze quadros nacionais, em diversos ramos da actividade fabril, tais como plantação, trabalhos administrativos e contabilidade para a futura empresa de óleo vegetal.

    O ministro dos Negócios Estrangeiros, Carlos Tiny, já veio defender este projecto da Sociedade Agripalma, sublinhando que o plano e a aposta do Governo para transformar São Tomé e Príncipe numa plataforma de serviços no âmbito de uma visão estratégica, necessita de capacitar quadros ao mais alto nível, com a criação de gestores para o processo de desenvolvimento do país, ao nível do aparelho central do Estado quer no sector privado quer na sociedade civil.

    • Xavier

      6 de Junho de 2013 as 18:25

      Acho que uma maneira de atuar também é noticiar a catástrofe aos jornais da Bêlgica, e falar clarinho sobre os responsáveis materiais ou intelectuais de uma deflorestação danhina para a biodiversidade. Os leitores belgas gostarão de saber que estão a fazer os seus compatriotas

  28. Verde Floresta

    6 de Junho de 2013 as 10:30

    São Tomé precisa de Biosfera como o Príncipe e não monocultura que destrói a riqueza que é única no Mundo e que deveria ser protegida.
    São Tomé precisa políticos com visão como o Príncipe teve e não negociatas de curto prazo.

  29. Gualter Soares

    6 de Junho de 2013 as 11:23

    Tratando-se de uma empresa europeia, só gostaria de saber se conseguem fazer o mesmo na Europa? Como aqueles politicos de STP sao tao ingenuos e nao fazem nada para travar este crime.

  30. madalena

    6 de Junho de 2013 as 12:51

    Os técnicos do Ministério de Agricultura e os do Ambiente, devem ser responsabilizados por isso. Alias sabem muito bem, dos compromissos assumidos em convenção, viajam sempre para todas as reuniões, os pontos focais do FEM, Mudanças Climáticas, FAO, etc., andam a enganar os parceiros de STP.
    STP em principio vai receber muito dinheiro para manter a sua Floresta, mas o dinheiro deve ser investidos nas comunidades Rurais.
    Falta de um tribunal para julgar este tipo de crime.
    Este crime é pior que venda e consumo de droga.
    Haver vamos.

  31. Trinta Mil

    6 de Junho de 2013 as 15:43

    Nada disso, trata-se de um truque velho a coberto de denuncia publica. Querem extorquir dinheiro a empresa Belga, como assim ? Explico.
    O Ministro, vai mandar uma equipa ao local, logo depois a equipa, suspende temporariamente os trabalhos da empresa. Produzem um documento em 48 horas, em que a conclusão é, mandar proceder ao estudo do impacto ambiental.
    Quem faz os estudos, 15 dias, técnicos do Ministério de Agricultura e Ambiente(4 pontos focais) e vão receber 20 mil dólares. Eu fui contacto para participar no esquema. Por isso, Agripalma pode continuar os trabalhos. Tudo está como previsto. Quem não deve não teme.

  32. Candji mama cê

    6 de Junho de 2013 as 19:49

    O senhor Abel claramente puxou a brasa toda para a sua sardinha, quando só se limita a falar dos efeitos negativos desse processo criando um falso alarme no seio da sociedade santomense, fala de crime ambiemtal isso e grave…ñ sei se lembra das roças agriculas com milhares hectares repletos de cacau e de coco… como eram essa mata antes da chegada dos Brancos e os seus escravos desbravadores? E com essa revolução do construiram essa maravilha que é S.tomé e Principe… com a independência por falta de politicas agrarias decuadas ou por mera incopetência as grandes roças de cacau deixaram de ser rentáveis onde nos finais dos anos 80 e principio dos anos 90 a solução entrada a esse verdadeio falhanço foi a privatização. Diga-me ò senhor abel o que é que aconteceu as roças após o processo de distribuição das terras ? Isso sim foi um crime , o abate indiscriminado das arvores para fazer tabuas e completa destruição das infraestruturas, como belissimas construções das administrações das roças, so vistas no Brasil porque ainda conseguiram preservar o seu passado historico …. e nos ultimos 10 anos essas roças que o senhor faz referência e muitas outras a mondi, bengui, gofi, coia e matabala cossacossa… e diga-me qual é a zona mais rica desse pais onde as pessoas…Os santomenses pouco ou nada fazem para cultivar a nossa verdadeira riqueza a nossa dignidade , o podermos viver sem ter k estender as mãos a comunidade internacional a pedir migalhas…. seja honesto e diga as coisas como elas são…parece k os belgas ñ estão a dar o peixe, estão encinar a pescar. assim é dificil para aqueles k o pão cai do ceu….. antê mungú ôooo……

    • STP

      6 de Junho de 2013 as 22:57

      Não pretende comparar a plantação de cacau e café que constitui uma floresta de sombra com uma monocultura.
      Seria bom que consultasse as formações florestais de STP.

  33. Menssageiro

    6 de Junho de 2013 as 23:28

    A serio pessoal, isso nao é nada bom, distruir aquilo que nos viu nascer e que contitui a nossa riqueza, esses politicos que aceitaram esse acordo sao um monte de merda, :/

  34. Golfo 2

    9 de Junho de 2013 as 13:39

    incrível, sabes os técnicos do Ministério, agrónomos, ou deviam saber,que Agripalma, vai devastar as florestas, rica em biodiversidade,(animal e vegetal ), para produzir óleo de palma. Este óleo de palma será utilizado na industria alimentar no fabrico de chocolate. Mais uma vez a sanidade mental dos nossos dirigentes, amigos estão em causa.
    Não se deslumbra nenhum desenvolvimento em ensinar-nos como confeccionar o chocolate, desde 1882 em foi introduzido cacau no nosso território. Afinal. Agripalma tem culpa disso?
    Temos de pensar com as nossas próprias cabeças, disse um dirigente africano.

  35. Jose Luiz Rubino Xavier

    9 de Agosto de 2013 as 20:07

    Sera que agripalma no seu projecto de producao de oleo de palma e derivados contempla a construcao de uma ETAR?(estacao de tratamento de aguas residuas)

    • Jose Luiz Rubino Xavier

      9 de Agosto de 2013 as 20:09

      obs: ETAR (estacao de tratamento de aguas residuais)

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