STP recebe mais um prémio internacional pelo sucesso na luta contra o paludismo

Neste sábado, em Adis Abeba- Etiópia, São Tomé e Príncipe, recebe mais um prémio pelo empenho que tem demonstrado na luta contra o paludismo.

O país faz parte do grupo de 13 Estados africanos que serão galardoados, numa iniciativa da Aliança de Líderes Africanos contra o Paludismo.  Não é a primeira vez que São Tomé e Príncipe,  é reconhecido a nível mundial, como território africano onde se regista uma drástica redução da incidência do paludismo, situada actualmente em cerca de 0,5%.

O combate cerrado contra a doença iniciou no ano 2004. Ainda na última semana o PNUD através do Fundo Global, anunciou ajuda financeira na ordem de 5,7 milhões de dólares, para o reforço do programa de luta contra o paludismo até 2017.

Abel Veiga

Leia abaixo a nota enviada ao Téla Nón pela African Leaders Malaria Alliance – ALMA.

 

Chefes de Estado Africanos Celebram Avanço Histórico na Luta Contra a Malária

A Aliança de Líderes Africanos contra o Paludismo premeia 13 países pelo seu papel na redução drástica da incidência e da mortalidade da malária em todo o continente

Adis Abeba, Etiópia (29 de Janeiro de 2016) – Reconhecendo o impulso sem precedentes no sentido da erradicação da malária em África, a African Leaders Malaria Alliance (ALMA) vai amanhã premiar 13 países africanos que têm demonstrado empenho, inovação e avanços no combate à malária.

Os Prémios de Excelência ALMA 2016 vão para:

  • Botsuana, Cabo Verde, Eritreia, Namíbia, Ruanda, São Tomé e Príncipe, África do Sul e Suazilândia, por terem alcançado os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM)[i]
  • Libéria, Ruanda e Senegal, pelo Desempenho no Controlo do Paludismo entre 2011 e 2015
  • Comores, Guiné e Mali, por terem obtido as Maiores Melhorias no Controlo do Paludismo entre 2011 e 2015

A África alcançou avanços históricos na luta contra a malária ao longo dos últimos 15 anos. Desde 2000, as taxas de mortalidade da malária em África caíram 66 por cento para todos os grupos etários e 71 por cento entre as crianças até aos 5 anos. Os óbitos anuais por paludismo em África diminuíram de um número estimado de 764.000, em 2000, para 395.000 em 2015.

Cerca de 663 milhões de casos de malária foram evitados na África subsaariana ao longo dos últimos 14 anos. Segundo a Organização Mundial de Saúde, as reduções nos casos de paludismo atribuíveis a actividades de controlo da malária pouparam cerca de 900 milhões de dólares em despesas de tratamento entre 2001 e 2014.

“Pela primeira vez na história, está à vista uma África livre da malária”, afirmou o Primeiro-Ministro Hailemariam Dessalegn da Etiópia, actual presidente da ALMA. “O sucesso nestes 13 países e em outros locais por todo o continente demonstra que uma liderança forte é a nossa arma mais poderosa contra esta doença antiga e letal.”

Muitos líderes africanos fizeram do combate ao paludismo um alvo fundamental ao longo dos últimos anos, apoiados pelo empenho de entidades doadoras como o Fundo Mundial de Luta contra o HIV/SIDA, a Tuberculose e o Paludismo (GFATM), a Iniciativa do Presidente dos Estados Unidos de Luta contra a Malária, o Departamento para o Desenvolvimento Internacional do Reino Unido (DFID) e pelas contribuições multilaterais e bilaterais da França.

O recurso extensivo a intervenções de controlo da malária eficazes e de baixo custo, incluindo mosquiteiros tratados com insecticida de longa duração e pulverização residual dos interiores, levou a enormes declínios nas taxas de incidência e de mortalidade. Sabendo-se que que os mosquitos transmissores do paludismo, em África, atacam em ambientes fechados e à noite, estas intervenções foram altamente eficazes. Desde 2000, mais de mil milhões de redes mosquiteiras tratadas com insecticida já foram distribuídas na África Subsaariana.

“A ALMA tem a honra de colaborar com tais líderes exemplares”, disse Joy Phumaphi, Secretária Executiva da ALMA. “Eles estão a salvar vidas e a desbloquear o potencial humano enquanto livram os seus países deste horrível flagelo. Com o seu renovado empenho e os recursos dedicados, estou confiante de que a África pode erradicar esta doença.”

Mas ainda há muito trabalho para fazer. Cerca de 90 por cento de todos os casos e dos óbitos por malária ao nível mundial ocorrem na África. O paludismo ainda mata uma criança africana a cada dois minutos. Em 2015, calcula-se em 188 milhões o número de casos de malária em África. Além disso, há milhões de africanos que ainda não recebem a assistência dos serviços de saúde que salva vidas, nem os meios necessários para prevenir e tratar o paludismo.

Um estudo recente da revista Lancet concluiu que as reduções da transmissão da malária e do respectivo fardo podem ser aceleradas ao longo dos próximos 15 anos, se o nível de cobertura das intervenções actuais for aumentado. Ainda assim, é necessária inovação, particularmente nas zonas onde a transmissão é mais intensa.

A dupla ameaça da resistência aos insecticidas e aos medicamentos agrava a urgência de se tratar do problema. Na África, a resistência dos mosquitos aos insecticidas está a aumentar, enquanto no Sudeste Asiático, a resistência à artemisinina, o medicamento mais vulgarmente utilizado para tratar o paludismo, constitui uma ameaça significativa.

Normalmente, a ALMA premeia todos os anos países pelos seus esforços contra a malária. Este ano, as nações vão ser premiadas pelos seus avanços num período de cinco anos ou pelo seu trabalho nos últimos 15 anos para atingir a meta dos ODM.

Duas das galardoadas deste ano, a Libéria e a Guiné, enfrentaram uma grave crise de Ébola em 2014 e 2015, o que torna ainda mais notáveis os seus sucessos no domínio do controlo do paludismo.

Sobre a ALMA

Fundada em 2009, a ALMA é uma associação inovadora de 49 Chefes de Estado e de governo, numa acção que ultrapassa as fronteiras regionais e nacionais para alcançar uma África livre de malária até 2030.

No fórum da ALMA do ano passado, os líderes adoptaram uma agenda de erradicação para o continente. Prevê-se que, em reunião a realizar posteriormente este ano, a União Africana venha a adoptar um roteiro para a erradicação até 2030.

Todos os trimestres, a ALMA compila o “ALMA Scorecard for Accountability and Action” (indicador da ALMA para prestação de contas e acção) para monitorizar o progresso na luta contra a malária, bem como para detectar intervenções essenciais no domínio da saúde reprodutiva, materna, neonatal e infantil. Os ALMA Scorecards identificam os estrangulamentos e impulsionam a acção para ajudar os países a cumprirem os seus objectivos. A taxa de resposta para as recomendações que acompanham o Scorecard da ALMA é de mais de 80 por cento, o que o torna um instrumento eficaz para uma mudança sustentável.

Os Prémios de Excelência da ALMA destinam-se a recompensar lideranças exemplares nos domínios das políticas, dos impactos e da implementação na luta contra a malária. São atribuídos por um comité de selecção independente, composto por responsáveis e por peritos nas áreas da saúde e das ciências.

Para mais informações, visite www.alma2030.org.

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    ANCA Responder

    Esta é uma excelente notícia para o País(Território/População/Administração), São Tomé e Príncipe, bem como para o continente Africano.

    Apesar de avanços, necessário se torna continuar a prevenção e combate a malária, ao paludismo até a sua erradicação final em no País(Território/População), bem como em África.

    Continuar com campanhas de informação, bem como de prevenção.
    Necessário se torna a sensibilização da população para hábitos de cuidados de saúde, higiene e segurança alimentar.

    Como citado acima;

    “Todos os trimestres, a ALMA compila o “ALMA Scorecard for Accountability and Action” (indicador da ALMA para prestação de contas e acção) para monitorizar o progresso na luta contra a malária, bem como para detectar intervenções essenciais no domínio da saúde reprodutiva, materna, neonatal e infantil. Os ALMA Scorecards identificam os estrangulamentos e impulsionam a acção para ajudar os países a cumprirem os seus objectivos. A taxa de resposta para as recomendações que acompanham o Scorecard da ALMA é de mais de 80 por cento, o que o torna um instrumento eficaz para uma mudança sustentável.”

    Tendo em linha de conta os indicadores da para monitorizar o progresso na luta contra a malária, bem como para detectar intervenções essenciais no domínio da saúde reprodutiva, materna, neonatal e infantil, nestas últimas devemos ter algumas preocupações e acção a levar a cabo;

    Segundo o estudo/inquérito, realizado pelo INE-STP, em parceria com o Governo, as Nações Unidas, O PNUD, a UNICEF, no que à dados estatísticos referentes à intervenções essenciais no domínio da saúde reprodutiva, materna, neonatal e infantil;

    De saber que segundo Inquérito aos Indicadores Múltiplos MICS5, 2014, publicado pelo INE_STP;

    No que a Mortalidade Infantil diz respeito.

    Taxa de mortalidade neonatal
    Probabilidade de falecer no primeiro mês de vida é vinte e duas crianças por cada mil que nascem.

    Taxa de mortalidade infantil
    Probabilidade de falecer entre o nascimento e o primeiro
    aniversário é de trinta e oito crianças por mil que nascem.
    O que implica ainda avanços a colmatar nos cuidados de saúde infantil.

    Taxa de mortalidade pós-neonatal
    Diferença entre taxas de mortalidade infantil e neonatal é de 16, por mil Nados-vivos.

    Taxa de mortalidade juvenil
    Probabilidade de falecer entre o primeiro e o quinto aniversário é de 7 por mil.

    Taxa de mortalidade infanto-juvenil
    Probabilidade de falecer entre o nascimento e o quinto aniversário é de 45 crianças por mil que nascem.
    Aqui também onde especial atenção também deve ser dada e acompanhada de perto, sobretudo com doenças diarreicas, doenças respiratórias, alimentação, subnutrição, bem como a água consumida.

    Quanto a Nutrição,

    Estado nutricional, Aleitamento Materno, Saúde da Crianças Sãotomenses, consultar respectivos quadros no INE-STP, tirar devidas ilações, conclusões para enquadramento legal administrativo, a nível de organização e resposta ao problemas a solucionar, em prol do desenvolvimento sustentável, que se quer social, cultural, desportivo, politico, económico e financeiro.

    Se se queres ver o Território/População/Administração bem

    Acredita

    Pratiquemos o Bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    Deus abençoe São Tomé e Príncipe

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