Novo tipo de insecticida para uso em saúde pública para prevenção da malária

A BASF apresenta o primeiro novo tipo de insecticida para uso em saúde pública para prevenção da malária em mais de 30 anos
Testes independentes realizados em Benim, Burkina Faso, Tanzânia e Costa do Marfim comprovaram a eficácia de Interceptor G2 e Sylando 240SC contra mosquitos locais resistentes a insecticidas
LIMBURGERHOF, Alemanha, 13 de julho 2017/ –

  • Recomendação da OMS de rede inovadora contra mosquitos
  • Primeira rede para camas sem químicos piretróides
  • A colaboração com o IVCC e com a London School of Hygiene & Tropical Medicine resulta num avanço na luta contra a malária

A BASF (www.BASF.com) recebeu uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para Interceptor® G2, uma rede contra mosquitos tratada com insecticidas de efeito prolongado (LN, sigla em Inglês) à base de clorofenapir. Clorofenapir é um novo tipo de insecticida para uso em saúde pública criado para combater mosquitos. Esta é a primeira recomendação da OMS em mais de 30 anos sobre um produto baseado num novo tipo de insecticida.

Os cientistas da BASF, que trabalham há mais de uma década em estreita colaboração com o Innovative Vector Control Consortium (IVCC) e com a London School of Hygiene & Tropical Medicine, readaptaram o clorofenapir com bom sucesso tornando-o eficaz em redes contra mosquitos e seguindo os rigorosos limites de desempenho da OMS para uso em saúde pública.

Dave Malone, Director Técnico do IVCC, disse “A colaboração com a BASF deu-nos acesso a um insecticida com uma rara combinação de atributos: Novo para uso em saúde pública, eficaz contra mosquitos resistentes e capaz de revestir redes de poliéster com uma fórmula de efeito prolongado.”

Está também em fase final de avaliação pela OMS um segundo produto à base de clorofenapir, um pulverizador para interiores chamado Sylando® 240SC.

Mundialmente, a cada dois minutos, uma criança morre devido a malária, surgindo anualmente mais de 200 milhões de casos novos. A malária é também um factor importante da pobreza mundial, especialmente entre os mais vulneráveis.

As redes contra mosquitos tratadas com insecticidas de efeito prolongado (LN) e os pulverizadores residuais para interiores constituem as bases na prevenção da malária, em particular na África Subsaariana. Contudo, cerca de 60 países já notificaram resistência a pelo menos um tipo dos insecticidas usados. Parte do problema reside no facto de que, previamente, existiam apenas quatro tipos de classes de insecticidas recomendados pela OMS para o controlo do mosquito adulto: apenas um, a classe piretróide, era recomendada para efeito prolongado. O uso contínuo dos mesmos insecticidas permitiu que o mosquito, extremamente adaptável, desenvolvesse níveis significativos de resistência.

Testes independentes realizados em Benim, Burkina Faso, Tanzânia e Costa do Marfim comprovaram a eficácia de Interceptor G2 e Sylando 240SC contra mosquitos locais resistentes a insecticidas.

Professora Hilary Ranson, entomologista médica da Liverpool School of Tropical Medicine, estudou o problema durante muitos anos. “Temos de encarar a resistência aos insecticidas muito seriamente”, disse. “Em alguns países, a população local de mosquitos aumentou 1.000 vezes os seus níveis de resistência. Já há muitos anos que não aparece no mercado um novo tipo de insecticida para uso em saúde pública. Necessitamos urgentemente de alternativas.”

Após a recomendação da OMS, a BASF irá iniciar as preparações para o lançamento de Interceptor G2 para a prevenção da malária. Dependendo dos processos locais de registo, espera-se que a nova rede contra mosquitos esteja à disposição dos ministérios de saúde e das organizações humanitárias a finais deste ano.

“São urgentemente necessários novos produtos resistentes para prevenir doenças transmitidas por mosquitos e assim salvar vidas”, disse Egon Weinmueller, Director do Departamento de Saúde Pública da BASF. “Esta descoberta reforça a minha crença pessoal de que podemos ser realmente a geração que elimina a malária.”

Distribuído pela APO em nome da BASF.

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Sobre o Clorofenapir:
Clorofenapir derivou do isolamento de uma toxina da bactéria Streptomyces fumanus actinomycete. É novo no campo da saúde pública, mas tem sido usado a nível mundial desde 1995 no controlo de pestes agrícolas e urbanas, incluindo em casas e em áreas de manuseamento de produtos alimentares. Clorofenapir pertence à classe química pirrol e tem um modo de acção completamente diferente comparativamente aos insecticidas actualmente aprovados pela OMS para uso em saúde pública. Actua através da desestabilização da capacidade de produção de energia do insecto. Isto torna improvável a apresentação de resistência cruzada por parte de mosquitos resistentes a insecticidas actualmente registados para uso em saúde pública. Mais informação disponível em www.PublicHealth.basf.com.

Sobre a Divisão de Protecção de Culturas da BASF:
Com uma população em rápido crescimento, o mundo está cada vez mais dependente da nossa capacidade de desenvolver e manter uma agricultura sustentável e ambientes saudáveis. A Divisão de Protecção de Culturas da BASF trabalha com agricultores, profissionais agrícolas, especialistas em gestão de pragas e outros para ajudar a tornar isso possível. Com a sua cooperação, a BASF é capaz de manter um canal activo de I+D, um portfólio de produtos e serviços inovadores e equipas de especialistas em laboratórios e no terreno para apoiar clientes a alcançar sucesso nos seus negócios. Em 2016, a Divisão de Protecção de Culturas da BASF gerou vendas superiores a 5,6 mil milhões de Euros. Para mais informações visite-nos em www.Agriculture.basf.com ou em qualquer um dos nossos canais nas redes sociais.

Sobre a BASF:
Na BASF (www.BASF.com) criamos química para um futuro sustentável. Combinamos o sucesso económico com a protecção ambiental e a responsabilidade social. Cerca de 114.000 funcionários do Grupo BASF trabalham para contribuir para o sucesso dos nossos clientes em quase todos os sectores e em quase todos os países do mundo. O nosso portfólio está organizado em cinco segmentos: Produtos Químicos, Produtos de Actuação, Materiais e Soluções Funcionais, Soluções Agrícolas e Petróleo & Gás. A BASF gerou vendas de cerca de 58 mil milhões de Euros em 2016. As suas acções são comercializadas nas bolsas de valores de Frankfurt (BAS), Londres (BFA) e Zurique (BAS). Mais informações em www.BASF.com.

FONTE
BASF

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