CPLP e as Trapalhadas na Guiné Bissau

Na semana passada interpretei em forma de artigo, os acontecimentos recentes na GuinéBissau. Procurei transmitir um ponto de vista face ao momento.

Considerei, emitindo opiniões, sobre que colaboração poderia a CPLP prestar aos governos dos estados membros, particularmente os africanos com o problema dos antigos combatentes – combatentes sob a bandeira portuguesa e combatentes dos movimentos de libertação – ; ex-funcionários da administração colonial sem reformas ou pensões.

Também não fiquei indiferente às intenções manifestas pela CPLP em querer excluir uma das partes em conflito na Guiné, da solução do problema. Enveredei nesta lógica, porque muito se tem comentando, e, na verdade os actos falam por si, do papel das forças armadas ou dos antigos combatentes nas várias tentativas de alterações da ordem constitucional na Guiné-bissau.

A procura de solução no recente conflito na Guiné evidenciou as várias falhas na comunidade dos países de língua portuguesa. As declarações individuais dos países membros foram disto exemplo.

Porque logo o do conflito na Guiné, a CPLP não coordenou e enviou uma delegação para avaliar a situação? Devia ou não a CPLP falar em voz única em Bissau, após um encontro com as partes em conflito?

Simplesmente, os países membros da CPLP viram em Bruxelas, Washington e outros capitais, o Espaço para encontrarem a solução. A situação impunha um trabalho coordenado: União Africana, CEDEAO, CPLP. A União Africana também esteve mal; a hipotética hipótese de excluir Bissau do seu seio é um erro que só pode beneficiar aos descrentes da UA.

Todos temos por obrigação de entender a Guiné Bissau, tal como o resto de África , em concordância com a sua idiossincrasia, longe de estigmas preconcebidos. Os militares guineenses convencidos ou não, da situação não abonatória por eles criada, souberam deixar uma margem para negociações, demonstrando sapiência e inteligência na avaliação e condução da crise.

Não foi por acaso, que desde o início defenderam a constituição de um governo de base alargada para 2 anos; nem a intransigência da não recondução do PM e do Presidente da República interino. A saída ora acordada com a CEDEAO, discordemos ou não dela, aparenta ser a mais adequada e musculada proporcional às circunstâncias.

Dentro de um ano e seguintes poderemos ter uma Guiné Bissau melhor e mais cooperante, se todos nós – sociedade civil, governos e congregações religiosas da CPLP – dermos o nosso melhor contributo possível. Para tal, é preciso que dentro da CPLP haja espaço para a participação da sociedade civil, o que pode obrigar a que a CPLP encontre para o reforço das suas estruturas a participação figuras distantes dos focos da politica.

Por exemplo a sapiência de personalidades como Fernando Henrique Cardoso, Marcelino dos Santos, Pedro Pires, Lúcio Lara, Adriano Moreira poderá ser muito útil para prever e sanar potenciais conflitos, mesmo entre os países membros.

Danilo Salvaterra

05 de Maio 2012

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    Pantufo Livre Responder

    Outra vez, com mesmo tema, para dizer mais asneiras? Sinceramente!!!! Porquê que você não escreve sobre “Democracia em S.Tomé e Príncipe”? Sobre “Banana Pão” Sobre “Matabala”? Xiêê….

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      Jacáré do Sul Responder

      Esta rapaz outra vez, com mesma história!?

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    Coladura Responder

    Caro Danilo Salvaterra.

    Permita-me que te diga.

    Podes ter muitas explicações para se preocupar com problema da Guiné Bissau.

    Mas podes crer que Guineeses têm maturidade suficiente para resolver seus problemas. Para espécie de problema da Guiné Bissau, só quem tem sua casa é que sabe onde chove, sobretudo quando militares fazem valer seu poder por força das armas nas mãos.

    Para solução dos problemas da Guiné Bissau, nenhum desses ilustres que mencionastes têm vara mágica para solução desse conflito.

    Única forma para por termo ao conflito da Guiné Bissau, terá de haver poder do Estado para afastar das forças armadas todos os militares que fazem parte do grupo de antigos combatentes para que sansões agora aplicadas, pelas Organizações Internacionais, possa fragiliza-los.

    Mas a verdade absoluta é, problema dos Guineenses só será resolvido pelos próprios Guienenses.

    É muito estranho que o problema da Guiné Bissau preocupa-te tanto, e sobre escandalos nos Tribunais e sistema Judiciária do nosso STP, nem uma só palavra.

    Será que tens explicação para ficares indiferente a todo esse vergonhoso espectáculo (novela) entre os magistrados do nosso País?

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    Simão Tebús Responder

    conterrâneo, lavar um burro cabeça c água e sabão é perder tempo. As pessoas n querem saber das suas preocupações. Têm a vida q têm, levam a vida q levam e falam por ouvirem os outros falarem.É por isso q aparecem aí comentários sem nexo. Um abraço

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      Clube Nautico Responder

      Outra vez com estória da Guiné Bissau??? Olhá, você deveria falar de Rio Água Grande, Safú, Matabala, Pico Cão Grande, Palaê, MLSTP, PCD, Fradique, Patrice Trovoada, etc. Deixa Guiné em paz. Sobretudo porque você não sabe o que está a dizer sobre a Guiné.

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    MANDJUANDADI Responder

    …a Guiné Bissau, tem sido um grande pais, que muito tem ajudado a STP e ao seu povo. Pergutem aos TROVOADA, quem foi que lhes sustentou, quando estavam no exilio(dito politico, por complot ao dito golpe de estado do Miguel contra o Pinto da Costa). Foi o nosso defunto presidente Nino VIEIRA, que enviava ao pai de familia Miguel Trovoada uma bôa mesada, que vinha do dinheiro povo bissau-
    guineense, parar à mesa deles…o Patrice recebia todos os meses uma certa soma de dinheiro (l’argent de poche), do serviço diplomàtico bissau-guineense. Dito isto com todoas as provas existentes.
    Outro aspecto da auxilio bissau-guineense, é o sustento de vàrios individuos que hoje estao formados, graças à ajuda das compahneiras bissau-guineenses que lhes sustentaram, enquanto que STP lhes suprimiu as bolsas (hoje estao trabalham , vivem, fundaram familias com santomenses…).
    A Guiné 6 Bissau deu um ENORME contributo a este POVO .RESPEITO, minha gente!!!!!

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