Política

Comissão Eleitoral promove troca de experiências com Cabo Verde e Portugal

Nas vésperas das eleições gerais de 7 de Outubro próximo, a Comissão Eleitoral Nacional organiza um seminário de troca de experiências sobre o processo eleitoral em São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Portugal. O evento que foi inaugurado esta manhã pelo Presidente da Assembleia Nacional José Diogo, pretende conferir subsídios ao sistema eleitoral são-tomense.

A comissão eleitoral nacional convocou Maria do Rosário Pereira, Presidente da Comissão Eleitoral de Cabo Verde, para juntar-se a Carla Luis, repressentante da Comissão Eleitoral de Portugal, na troca de experiências em São Tomé, sobre o sistema eleitoral.

Segundo Alberto Pereira, Presidente da Comissão Eleitoral de São Tomé e Príncipe, o arquipélago pretende colher subsídios de Cabo Verde e de Portugal, para após as eleições de 7 de Outubro, implementar reformas no sistema eleitoral nacional.

Alberto Pereira explicou que a legislação eleitoral são-tomense data dos anos 90, e já não se coaduna com a realidade actual.

Por sua vez, Maria do Rosário Pereira de Cabo Verde, sliantou vários aspectos do sistema eleitoral caboverdiano, que faz de Cabo Verde um exemplo de democracia em África.

Portugal é uma democracia mais madura, e tem contribuição a dar a São Tomé e Príncipe. Carla Luís, destacou experiências do sistema eleitoral português, que para além de eleições para representantes do poder político no próprio país, também realiza as eleições para o parlamento europeu.

No entanto a experiência eleitoral de São Tomé e Príncipe, ficou marcadapor protestos generalizados no ano 2016 com a realização das eleições presidenciais.  O Presidente da Comissão Eleitoral Nacional, Alberto Pereira desvalorizou tais protestos, tendo considerado que até o presente momento todas as forças políticas são-tomenses com representaão parlamentar integram a Comissão Eleitoral Nacional.

Abel Veiga

    1 comentário

1 comentário

  1. Ralph

    12 de Setembro de 2018 as 5:59

    Gosto do aspecto desta iniciativa que previro que vai produzir várias sugestões que valham a pena introduzir. Mas isso apenas dará fruto se as autoridades tiverem a vontade de implementar as recomendações. Ê relativamente fácil observar a realização de eleições e afirmar que algumas ações melhores vão ser seguidas. Muito mais difícil é um governo ou um partido ter a coragem de introduzir medidas que pudessem significar que vai ser mais difícil ganhar as eleições seguintes após a introdução de tais mudanças. Realizar eleições justas e transparentes é um assunto de ter a vontade de implementar as medidas necessárias, não só ir assistir a outras eleições e trocar ideias. É ter uma filosofia de realizar eleições justas porque são um fim em si próprio, mesmo se isso seja contra os interesses de um partido ou outro. De qualquer forma, desejo sorte à comissão e espero que o governo tenha a vontade de fazer mudanças significativas se forem necessárias.

    Em países com sistemas de votação compulsório (como a Austrália), no entanto, as sondagens têm-se mostrado de ser uma maneira de confiança de prever os resultados de eleições. Por isso, tenham cuidado em interpretar os números em sondagens como esta.

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