Política

PAM e o Brasil analisaram novas formas de financiamento a agricultura para alimentar as cantinas escolares

Gianlucca Ferrera, diretor do Programa Alimentar Mundial (PAM) para os Camarões e São Tomé e Príncipe, visitou São Tomé e deu destaque ao aumento da produção agrícola para alimentar o Programa Nacional de Alimentação e Saúde Escolar (PNASE).

A cooperação brasileira em São Tomé e Príncipe posicionou-se desde 2023 como parceiro do PAM e do governo santomense na garantia e melhoria da alimentação escolar. Brasil disponibilizou 100 mil euros, para a aquisição de produtos agrícolas biológicos nas parcelas dos agricultores, e a sua distribuição pelas escolas de 3 distritos da ilha de São Tomé, nomeadamente Lembá, Cantagalo e Lobata, abrangendo cerca de 42 mil crianças.  

O projecto piloto tem o objectivo de incutir novos hábitos alimentares nas escolas, valorizando os produtos locais, e ao mesmo tempo incentivar os agricultores a produzirem mais, e de forma biológica.  

O apoio do Brasil lança as bases para São Tomé e Príncipe vencer a fome e matar dois coelhos com uma cajadada. Aumento do rendimento dos agricultores, e o cumprimento de um dos objectivos do desenvolvimento sustentável, a educação de qualidade, por via da nutrição das crianças.

Gianlucca Ferrera, diretor do Programa Alimentar Mundial (PAM) para os Camarões e São Tomé e Príncipe, reuniu-se com o embaixador do Brasil, para analisar a possibilidade de extensão do projecto piloto.

«O Brasil fez uma significativa doação ao PAM para apoiar o investimento em produtos locais no contexto do Programa Nacional de Alimentação e Saúde Escolar (PNASE). No encontro, discutiram formas de financiamento para expandir o projeto a outras escolas, com o objetivo de promover a sustentabilidade e fortalecer a produção local de alimentos», refere o PAM num comunicado enviado ao Téla Nón.

O Director do PAM conversou também com os agricultores da comunidade de Camavo no distrito de Cantagalo, e visitou a escola de referência a nível nacional na produção de produtos locais e na sua utilização para alimentação dos alunos. Trata-se da escola Albertina Matos na Vila da Madalena.

«O PAM comprometeu-se a continuar com a expansão da parceria para garantir um maior impacto nas escolas de São Tomé e Príncipe», destaca o comunicado do PAM.

Gianlucca Ferrera constatou que as escolas estão envolvidas no projecto de mudança de hábitos alimentares, e garantiu o contributo do Programa Alimentar Mundial para que São Tomé e Príncipe seja um modelo a seguir por outros países da África Central.

«Contribuir ativamente para que as realizações do governo no campo da alimentação escolar e segurança nutricional alimentar se tornem modelos para outros países da região», pontuou o director do PAM.

Com a garantia da segurança alimentar como meta, o responsável regional do PAM percorreu a cidade de São Tomé em reuniões com as autoridades governamentais. Foi com o ministro das finanças Ginésio da Mata, com o ministro dos negócios estrangeiros e cooperação, Gareth Guadalupe e mais importante ainda, com a ministra da educação, ciência e cultura Isabel de Abreu.  «O PAM reafirmou o seu compromisso em continuar a apoiar o programa, contribuindo para a construção de um sistema de alimentação escolar universal», sublinha o comunicado.

A pasta da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural, liderada por Abel Bom Jesus também apresentou ao director do PAM as políticas em curso para o reforço do Conselho Nacional de Segurança Alimentar.

Abel Veiga

2 Comments

2 Comments

  1. Jorge Semeado

    12 de Novembro de 2024 at 1:18

    A autosuficiência em energia solar é o projecto prioritário de todas as prioridades no país. Com autosuficiência energética efectiva, para além de colmatar vários objectivos em vários domínios do dia a dia, nomeadamente ao nível administrativo, económico, comercial, militar, social, etc, etc, este fogão que vemos em cima a lenha , com fumo, brasas, panelas pretas de fumo,( e o “pula” a suportar tudo isto), seria substituído por fogões eléctrico, mais higiénicos, mais amigos do ambiente, e com mais paz de espírito para os/as cozinheiros/as destas escolas. Portanto, autosuficiência em energias limpas, ja e agora. Como e que esses dirigentes e até os parceiros internacionais não se concentram em resolver esse problema, “motor de desenvolvimento” e de grande pouancatecm dívisas para o país? São todos sinicos.
    Dirigentes “cabeça água-água”

  2. África Will be great

    12 de Novembro de 2024 at 7:13

    Essas aberrações devem parar. É novidade para alguém que para manter alimentação saudável nas escolas é preciso brasil e PAN dizerem alguma coisa? Não sabemos o que fazer?

    Senhores Jornalistas do tela non”apoio do Brasil lança as bases para São Tomé e Príncipe vencer a fome e matar dois coelhos com uma cajadada”, pelo amor de Deus! Vocês parem de denegrir as imagens do país.
    Essa foto que mostra o indivíduo a mexer na Panela, o que é isso? Isso já mostra solidariedade ou gozo? As escolas do país de onde ele é natural, ele faz isso.
    Nós temos que começar a valorizar nos. Se o Brasil e o PAN quisessem mesmo ajudar, não seria necessário, quase todos os anos a mesma coisa. Isto é um ciclo que tem de parar.

    Nós os ditos intelectuais africanos somos um perigo para a própria África se não descolonizarmos a nossa mente, segundo o professor Patrice PLO Lumumba.

    E senhores Jornalistas do tela non, isso não é engraçado, é preciso vocês questionarem essa Jenti, fazer perguntas que eles não querem ouvir, e não estar vocês mesmos a rebaixarem STP, com essas escritas, que chegam a insultar qualquer um Santomense.

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

To Top