Sociedade

“Enquanto ela respirar é sinal de que ainda há esperança”

É o slogan de uma campanha de solidariedade, e de vida, que a sociedade civil santomense clama a favor da menina de 16 anos de idade que em junho passado foi violada e agredida alegadamente por pessoas até agora desconhecidas.

A menina chama-se Elizabete Bom Jesus. No mês de junho a mãe foi ao mercado de Bobô – Fôrro para ganhar sustento para a família. A menina ficou em casa. Homens assaltaram a residência, amordaçaram e violaram a criança.

Violência física, sexual e psicológica que deixaram a menina em estado de coma.

«Desonraram a minha filha…Tive de pedir socorro e trazê-la para o hospital», declaração da mãe Abnilde Bom Jesus, em agosto de 2024.

A ONG SOS Mulher que deu apoio jurídico à menina denunciou através da Presidente Edmara Trigueiros que Elizabete Bom Jesus «foi abusada e segundo as amostras por mais de uma pessoa».

A polícia judiciária que investiga o caso ainda não conseguiu identificar os suspeitos. Em estado vegetativo e sem solução clínica, após vários meses internada no hospital central Ayres de Menezes, a menina foi reconduzida para a casa da mãe.

Numa altura em que o mundo cristão se prepara para celebrar o nascimento de Jesus Cristo, o cerne do seu mandamento, o amor ao próximo, desperta a sociedade santomense. “Amai-vos uns aos outros assim como eu vos amei”.

O slogan de solidariedade para com Elizabete Bom Jesus lançado nas redes sociais, já levou muitos cidadãos anónimos a visitarem a vítima de mais uma acção criminosa e de banditismo crescente na sociedade santomense.

Segundo relatos de cidadãos que visitaram a família Bom Jesus, Elizabete continua em estado vegetativo. Não teve acesso à junta de saúde para tratamento especializado no estrangeiro, porque a avaliação médica indica que a situação é irreversível.

Uma menina com a vida destruída, por uns indivíduos ainda desconhecidos, que continuam livres deambulando pela sociedade santomense.

 “Enquanto ela respirar é sinal de que ainda há esperança”, é o slogan que anima os cidadãos de boa vontade, que continuam a levar apoio material, psicológico e financeiro para a criança que foi abusada, agredida e destruída.

Abel Veiga  

4 Comments

4 Comments

  1. duarte

    20 de Dezembro de 2024 at 15:34

    Como cidadãos fora do país que quiserem ajudar podem fazê-lo?

    Att

    Duarte

  2. Solidário

    20 de Dezembro de 2024 at 21:22

    Eis onde ajudar: https://gofund.me/a6b2d489

  3. Maria Olinda Beja Martins Assunção

    21 de Dezembro de 2024 at 0:46

    Não há palavras para descrever o que aconteceu a esta criança. Custa a acreditar que haja quem faça isto deixando-a neste estado. Como se pode chegar a este ponto?! Que Deus se compadeça de tal situação que, segundo a notícia e os médicos, dizem irreversível. A nossa sociedade está doente, daí fazerem tais ações que são criminosas. Como se pode ajudar a mãe?

  4. ANCA

    21 de Dezembro de 2024 at 9:57

    É preciso repudiar, combater e denunciar este tipo de situações, violência física, sexual e psicológica, violência domestica, em toda nossa comunidade/sociedade, instituições, escolas, dentro da familia, medidas preventivas, deontologia profissional, formação para cidadania, dentro da instituição familia, dentro das instituições do país, regras e limites/penas severas para este tipo de crimes.

    É preciso medidas, penas, para combater um dos males( na verdade, onde tudo começa, comportamentos ignobil), que assolam a nossa comunidade/sociedade, de assédio no trabalho, de assedio sexual no trabalho(intimidação, coação para conseguir a cupula, muitas vezes fazendo pressaõ ou medo de perda de emprego, piropos, elogio, apalpar, passar mão sem consentimento, a falta de postura profissional, nas mulheres(de recordar que as mulheres também assediam, como são mais emocionais, controlam as emoções, não expoem tanto a intensão percepitivel, roupas, com decotes exoberantes, saias e blusas, comportamento para levar ao assedio como olhar, andar, falar, etc… tudo isso exige pedagogia, deontologia profissional, postura profissional, regras bem definidas dentro das instituições, codigo de conduta, codigo procedimento administrativo, avaliação, punição), na sociedade criminalizar este tipode abusos, quando denuciado, quando verificado.

    A sociedade/comunidade/pais/administração/páis, que jamais protege as suas crianças, os seus idosos, se caminha para auto flagelação, auto destruição, basata vemos os números de estatísticas nesta matéria, bem como como ligadas ao crime no país, exige acção das autoridades

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

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