Sob o lema “Determinados a eliminar o paludismo: agora podemos, agora devemos”, São Tomé e Príncipe assinalou o Dia Mundial de Luta contra o Paludismo com uma marcha, dramatizações e um ato central. A doença, que historicamente provocou elevada mortalidade e morbilidade no arquipélago, continua a ser um desafio nacional.
Arminda Rolim, representante da sociedade civil santomense, destacou que a luta contra o paludismo não é apenas responsabilidade do Ministério da Saúde.
“Não queremos nossas mulheres grávidas morrerem por paludismo, não queremos crianças morrerem por paludismo, não queremos ter pessoas deficientes por paludismo, não queremos ter mais esses casos”, afirmou, apelando à mobilização coletiva.
A mesma dirigente alertou para práticas que favorecem a proliferação do mosquito anófeles, como a extração de areia, e sublinhou a necessidade de maior higiene comunitária e gestão adequada do lixo.
“Hoje as pessoas já nem querem varrer a sua porta, nem querem tirar o lixo. O lixo é um problema sério em São Tomé e Príncipe. Temos que criar aterro sanitário. A Câmara tem de fazer a sua parte. Tem que ser um trabalho conjunto”, reforçou.
Rolim enfatizou ainda o papel das empresas na assunção da sua responsabilidade social: “As empresas têm que fazer trabalhos sociais, têm que apoiar o governo na vertente do saneamento do meio.”
A juventude santomense reafirmou o compromisso de apoiar o processo de sensibilização porta-a-porta em todas as comunidades. José Maria Menezes, em representação do Instituto da Juventude, garantiu: “Queremos sensibilizar toda a sociedade civil no sentido de eliminarmos o paludismo em São Tomé e Príncipe.”
Ivanick Lopanzá, ativista social, complementou: “A questão da limpeza, o uso do mosquiteiro, a pulverização intradomiciliar são métodos que devem continuar.”
Só através de um espírito de responsabilidade partilhada será possível, num futuro próximo, concretizar o objetivo de um São Tomé e Príncipe livre do paludismo.
José Bouças