Depois de muitos anos de abandono, as infraestruturas das antigas roças coloniais, incluindo as casas senhoriais, muitas delas já em ruína, serão recuperadas e convertidas em unidades hoteleiras e novos polos de atração turística em São Tomé e Príncipe.
A iniciativa, apoiada por Portugal e enquadrada no programa Revive Internacional, marca um passo decisivo na valorização do património histórico e cultural do arquipélago.
“Vamos transformá-las em espaços não apenas de visitação turística, mas também em novos hotéis”, sublinhou Pedro Machado, Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços de Portugal.
Segundo Nilda da Mata, Ministra do Ambiente, Juventude e Turismo Sustentável, foram selecionadas nesta primeira fase oito roças: Diogo Vaz, Água-Izé, Porto Alegre, Vista Alegre, Amparo II, Monte-Café, Agostinho Neto e Bela Vista.
Entre as infraestruturas contempladas está o antigo hospital da Roça Diogo Vaz, onde nasceu há 63 anos Carlos Sousa. “É uma alegria para mim, porque renovar isto é também renovar a minha memória”, afirmou emocionado.
Em Agostinho Neto, os moradores exprimem entusiasmo e destacam o impacto positivo do programa na vida das comunidades. “Se houver vontade de transformar este hospital num hotel ou restaurante, isso trará mais emprego para a roça, porque muita gente aqui não tem trabalho”, disse Yuri Patrick, residente local.

O objetivo central é preservar o património histórico e cultural, promovendo simultaneamente o desenvolvimento económico e turístico do país.
“Com o programa Revive Roças estamos a juntar investimento privado, turismo sustentável, desenvolvimento rural e criação de empregos”, reforçou Gareth Guadalupe, Ministro da Economia e Finanças.
No mesmo ato de relançamento do programa foi também anunciado o concurso público internacional para a reabilitação e valorização do hospital da Roça Diogo Vaz.
José Bouças