Economia

Investimento privado angolano dá sinais de retorno a STP desta vez revestido com betão de cimento

Nos últimos anos, e com maior incidência a partir do ano 2022, a insegurança jurídica afastou os investidores angolanos do mercado são-tomense.

Mas em 2026 surge um primeiro sinal do retorno do capital privado angolano em São Tomé e Príncipe.

CIMENFORT, a empresa angolana que fabrica cimento para construção civil entrou no mercado nacional, e promete para dentro de 8 meses o início da moagem da matéria-prima preparada em Angola, em cimento refinado em São Tomé.

«Num prazo de 8 meses vamos entrar em funcionamento. Isto vai ajudar a não haver falta de cimento no mercado, os preços vão baixar, e vai nos permitir exportar», garantiu Mário Victor o responsável da CIMENFORT em São Tomé.

.A empresa angolana investe 10 milhões de dólares na construção da unidade de processamento do cimento em 6 hectares de terra do bairro Saton, nos arredores da cidade de São Tomé.

«A matéria-prima já vem cozinhada de Angola, nomeadamente o calcário. Aqui vamos utilizar uma matéria-prima de São Tomé, que se chama pozolana que vai servir como mistura e dar resistência ao cimento», explicou Mário Victor.

A empresa prevê uma produção de 2 mil toneladas de cimento por mês para abastecer o mercado nacional, e cerca de 12 mil toneladas para exportação.

«Estamos a falar de algo que já data de três anos. Já se passaram dois governos e a coisa não avançou», reclamou o Ministro de Estado, da economia e finanças Gareth Guadalupe.

O Ministro que visitou as obras de construção do centro de processamento, de cimento na companhia do embaixador de Angola, fez questão de afastar o mito do impacto ambiental.

«Temos o estudo de impacto ambiental. Estamos a falar de uma matéria-prima que existe em São Tomé e que permite fazer um tipo de cimento, que é muito procurado internacionalmente. Chama-se Pozolana. O cimento é queimado lá fora, por isso a questão de impacto ambiental não se coloca», pontuou Gareth Guadalupe.

A unidade de processamento de cimento de São Tomé, financiado com o capital privado angolano, vai oferecer 100 postos de trabalho aos são-tomenses.

Abel Veiga  

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