(Nota do editor: este artigo representa o ponto de vista do autor Karim Badolo e não necessariamente o da CGTN.)
Pequim, a capital chinesa, acolhe de 22 a 26 de agosto de 2026, a 2a edição dos Jogos Mundiais dos Robôs Humanoides. A cerimônia de abertura do evento, realizada na noite de 22 de agosto, no recinto da National Speed Skating Ring, deu uma visão das competições. Num cenário de filme de ficção científica, robôs humanoides bem treinados ofereceram um espetáculo colorido ao público. Mais de 2.056 robôs humanoides de 666 equipes de 16 países competem em várias disciplinas esportivas como tênis de mesa, boxe, corridas, futebol, salto de corda e levantamento de peso…
Esta competição ilustra a rapidez no desenvolvimento do setor de robótica nos últimos anos na China. De simples exemplares de robôs que serviam para testes, passou-se a uma etapa da robótica industrial que se desdobrou em vários setores com performances que desafiam a imaginação. Agora, na China, os robôs humanoides assumem exclusivamente certos trabalhos. Da cozinha ao serviço de limpeza passando pela entrega, não é segredo para estes seres em carbono. Os Jogos Mundiais de Robôs Humanoides, que reúnem empresas chinesas e do mundo inteiro, são o símbolo de que estas invenções podem abranger todos os domínios da actividade humana. São também a tradução perfeita das iniciativas inovadoras no sector.
Ao acolher os Jogos Mundiais dos Robôs Humanoides, a China confirma o seu estatuto de líder em matéria de inovação e inventividade no sector. Um relatório setorial publicado recentemente na Conferência Mundial de Robótica 2026, indica que a China entregou mais de 40.000 robôs humanoides no primeiro semestre deste ano, aumentando a sua quota de entregas globais para 97%. As aplicações concretas dos robôs humanoides chineses em vários setores industriais provam mais uma vez que a expertise das empresas do país é sólida e convincente.
A realização dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides em Pequim também confirma o surgimento de um ecossistema “quatro em um” articulado em torno da normalização, formação de talentos, cooperação internacional e infraestrutura de inovação. A organização de uma tal competição requer a disponibilidade de infra-estruturas adequadas e de recursos humanos qualificados, bem como uma vontade de ir sempre em frente.
Os Jogos Mundiais dos Robôs Humanoides apresentam-se para a China como um laboratório de experiências com os diferentes espécimes criados pelas empresas. A título de exemplo, um robô humanóide chinês estabeleceu um novo recorde de 100 metros com 9,39 segundos, superando o do atleta jamaicano Usain Bolt, que era de 9,58 segundos. É a prova de que a inovação tecnológica chinesa está a estimular o sector da robótica a um ritmo explosivo. Mais do que apenas um entretenimento, os Jogos Mundiais de Robôs Humanoides delineam um futuro em que humanos e robôs humanóides devem conviver e aprender a trabalhar juntos. Além da competição, o evento é organizado pelo governo municipal de Pequim, China Media Group (CMG), a Organização Mundial para a Cooperação em Robótica (WRCO) e o Conselho Internacional da RoboCup Ásia-Pacífico (RCAP), promove o intercâmbio de tecnologia e oferece uma plataforma global para compartilhar experiências no setor de robótica.
FONTE CGTN – (Foto: VCG)