NRP Escorpião será o próximo navio da marinha portuguesa a ser destacado em São Tomé e Príncipe, para garantir a fiscalização do mar territorial do país. A garantia foi dada pelo embaixador de Portugal Luís Leandro da Silva.
«Há 8 anos que há um meio naval português em permanência em São Tomé e Príncipe. Primeiro foi o Zaire, agora está o Centauro, e em breve será rendido pelo NRP Escorpião», declarou o embaixador de Portugal.
Militares da Guarda Costeira são formados e participam nas operações de fiscalização marítima a bordo das embarcações portuguesas.
«Revela o espírito de pátria, amizade e grande proximidade que existem entre as nossas forças armadas», acrescentou o diplomata português.

Segundo o embaixador Luís Leandro da Silva a cooperação entre a marinha portuguesa e a guarda costeira são-tomense é uma das áreas mais relevantes do relacionamento entre os dois países.
«A defesa faz parte do coração do nosso relacionamento com São Tomé e Príncipe», pontuou.
Foi durante a Operação Mar Aberto realizada no golfo da Guiné pela fragata Álvares Cabral da marinha portuguesa, no mês de agosto, que o embaixador de Portugal e o ministro da defesa e ordem interna Horácio Sousa falaram do reforço da segurança no mar territorial de São Tomé e Príncipe.
O Ministro Horácio Sousa anunciou que o governo está a agir no sentido de adquirir uma embarcação com capacidade e autonomia para reforçar a fiscalização da zona económica exclusiva nacional, que é 160 vezes maior que o espaço terrestre composto pelas ilhas de São Tomé e do Príncipe.

No quadro da operação Mar Aberto, as forças armadas portuguesas treinaram os militares da guarda costeira em vários domínios de fiscalização e combate às ameaças à segurança nacional no mar.
«A formação ajuda a fortalecer o nosso pessoal», frisou o Brigadeiro Horácio Sousa, Ministro da Defesa e Ordem Interna.
São Tomé e Príncipe está localizado no coração da rota marítima do golfo da Guiné. Uma rota considerada estratégica com impacto económico para o continente africano, a Europa e o continente americano.
«A presença da fragata Álvares Cabral é um elemento dissuasor», defendeu o embaixador Luís Leandro da Silva.

Com o NRP Escorpião, a caminho das águas nacionais, Portugal reforça a segurança marítima nacional, numa altura em que o mundo se confronta com problemas económicos, nomeadamente o aumento do preço dos combustíveis e consequentemente do custo de vida, por causa de conflitos armados em algumas rotas marítimas, com destaque para o Estreito de Ormuz, no médio oriente.
Abel Veiga
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