Em São Tomé e Príncipe, o Dia Internacional dos Professores foi marcado pelo lançamento oficial do Fundo de Solidariedade Social da classe. Trata‑se de uma estrutura de apoio financeiro e material destinada aos docentes, assente nos pilares do bem‑estar, da formação e da inovação.
“Os professores têm de integrar as suas ideias num contexto de empreendedorismo para gerar mais rendimento”, sublinhou Clementino Boa Morte, Presidente da Comissão Executiva do Fundo.
O fundo será sustentado pela cotização dos próprios professores e pelo contributo dos parceiros.
“Existe uma parte direta, que são as receitas próprias, e uma indireta, que resulta dos projetos. Por exemplo, uma organização internacional pode apresentar um projeto e o fundo apenas canaliza a execução”, explicou Clementino Boa Morte.
Neste mesmo dia, a Intersindical dos Professores e Educadores voltou a reivindicar a revisão do Estatuto da Carreira Docente.
“Temos professores com 30 anos de serviço que, praticamente, sairão no mesmo nível em que entraram”, lamentou Vera Lombá, Presidente da Intersindical.
A organização sindical espera que o novo Governo, a ser constituído, resolva este que é considerado “o problema de cabelos brancos” da classe docente.
José Bouças