Na maior escola secundária do país, o Liceu Nacional, as condições ainda não estão reunidas para o arranque efetivo das aulas.
“Infelizmente as listas ainda não saíram. Não conhecemos as nossas turmas, não conhecemos os nossos professores, enfim”, lamentou a aluna Elaine Neto.
A diretora do estabelecimento optou por não prestar declarações, enquanto a delegada do distrito de Água Grande confirmou que apenas as listas dos alunos do nono ano serão afixadas nas próximas horas.
“Houve constrangimentos nas salas disponíveis e no número de alunos matriculados”, avançou Ricardina Rodrigues.
Hernâni Teixeira, professor de Matemática há mais de três décadas, sublinha que, coincidindo o início das aulas com o período eleitoral, seria necessária uma melhor definição do calendário escolar.
“Neste momento está tudo a ser feito à pressa; muitas pessoas estão envolvidas nas campanhas, e assim torna‑se muito difícil”, disse.
Até porque, pós as eleições de 27 de setembro, mais de duas dezenas de docentes de Matemática serão mobilizados para o apuramento distrital dos votos.
“Serão 24 professores de Matemática que estarão ausentes das salas de aula durante o período de apuramento”, acrescentou Hernâni Teixeira.
No pré‑escolar e no ensino básico, as listas já estão afixadas e as aulas terão início efetivo esta terça‑feira. Já na Escola Preparatória Patrice Lumumba, no centro da capital, o arranque das aulas está previsto apenas para 6 de outubro, devido ao atraso nas obras de reabilitação das casas de banho.
Entretanto, os professores da Universidade Pública de São Tomé e Príncipe iniciaram esta segunda‑feira uma greve por tempo indeterminado, exigindo melhores condições de trabalho e valorização salarial.
José Bouças