Cultura

Olinda Beja vence prémio literário Francisco José Tenreiro

O prémio literário Francisco José Tenreiro foi atribuído a obra “ A Sombra do Ocá” da escritora são-tomense Olinda Beja. Foi o culminar de uma série de actividades desenvolvidas pela Direcção da Cultura em comemoração do aniversário do poeta e escritor são-tomense.

Instituído em 1993 o prémio literário de Francisco José Tenreiro, tem como objectivo incentivar a produção intelectual nacional. Pela primeira vez foi feita a atribuição deste prémio. «O júri do prémio literário Francisco José Tenreiro deliberou por unanimidade atribuir o premio a obra “ A sombra do Óca”  da autora Maria Olinda de Beja Martins de pseudónimo Ubá Flôr  porque a obra permite  estabelecer um paralelo com as preocupações do Tenreiro relativamente a realidade  da sua terra  aludindo aos seus aspectos socioculturais», declarou a Presidente do Júri, Beatriz Afonso.

A autora Olinda Beja  vencedora do  prémio  não esteve presente na cerimónia. Foi representada por Nazaré de Ceita, Directora da Biblioteca Nacional. «Em meu nome pessoal e também em nome do povo de São Tomé e Príncipe, aqui expresso ao ministério da educação, cultura e formação , a comissão organizadora deste evento e aos distintos membros do júri  a minha mais profunda gratidão por este galardão impar,  com que a minha obra foi distinguida, lamentando profundamente em não poder estar  presente por motivos de ordem profissional», disse Olinda Beja, numa declaração lida por Nazaré Ceita.

Para além da atribuição do prémio foram também algumas obras literárias mereceram menção honrosa. É o caso de “ Ala  Magna” do autor Alcino de Sousa e da  “Terra Prometida” do autor Leopoldo Matos, « Menção honrosa é uma elevada distinção para um principiante , creio que é uma severa advertência  por parte do júri uma chamada de atenção para que trabalhe muito mais e possa fazer muito melhor para o futuro»  referiu a Alcino Sousa/Homenageado.

A cerimónia contou com a presença do ministro da educação e cultura Jorge Bom Jesus « A mística da cultura o dever da memoria histórica o tributo a uma das figuras mais sonantes  da literatura nacional e o culto da escrita criativa ditaram a nossa presença neste apoteótico e polissémico momento de atribuição do premio literário Francisco Tenreiro o maior galardão nacional  na categoria da produção escrita.. este sublime momento configura de facto a ponta do   Iceberg de um processo que consumiu semanas de preparação mobilizou-se energias, vontades ,ambições, tenacidades e sobretudo um trabalho árduo», declarou o ministro.

Para a vencedora do prémio literário  Francisco José Tenreiro, foi atribuído um cheque no valor de  cinquenta milhões de dobras, cerca de 2 mil e 50 euros.

Sónia Lopes

    5 comentários

5 comentários

  1. madalena

    22 de Fevereiro de 2013 as 14:00

    Parabens minha senhora.
    Num paìs onde tempo para ler esta ficando mais escasso, devido a má lingua.
    Ajuda mais o teu povo, faça o melhor que souberes, Deus agradece.

  2. Ernestina Neto

    22 de Fevereiro de 2013 as 15:06

    Este livro está editado? Onde se pode adquirir este livro, em Portugal?

  3. Maria Assuncao

    22 de Fevereiro de 2013 as 18:12

    Eu conheci esta Senhora,fizemos algo k nao me eskeco nunca,eu gosto dela…muita poesia, muita humanidade e personalidade. Um grande beijinhos e meus parabens,pois ela merece.
    Com cumprimentos.

  4. Cultura

    23 de Fevereiro de 2013 as 10:09

    Muito bom e gostei disso.
    Gostaria de ver a promoção e divulgação das nossas línguas materna.

  5. antonio amorim

    2 de Abril de 2013 as 14:50

    Boa tarde
    Gostaria de saber onde poderei adquir esta obra de Olinda Beja em Portugal

    cumprimentos~

    antonio amorim

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