É uma das mais importantes festas tradicionais de Taiwan, que celebra a vida depois da morte, e pretende afugentar maus espíritos, resultantes da morte. Uma manifestação popular com mais de 200 anos, parecida com mitos africanos e latino americanos, testemunhada pelo Téla Nón na cidade portuária de Keelung em Taiwan.

Os pescadores fazem-se ao mar acompanhados por lideres espirituais, que durante alguns minutos evocam os fantasmas que alegadamente se abrigam no mar. O principal objectivo é libertar os espíritos maus, que podem causar desastres no ar, e outros males para os habitantes, explicou a guia que orienta os convidados à festa.
Os fantasmas evocados, são almas de pescadores que morreram durante a faina, mas não só. Também pessoas que pereceram na terra vítimas de doenças ou outros problemas são alvos das evocações.
Oferendas são levadas ao mar, pelas embarcações, e lançadas para acalmar ou afugentar os espíritos maus. Uma forma também de dar conforto a vida, que se vive depois da morte. «Na lista que tenho em mãos de produtos ou coisas que levam ao mar, vejo sapatos, chinelas, tem sapatilhas, tem comida diversa, talvez para que no outro mundo se tenha tudo isso», afirmou José Luis Yzaguirre Romero, Jornalista espanhol presente na praia da cidade de Zeelung.

Após evocações no mar, os líderes espirituais visitam as dezenas de capelinhas ou altares erguidos pelos familiares dos pescadores mortos na faina, mas também de outras pessoas que morreram em actividades na terra. O acto visa alimentar e purificar fantasmas, seja na terra ou no mar.
As capelinhas decoradas com a mestria chinesa são iguais aos presépios que, por exemplo, em São Tomé e Príncipe são construídos no período natalício a beira das estradas, o chamado Paço Fiá Gleza. Cada presépio recheado de produtos diversos, simboliza o sacrifício de cada núcleo familiar para com o seu enti-querido falecido.
O festival de Fantasmas atinge o ponto alto, quando os líderes espirituais regressam a terra e abençoam cada uma das capelinhas, ao som de músicas e cornetas.

Autoridades que administram a cidade também marcam presença na festa que mistura o paganismo com a divindade, e a magia como arte.

Gentes da América latina como, El Salvador, Honduras, Belize, Panamá e Argentina, estão no grupo. São operadores da comunicação social. Da América do Norte vieram também um representante dos Estados Unidos e outros dois do Canadá. Há um austríaco e um australiano na comitiva, em que se contam também Japonês, Filipino, Espanhol, uma Indiana, um jornalista de Nauru, outro da ilha Samoa, uma equipa da televisão do Vietname, num total de 23 convidados.
Um convívio gastronómico e cultural que facilita o conhecimento das gentes, sabores e costumes de Taiwan e da Ásia, mas também facilitador de troca de ideias e de experiências entre profissionais de comunicação social dos respectivos países.
Téla Nón – Zeelung / Taiwan
Realista
22 de Agosto de 2013 at 9:13
God bless tela non1
Kanimambo
22 de Agosto de 2013 at 11:37
Ai está o prémio. O tela non agora é além fronteiras.
SCL
22 de Agosto de 2013 at 18:15
Gostei, Abel.
Mas não fiques em Taiwan, OK?
Volta para casa quando o festival acabar.