Cultura

Angola partilhou com STP o papel da música de intervenção no processo da independência

Numa palestra no último sábado no “Espaço Cacau” em São Tomé, Jomo Fortunado, historiador angolano foi o principal orador. O público são-tomense, partilhou com angolanos os valores da “Música de Intervenção”, como arma de luta pela independência de Angola.

A palestra que se enquadra nas celebrações do quadragésimo aniversário da República de Angola, mostrou o papel sensibilizador que as músicas de intervenção desempenharam no seio do povo angolano. Foi o despertador da consciência nacional angolana, para a causa da luta armada pela independência.

Canções populares que exprimiam mensagens nos diversos dialectos de Angola, motivaram a alma angola para a liberdade. «É possível conhecer a história de Angola através das canções . Numa análise das canções do passado quer no seu conteúdo, como da sua estrutura melódica, etc, podemos encontrar aspectos da nossa história.», afirmou Jomo Fortunato

Albertino Bragança, escritor são-tomense, marcou presença no evento, e reconheceu a força da música de intervenção no lançamento de Angola para a liberdade.

Uma força que nos anos duros da luta armada pela independência de Angola, mexia também com a sensibilidade dos são-tomenses, que seguiam a caminhada dos angolanos para vitória e liberdade. «O orador falou de fases que nós conhecemos em São Tomé e Príncipe, e vivemos com muita ênfase durante a luta pela libertação de Angola», sublinhou.

Vozes de Rui Mingas, Bonga, Artur Nunes, fazem parte da longa lista de músicos angolanos que através da língua materna criaram melodias que sentenciaram a derrota do colonialismo português em Angola.

Abel Veiga

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