Cultura

China apoia artista plástico a transformar uma vila rural em atracção turística

A vila de Xu Cun, na Cidade de Heshun na china se tornou o local de atracão turística pelas artes plásticas. A iniciativa foi de um artista plástico que decidiu criar um projecto de reorganização local e Festival de artes plásticas, fazendo desta a fonte de rendimento económico da população local.

Xu Cun é agora uma bela comunidade na cidade de Heshun. Esta beleza e organização que actualmente se pode verificar nem sempre existiu. A comunidade já foi mais pobre, as casas degradadas e a vida dos residentes mais difícil. Os traços deste passado ainda muito recente são visíveis, porque ainda falta muito trabalho a fazer para reabilitar outras partes da vila. O artista plástico Qu Yan decidiu se juntar aos aldeões e outras mentes brilhantes e transformar a vila em atracão artística.

Segundo Qu Yan, “o festival foi criado para apoiar no desenvolvimento da comunidade, aumentando o rendimento económico dos seus moradores. Antes do festival a comunidade era mais pobre e desorganizada, as infraestruturas degradadas, através da primeira iniciativa conseguiu –se apoios para melhorar as condições de habitabilidade dos moradores, as ruas e pequenas infraestruturas turísticas. Agora a população está mais organizada, confiante e vive de maneira mais digna”.

Em 2014, organizou o primeiro festival de artes na vila o que foi o pontapé de saída para criar uma nova dinâmica na localidade, tendo como objectivo essencial ajudar os aldeões a saírem da pobreza criando a sua própria fonte de sustento.

A primeira iniciativa foi um sucesso o que facilitou encontrar apoios do governo chinês e de instituições para reabilitar as casas dos residentes, reabilitar as ruas, construir estruturas para ensinar artes plásticas as crianças, como forma de manter o legado. Cinco anos depois, ele trabalhou e organizou esta quinta edição do festival de artes plásticas na vila.

Foram convidados dez artistas plásticos internacionais e 12 nacionais a demonstrarem os seus talentos artísticos. Irina Rodnikoff da Ucrânia está na China pela primeira vez a propósito para participar nesta edição do festival que decorre durante quinze dias na Vila. “Esta é minha primeira vez na China e nunca antes ouvi falar deste festival e estou muito feliz de fazer parte deste grande evento.

Em geral tem um grande impacto nas pessoas, porque é uma mistura de pessoas e culturas diferentes, mesmo para me é uma grande oportunidade para comunicar com outros artistas, trocar impressão e ver o quanto temos em comun. Isto também é um incentivo para as crianças, porque elas vão ficar na vila e poderão criar um futuro que mais crianças poderão viver,” desse ela.

A transformação desta comunidade trouxe aos aldeões uma nova oportunidade na vida. Alguns fazem negócios informais para se sustentarem, outros vendem artes, ainda outros transformaram as suas casas criando pequenas pensões para receber os visitantes que decidem pernoitar para aproveitar as actividades recreativas e artísticas. Tudo esse processo fez aumentar a renda anual dos agricultores de 3000 yens para 70 000.

“A minha família tem três membros e a renda antes do festival era de 3000 por ano, agora com o festival a minha renda anual subiu para 70.000 por ano, porque consegui construir uma pensão e criar outros negócios. Agora a vila tem sempre visitantes e o ambiente desta vila melhorou para receber os convidados, as ruas construídas e os esgotos foram construídos”, declarou o residente local Qiao Yun Zhen.

Com o tempo e mais divulgação, esta pequena de vila conhecerá mais e melhores crescimento económico e estrutural. Um exemplo de como iniciativa privada com o apoio público pode mudar muitas vidas.

Jornalista Euclides Amadeu / China

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