Cultura

Danças e músicas chinesas regressaram à São Tomé

No passado dia 8 de Outubro, o Palácio dos Congressos, emblemático edifício da cidade de São Tomé, construído na década de 80 pela República Popular da China, foi palco do intercâmbio cultural entre a China e São Tomé e Príncipe.

Uma celebração cultural e também política, enquadrada nos festejos do 70º aniversário da Fundação da República Popular da China.
Uma exposição fotográfica que retracta a evolução da China desde 1 de Outubro de 1949 até outubro do ano 2019, permitiu aos são-tomenses seguirem o percurso do povo chinês. Povo que nos últimos 40 anos, conseguiu transformar um país que era meramente agrícola e subdesenvolvido, numa potência económica, financeira e militar do mundo no século XXI.

Wang Wei, embaixador da China em São Tomé e Príncipe, considerou o feito do seu país, como um «milagre inédito na história da humanidade». A exposição fotográfica, revelou alguns segredos do sucesso alcançado pelo povo que criou a segunda maior economia do mundo, e o primeiro maior produtor industrial do mundo.

«Registos da história de união e de trabalho do povo chinês, os progressos e avanços da China, e também o percurso da integração gradual da China no mundo, e as suas contribuições para o mundo. Também nesta exposição encontram-se histórias da redução da pobreza, a coesão entre as diferentes etnias, a civilização ecológica….» detalhou o embaixador Wang Wei.

A exposição de fotografias no Hall do edifício, permitiu mais tarde a abertura das portas do anfiteatro do Palácio dos Congressos para músicas e danças da China contagiarem o público são-tomense e a comunidade chinesa radicada no país. Vários grupos culturais da china desfilaram no palco, tendo provocado aplausos vibrantes do público.

O povo chinês sempre protegeu a sua cultura, e com os pés bem assentes na sua identidade deu o salto gigante de abertura ao mundo.
«A China conseguiu porque o povo acreditou. Podemos ter bons projectos. Podemos ser visionários, mas se o povo não acredita nos seus dirigentes, dificilmente conseguiremos atingir os objectivos», declarou o Presidente da Assembleia Nacional.

Delfim Neves que seguiu os passos da China na exposição fotográfica, lançou um apelo ao povo são-tomense. «Espero que os são-tomenses tirem ilações da exposição, de que nada é fácil, mas tudo é possível quando se acredita. Nós são-tomenses temos que acreditar que é possível», pontuou.

A Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Elsa Pinto, definiu a República Popular da China como « um modelo. É um exemplo para todos os países. Mas o legado da China só é válido se verdadeiramente for partilhado», sublinhou a ministra.

O embaixador da China, já tinha dado resposta ao alerta da ministra dos negócios estrangeiros. «As realizações conquistadas pela China, não são apenas da China. São também do mundo e de toda humanidade», assegurou o embaixador Wang Wei.
Danças e músicas da China regressaram ao convívio dos são-tomenses, após a retoma das relações bilaterais em Dezembro do ano 2016.

Abel Veiga

    2 comentários

2 comentários

  1. Baba

    12 de Outubro de 2019 as 2:17

    Que tal se o país investisse numa escola Nacional de dança?
    Não teríamos os nossos? Quantos é que não sairiam das ruas e deixariam de vender coisas banais e de roubar?
    Porquê que não temos um Conservatório Nacional? Não teríamos uma orquestra Nacional? Não teríamos mais cantores a cantar coisa com sentido? Quantos é que não sairiam da pobreza e deixariam de roubarroubar, motoqueiros, etc?

  2. luisó

    13 de Outubro de 2019 as 10:38

    Os chineses “encantam” os santomenses……..
    No dia em que acordarem vão verificar que nada mais nos pertence……
    Enfim….mas com fim á vista.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Recentemente

Topo