Os músicos cabo-verdianos Rui de Pina, Kátia Semedo e Quim de Nanda juntaram-se em concerto realizado no espaço Cacau em São Tomé.
Um momento musical promovido pela embaixada de Cabo Verde no âmbito da comemoração dos 50 anos da Independência de Cabo-Verde.
Foi uma noite de ritmos tradicionais de Cabo Verde, como Morna e funanás e alguns ritmos são-tomenses como o caso da banda musical África Negra.
“Muitos não sabem, mas foi a primeira vez que nós saímos juntos de Cabo-Verde. Já fizermos algumas atuações no espaço dele (Quim de Nanda) ele tem um restaurante de música cabo-verdiana, mas sair fora de Cabo-Verde e fazer um show dessa envergadura foi a primeira vez”, afirmou a música cabo-verdiana com raízes são-tomense.

Kátia Semedo nasceu em São Tomé e é o resultado mais palpável, da interação profunda entre santomenses e cabo-verdianos transmitida de geração em geração.
“Eu sou neta de cabo-verdianos, meu pai e a minha mãe são são-tomenses, só que na parte paterna o meu pai é filho de cabo-verdianos, portanto eu sou da terceira geração”, disse.
A voz de Kátia Semedo é uma emanação da melodia “Kem Mostrabo és Caminho Longe pa São Tomé” de Cesária Évora.


Dois povos com forte ligação histórica e cultural, mas que a ligação área tem-se colocado como um dos principais obstáculos de ligação.
“A ligação que não existe, que era um elo de ligação forte entre São Tomé e Cabo-Verde”, lamenta presidente da Associação Cabo-verdiana de Ação Social em São Tomé e Príncipe, Elsa Viana.
Um momento musical promovido pela embaixada caboverdiana no âmbito da comemoração dos 50 anos da Independência de Cabo-Verde.
“Vamos comemorar até ao final do ano (e) é nesse âmbito que trouxemos esse grupo musical (para) partilhar a música de Cabo-Verde, mostrar a cultura cabo-verdiana e partilhar as coisas boas que temos”, destacou a embaixadora, Deontina Carvalho.


O músico são-tomense Guilherme Carvalho também juntou-se a festa com alguns temas musicais da sua autoria.
Odjay Ceita