Cultura

Agostinho Neto tem novo busto e uma praça digital

Emblemática em São Tomé e Principe, roça Agostinho Neto que conserva história do país, viu uma das suas artérias ser transformada numa praça digital. O busto do patrono da roça também foi modernizado.

Um novo cenário que assinala o dia do herói nacional de Angola celebrado no passado dia 17 de setembro, e anuncia a boda de Ouro de Angola para o dia 11 de novembro de 2025.

A praça digital e todo o ornamento resulta de um projecto elaborado pela Câmara Distrital de Lobata e que teve o acolhimento e apoio da Fundação angolana Agostinho Neto.

A requalificação da praça da Roça Agostinho Neto contou com a participação de todas as empresas de capital angolano que operam em São Tomé e Príncipe.

«O que eu pude constatar da embaixada de Angola, é que todas as empresas angolanas que operam tiveram a obrigação social de intervir nesse projecto, por exemplo a Unitel assumiu a instalação da rede de internet», afirmou o Presidente da Autarquia de Lobata, Euclides Buio.

O embaixador de Angola Fidelino Peliganga que descerrou o novo busto e inaugurou a praça digital, disse para os presentes o que significa a figura de Agostinho Neto para os angolanos.

«Para nós angolanos, Agostinho Neto é o filho bem-amado do nosso povo».

Um poeta, um estratega militar que comandou a luta pela conquista da independência de Angola. «O principal estratega da luta armada que nos conduziu à independência, à liberdade, é o fundador da nação, entregou-se de corpo e alma às mais nobres causas do povo angolano, e dos povos africanos ainda subjugados ou oprimidos», frisou Fidelino Peliganga.

Uma figura histórica de Angola que fez história em São Tomé e Príncipe. Segundo o historiador Carlos Neves, foi o primeiro Presidente da República de um país estrangeiro que visitou São Tomé e Príncipe após 12 de julho de 1975.

«O presidente Agostinho Neto, é o primeiro Presidente que visita São Tomé e Príncipe logo depois da independência. Um combatente pela liberdade das antigas colónias portuguesas», pontuou o historiador Carlos Neves.

O governo que se fez representar pela ministra da Justiça, dos Assuntos Parlamentares e dos Direitos da Mulher, fez a analogia entre o novo Busto e a praça digital.

«O busto guarda a memória da luta pela liberdade, a praça digital abre portas para a liberdade, o conhecimento, a inovação e a participação do cidadão na era informação», declarou Vera Cravid.

Antes dos discursos as vozes das crianças da roça Agostinho Neto declamaram alguns poemas da autoria do poeta e guerrilheiro angolano.

O som da Puíta animou a praça digital da Roça. A Tafua de Monte Café foi dançada em roda pelo terreiro hoje digital da Roça Agostinho Neto.

Mas o momento marcante da confluência cultural entre os dois países foi selado com o repique do tambor do grupo Ndimbu de danças ancestrais angolanas, sob a liderança da Ombenje.

Juntos São Tomé e Príncipe e Angola participam nos próximos dias em várias outras actividades culturais e sociais, que celebram os 50 anos do país das palancas negras.

Abel Veiga

1 Comment

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  1. Pierre Faleiro

    22 de Setembro de 2025 at 16:19

    Gente Burraaa. Já não existe Roça Agostinho Neto. Agostinho Neto foi o nome dado a Empresa Agro-pecuária Drº Agostinho Neto, em homenagem ao primeiro presidente da República irmã de Angola. Esta Empresa foi liquidada e desapareceu com a privatização e parcelamento das terras.
    Aquela Região tem o nome toponímico de Rio do Ouro- nome legal e que consta nos mapas. Não existe Roça Agostinho Neto.

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