São Tomé e Príncipe poderá, já em dezembro, ver reconhecida pela UNESCO uma das mais emblemáticas expressões da sua identidade cultural: o Tchiloli. Esta manifestação singular de teatro, música e dança integra o inventário de património cultural e imaterial recentemente submetido pelo Estado santomense à organização internacional.
“Até dezembro, estou em crer que já seremos contemplados com o Tchiloli como Património Cultural Imaterial”, afirmou Emir Boa Morte, Diretor-Geral da Cultura e Secretário da Comissão Nacional da UNESCO.
A lista de candidaturas inclui ainda seis antigas roças coloniais e a proposta de inscrição de São Tomé e Príncipe como Reserva Mundial da Biosfera, uma ampliação da atual designação atribuída à ilha do Príncipe.
“Está a ilha do Príncipe como Reserva Mundial da Biosfera, e agora será São Tomé e Príncipe, enquanto Estado, que pretende ver todo o seu território reconhecido como reserva da biosfera”, sublinhou.

Para garantir a robustez técnica das candidaturas e assegurar a sua validação junto da UNESCO, está em curso uma ação de capacitação dirigida a técnicos nacionais e agentes culturais, com foco na inventariação e salvaguarda de patrimónios em risco.
“É sempre a memória coletiva do povo que está a ser salvaguardada. Ter na lista representativa da UNESCO um elemento do Património Cultural Imaterial é uma forma de demonstrar ao mundo a nossa riqueza cultural, é mostrar ao mundo o que São Tomé e Príncipe tem”, destacou Sónia Carvalho, ponto focal da UNESCO para o país.
A formação, orientada por peritos regionais da UNESCO, é financiada pelo Fundo Fiduciário do Japão, reforçando o compromisso internacional com a valorização da diversidade cultural santomense.
José Bouças