O Tchiloli é oficialmente Património Cultural Imaterial da Humanidade. O teatro tradicional de São Tomé e Príncipe foi inscrito na lista de Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO durante na 20.ª Sessão do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, que acontece em Nova Deli, Índia, a decorrer até sábado.
O Tchiloli, cuja origem remonta ao século XVI, é uma expressão artística que combina teatro, música e dança. A narrativa gira em torno de um julgamento dramático. É uma das manifestações culturais mais emblemáticas de São Tomé e Príncipe.

Em declarações à RFI, Emir Boa Morte, director-geral da Cultura e secretário da comissão nacional da UNESCO, lembra que “mais importante que o prémio, é a preservação do Tchiloli” e prometeu uma estratégia de salvaguarda do Tchiloli.
De acordo com a agência Lusa, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura felicitou o Estado Parte pela sua primeira inscrição, reconhecendo a “perseverança e empenho em complementar o processo de candidatura”, um percurso que tinha sido iniciado em 2015.
Já em Setembro, o meio de comunicação são-tomense Téla Nón noticiava a iminência desta elevação, sublinhando o avanço do processo e o empenho das autoridades culturais no dossier de candidatura.


Na altura, Emir Boa Morte, director-geral da Cultura e Secretário da Comissão Nacional da UNESCO, destacava que o reconhecimento internacional serviria “para valorizar a memória colectiva do povo santomense e mostrar ao mundo a riqueza cultural de São Tomé e Príncipe”.
Segundo o jornal, o processo foi acompanhado por acções de salvaguarda, como formações destinadas a técnicos e agentes culturais, com apoio da UNESCO e financiamento do Fundo Fiduciário do Japão, visando reforçar a preservação do património imaterial no país.
Fonte : RFI
Preservação do património cultural
10 de Dezembro de 2025 at 12:10
Assim como deveria ser o Alto de Floripes, a Puita, o Socópê, a Ussúa, a Deixa, o Danço de Congo, o Quiná, o nosso Kalúlú, o Sóoû de Matabala, o Tlúndú, o Isaquente,…
Bem haja São Tomé e Príncipe
Defesa do património imaterial e cultural
10 de Dezembro de 2025 at 12:13
Parabéns São Tomé e Príncipe
Ama a tua terra, as tuas gentes, as tuas tradições, a tua cultura, o teu território, a tua/nossa gastronomia, a tua/nossa musica, os nossos dialetos
Leão do norte
10 de Dezembro de 2025 at 16:02
Tchiloli veio de fora, a roupa, a dança o som, a estética é tudo de branco. Mais um passo rumo a dependência com o Portugal. Depois não venham com reclamações e resmungos quando vemos o Marcelo Rebelo de Sousa dizendo, com tom autoritário, qual dono das ilhas, que quer ver os documentos relativos ao acordo militar com a Rússia, tratando-nos como colónia.
Para quando a candidatura do nosso Bulawuê, o Danço Congo, o Kina entre outros genuinamente Africano e Local?
Público
12 de Dezembro de 2025 at 12:03
Já agora: o Danço Congo veio de onde? O Bulawuê veio de onde? Santa ignorância. Nós, como entidade comunitária, somos genuinamente africanos? Por amor da Santa??? Lê um bocadinho!!!!
Jeroen Dewulf
10 de Dezembro de 2025 at 19:32
No seu artigo, menciona “O Tchiloli, cuja origem remonta ao século XVI”, mas será que é verdade? Um novo estudo dá mais luz sobre esta teoria, ao comparar o tchiloli com tradições semelhantes na ilha do Annobón, no Brasil, e na Índia, veja
https://read.dukeupress.edu/comparative-literature/article-abstract/77/4/507/405086/On-the-Dissemination-of-Carolingian-Literature-and?redirectedFrom=fulltext