Economia

Total investe 200 milhões de dólares em busca de petróleo no bloco 1 da zona conjunta

A companhia petrolífera francesa Total, anunciou esta quarta – feira que no próximo ano vai investir 200 milhões de dólares, na realização de dois furos sobre o bloco 1 da zona conjunta São Tomé e Príncipe – Nigéria. A prospecção do bloco 1 esteve paralisada desde 2006.

Há cerca de 1 ano que a Total, passou a ser operadora do bloco 1 da zona de exploração conjunta de petróleo entre São Tomé e Príncipe e a Nigéria. A companhia francesa comprou os direitos que pertenciam a empresa norte americana Chevron Texaco.

Esta última, decidiu abandonar o bloco 1 após a realização de dois furos no ano 2006. Na altura a Chevron Texaco, disse que a quantidade de petróleo que encontrou no bloco 1 não tinha valor comercial, ou melhor, não era suficiente para ser comercializado. O acordo assinado com a Autoridade Conjunta, obrigava a Chevron Texaco a realizar mais furos de prospecção no bloco 1, coisa que não foi feita.

A Total que já opera num bloco de petróleo da zona económica exclusiva da Nigéria, próximo do bloco 1 da zona conjunta, decidiu comprar os direitos da Chevron Texaco. Pretende utilizar a mesma plataforma instalada no bloco das águas territoriais nigerianas, para explorar o bloco 1 caso descubra petróleo em quantidade no referido bloco.

Esta quarta feira em São Tomé, e pela primeira vez, a Autoridade Conjunta que gere todos os recursos da fronteira comum entre os dois países, reuniu-se com a Total em São Tomé, para definir o programa de actividades a serem desenvolvidas no ano 2012 em relação ao bloco 1.

A Autoridade Conjunta saudou a iniciativa da Total, que veio dar dinamismo ao processo de prospecção de petróleo no bloco 1. Para além da Total, duas outras companhias petrolíferas têm participação no bloco, nomeadamente a Adax Petroleum e a Equite Exploration Ressources.

François Le Cocq, Director Executivo da Total na sub-região africana, garante que a sua empresa vai investir 200 milhões de dólares nas operações de perfuração do bloco 1. «Temos um programa bastante ambicioso que consiste em fazer dois furos de exploração, num investimento de 200 milhões de dólares», assegurou.

A Total acredita que terá sucesso na prospecção, o que permitirá a exploração de hidrocarbonetos na zona conjunta com a Nigéria. «Temos esperança que tenhamos sucesso na realização dos dois furos que vamos fazer. Daqui há um ano vamos ter os resultados das perfurações, e então sabermos como avançar neste processo», pontuou.

Abel Veiga

    10 comentários

10 comentários

  1. Carlos Ceita

    1 de Dezembro de 2011 as 16:53

    Estamos perante uma companhia que a semelhanças de outras como a BP Chevron Texaco os que realmente governam o mundo e os seus recursos naturais. São infelizmente um facto consumado. Quem não ve isso pode enfiar a cabeça na areia. São esses senhores donos dessas companhias e dos mercados são legitimados pelo veredito popular mas que dispõem de poder para determinam a nossa sorte colectiva. São esses senhores homens e mulheres os mais poderosos do mundo. O Obama Merkel Sarkosi e o camarão do Reino Unido são meros representantes destes poderes ocultos e invisíveis como dizia José Saramago e com muita razão.
    Mas a esperança é a ultima que se perde. E como diz apostolo Tome ver para crer. Porque das duas uma ou o homem tem muita certeza que existe petróleo ai para justificar os 200 Milhoes de Euros a investir ou tudo não passa de um show off para mais tarde vir dizer que afinal já não vai ser possível o tal investimento.
    E depois não sabemos qual a nossa contrapartida. Essa coisa de negócio com os Nigerianos nunca pode dar certo.
    Se não tomarmos conta dos nossos recursos e buscar um parceiro como a Noruega (um país sério e rico sem necessidade de nos enganar) como esta explicado e muito bem nas notas do Dr Teotónio Torres estamos tramados.

    • cumade

      2 de Dezembro de 2011 as 8:06

      A Total ja esta investindo milhoes nos estudos que ira levar a perfuracao no bloco 1. A certeza e absoluta: ha petroleo e de boa qualidade no bloco 1. O que estava em causa era a viabilidade economica para a Chevron que era a impreiteira do mesmo bloco. Como a Total(a nova impreiteira) ja tem investimentos feitos no bloco 130 nas aguas nigerianas e que esta muito proximo do bloco 1, a viabilidade economica aumenta porque vai-se usar os mesmos equipamentos ja instalados no bloco 130 no lado exclusivo Nigeriano, diminuindo assim os investimentos que teriam que ser feitos em infraestruturas.
      Por outro lado a Autoridade Conjunta tem demonstrada alguma transparencia nas suas actividades ao contrario da nossa Agencia Nacional que, a nossa barba, realiza as suas actividades a porta fechada para a imprensa.Imaginem se a nossa Agencia estivesse la na Nigeria, saberiamos dalguma coisa?
      Como disse o senhor Peneta em baixo, tanto a Chevron como a Total tem o know how e fundos disponiveis para as actividades offshore e tem dado provas.

      • Santomista

        2 de Dezembro de 2011 as 14:35

        É engraçado como as pessoas ficam cegas quando entram em politiquices. O Sr. ou Sra. Cumade até começou muito bem com a sua intervenção. Escreveu bem e bonito, com sensatez, mas tudo estragou quando falou da ANP e do Governo.
        As vezes não entendo porquê que as pessoas fazem esses ataques despropositados e politicamente viciados contra um Governo legítimo. Ser da oposição não significa ter de criticar tudo o que o Governo faz. O Governo provem de um partido político, mas o País é de todos nós. E numa democracia governa aqueles que forem escolhidos pela vontade expressa do povo. E devemos saber respeita-las.
        Paço a citar: “Autoridade Conjunta tem demonstrada alguma transparência nas suas actividades ao contrario da nossa Agencia Nacional que, a nossa barba, realiza as suas actividades a porta fechada para a imprensa.” Quando é que a imprensa tomou conhecimento do investimento da Total no bloco 1? A imprensa participou nas negociações? Alguma vez participa? Faz algum sentido participar? Em que parte do mundo a imprensa participa nas negociações alheias?
        Estas negociações como as do Governo e da ANP só se tornaram públicas depois de estarem concluídas. Qual é a diferença entre uma e outra? Não entendo!
        Todo e qualquer tipo de negociação deve somente ser pública depois de estar concluída e participa somente as partes directamente interessadas, ou que estão em negociação. Neste caso a empresa privada e o Estado que representa o Povo. Mesmo em sociedades anónimas vulgo S.A. por exemplo, todos os accionistas não participam nas negociações, mas somente a direcção executiva.

        • Martelo da justiça

          8 de Dezembro de 2011 as 10:00

          Pois é. Quem com ferro mata com ferro morre.

  2. Carlos Ceita

    1 de Dezembro de 2011 as 16:58

    Para corrigir a frase anterior
    Esses senhores que não são legitimados pelo veredito popular

  3. Peneta

    1 de Dezembro de 2011 as 19:15

    A TOTAL tem o know how para tal. Tem dado provas em Angola.
    As maiores descobertas no Off Shore Angolano foram feitas pela agora Total.

  4. Orlando

    1 de Dezembro de 2011 as 20:17

    Carlos Ceita para de falar lixo. E ve se vai estudar gestao.

  5. J.Rufino

    1 de Dezembro de 2011 as 22:35

    Bem,mais uma vez a mesma historia coisas que não se compreende e nem dá para compreender…trapalhadas em cima de trapalhadas…enfim..só mesmo deus para resolver os nossos problemas.Para ser verdade nos tivemos muita pouca sorte,de ter petroleo justamente com um país mais problematicos de Africa ainda mais com muitos nossos dirigentes politicos e até quadros formados que não têm amor a sua propria terra,corruptos,desonesto que andam nos assuntos de petroleo a decadas que nada resolvem a não ser ganhar dinheiro…bandos de incopetentes interesseiros.

  6. Carlos Ceita

    2 de Dezembro de 2011 as 18:44

    Meus caros amigos julgo que todos temos o direito a opinião neste fórum que pode ser contraditado construtivamente com elevação e acima de tudo com educação. Portanto não contem comigo para golpes baixos.. Hesitei bastante em responder ao senhor Sabichão da Gestao porque achei que não merecia resposta e portanto espero faze-lo pela ultima vez. É que de vez em quando aparece aqui engraçados que não trazem qualquer contribuição para o debate pelo contrário optam pelo insulto e depois desaparecem. Lamentável

  7. Bartolomeu Lêdesaua

    3 de Dezembro de 2011 as 15:50

    Oi, Orlando

    O seu comentário fez-me lembrar tempo do antigo ” Lôgindu de Comimbla”. Não sei se se lembra…Quando de pé sobre uma cadeira, ele cantava soco-pé, vejamos:-

    Ao aconselhar nosso compatriota C. Ceita para ir fazer estudo-de gestão, deixa-se entender que vc é mais culto do que ele. Afinal não.

    Comenta se assim entender !

    Pelo vazio de sua intervenção, desprovido de qualquer conteúdo e absolutamente desenquadrado nesse contexto, simplesmente manifesta complexo de superioridade intelectual, de sua parte em relação a ele ou não?

    Confesso-lhe sinceramente, como santomense que sou, elogio e enalteço a contribuição que ele deu nessa matéria, mas ao contrário, dessa sua intervenção, tenho aversão a esse blá…blá…blá… com sabor de desprezo que tens por ele…

    A minha sugestão como forma de alertar aos dirigentes de STP, é que sirvam de exemplo de Congo Brasavil, cito “Congo Brasavil era país onde era preciso vender bana para comprar fardas e equipamentos militar (chamava-se-lhe país de banana)”.

    Mas depois da descoberta de petróleo, Congo Brasavil mudou e também melhorou a condição de vida do seu concidadão onde já se vive economicamente folgado e com dignidade.

    Permita-me!

    Tal como alguém já o disse, qualquer cidadão é livre de criticar e emitir sua opinião, chama-se a isso, dar sua contribuição e nesse caso impõe-se contribuição construtiva.

    Mas, salvo melhor opinião, a sua intervenção foi muito, mas muito negativa em todos os aspectos.

    Vamos todos pensar em como contribuir de mãos dadas com pouco ou muito de cada um de nós; muitos poucos fazem muito, para desenvolvimento de STP.

    E Tela non é um veículo, supercompetente e altamente eficaz, acessível aos Santomenses, que de uma forma ou outra, se preocupam com boa gestão dos recursos económicos e financeiros de STP com vista de ser aplicado no seu próprio desenvolvimento.

    .
    Vamos apelar a Deus que ilumine os donos do poder para aplicar a maior percentagem dos nossos recursos no desenvolvimento de STP.

    Pensar bem e Fazer bem, só fica bem …

    União faz a força

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