Economia

Mais um Banco Privado não resistiu

O Banco Privado de São Tomé e Príncipe,  foi declarado pelo Banco Central como estando tecnicamente falido. O Banco Privado apareceu na praça financeira são-tomense como resultado da falência do COBSTP, banco que também tinha capital maioritário camaronês.

COBSTP que nasceu no ano 2008 pelas mãos de investidores camaroneses, foi alvo de uma intervenção do Banco Central no ano  2011. Recebeu injecção de capital de novos investidores, e renasceu como Banco Privado, para entrar novamente em desgraça financeira no ano 2018.

Através de comunicado distribuído à imprensa na segunda – feira, o Banco Central anunciou a alienação dos activos e passivos do Banco Privado.

Para salvaguardar os interesses dos clientes, o Banco Central, avançou com uma intervenção sobre o banco privado, que vai demorar 60 dias.

O Banco Central adiantou que o Banco Privado, vem somando prejuízos desde o ano 2013.

O ex-COBSTP que gerou o actual Banco Privado falido, nasceu em São Tomé à luz da euforia de exploração de petróleo que dominou São Tomé e Príncipe desde o ano 2000 até o ano 2009.

A hipotética exploração de petróleo poderia gerar um boom financeiro. Coisa que não aconteceu até o dia de hoje. Consequentemente os vários bancos comerciais que abriram portas na praça financeira são-tomense, estão a cair consecutivamente em situação de falência.

Em 2016 a quando do encerramento do Banco do Equador de capital angolano, e que nasceu como resultado da falência do Banco Verde de capital são-tomense, o Banco Central através da sua ex-governadora, Maria do Carmo Silveira, explicou as causas do flagelo. O petróleo não jorrou  no país, e os bancos estão a tremer um atrás do outro. « Esse boom não aconteceu e hoje com a queda do preço do petróleo no mercado internacional esse processo parece estar cada vez mais distante. Por outro lado, o nível das actividades económicas do país, não é suficiente para manter o número de bancos que temos no mercado», explicou o Banco Central em 2016.

Os depositantes do falido e extinto Banco Equador, continuam a reclamar pela sua poupança, que até hoje não foi reembolsada.

National Investment Bank, Banco Verde, Banco do Equador, COBSTP, e o Banco Privado, fazem parte da lista de  instituições bancárias que faliram nos últimos anos. Perdeu-se a conta das sucessivas intervenções do Banco Central para evitar instabilidade no mercado financeiro. Caso concreto da intervenção no Island Bank de capital nigeriano, que  demorou 1 ano.

Os bancos BGFI de capital gabonês, Afriland First Bank de capital camaronês, e o BISTP com participação de capital português angolano e do Estado são-tomense, são as 3 instituições financeiras que ainda dão sinal de alguma resistência em relação a turbulência cíclica no mercado financeiro são-tomense.

Téla Nón

    8 comentários

8 comentários

  1. Cansada

    14 de Fevereiro de 2018 as 8:51

    SÃO tantas coisas negativa desse governo k já dar preguiça de comentar… O povo já estar cansado … É demais… Enquanto o homem só sabe viajar…

  2. ONDE MESMO?

    14 de Fevereiro de 2018 as 8:51

    E assim vai STP. O objectivo principal do governo actual é falir todo o empresariado nacional e alguns estrangeiros, abrindo portas aos Libaneses.

  3. RAIZ DE STP

    14 de Fevereiro de 2018 as 9:32

    O jornalista que publica informação ao seu belo prazer sem investigar as razão. Devemos passar as informações com verdade e com isenção, ou sem gir na nota enviada aos órgão da comunicação social. CADA CASO É UM CASO. Repara que ha uma intervenção do BCSTP ao Banco Privado que ainda não terminou, mas o jornalista já deliberou a decisão final.
    Por outro lado existe outros bancos na praça financeira funcional que simplesmente foi ignorado no artigo como ECOBANK por exemplo.

    Na situação em que o país se encontra não devemos espantar os investidores.

    Pensemos nos nossos filhos.

  4. Sabe mais...

    14 de Fevereiro de 2018 as 9:45

    O COBSTP nasceu em 11 de Julho de 2005 para o vosso conhecimento e o Banco Privado em 01 de Janeiro de 2016.

  5. Manuel coche stp

    14 de Fevereiro de 2018 as 10:42

    O COBSTP, parace ter nascido na base de amizdes que o ex-presidente Fradique Menezes teve com um grupo de endinheirados camaroneses. O grupo foi a falencia e o Fradique por aqui vai pagar Deus por ser tao malvado. Dos tres ex-presidentes da republica ele foi o unico que deixou seus ex-assessores, conselheiros e demais colaboradores na porra. Fradique enterrou milhoes e milhoes de dolares, euros, franco cfa e dobras em betao na Praia das conchas, dinheiros que conseguiu por ser presidente da republica, enquanto todos os seus ex-colaboradores no fim do mandato ficaram com uma mao a frenre e outra atras. Todos eles hoje entao entregues a sua sorte e Fradique nem os da confianca. Trovoada e Pinto da Costa ao contrario apetrecharam seus colaboradores para seguirem a vida com dignidade, e justamente Trovoada e,Pinto que nao tinham se calhar um decimo do que Fradique conseguiu com Bongo, Kadafi, Obiang, Sassou e outros….

  6. Matrusso

    16 de Fevereiro de 2018 as 22:52

    É o resultado de lavagem do dinheiro. Existe processo judiciais que envolve individualidades do poder e com mta influência em casos desses. Em que pé estam esses processos? A resposta esta a vista.
    Se os processos estão parados ou engavetados é prq a lavagem continua. O pgr sabe disso.

  7. Teresa de Jesus cunha

    22 de Fevereiro de 2018 as 13:23

    Estamos mal, o banco central não faz o seu papel, e dá nisto. Veja só a qualidade das notas que foram feitas pelo banco central.
    1- Primeiro, tendo em conta a situação financeira do país, não sei se justificava;
    2- O que isto vem alterar em termos de poder aquisitivo da moeda? Nada.
    3- Os maços de 10.000.000 anteriores(eram 100 notas) e continuam os maços de 100.000(100 notas), nada altera em termos de quantidade;
    4- Se eu comprava um prato de banana com peixe numa taberna Dbs120.000, 00 agora em teoria pago ndbs 120,00 mas na pratica posso estar a pagar nbs 130,00 0u mais, porquanto muitos comerciantes aproveitaram da mudança da moeda da alterar os seus preços, inflacionar o mercado(ex: vejam os preços do CKado em dezembro de 2017 e a partir de janeiro de 2018, e não só)
    5- O verso e a parte frontal/cara da moeda mal se difere, aliás tem desenhos/figuras em excesso.
    6- Os números nas moedas, não é de facil distinção para um jovem de meia idade, são muito pequenos e quase invisíveis ;
    7- Gastou-se muito dinheiro para fazer este dinheiro, que o pais podia aguentar mais uns 2 anos sem a sua necessidade;
    8- As notas de Dbs 50.000, e Dbs 100.00,00, foram imprensas a muito pouco tempo, uns 3 anos, e estão em optimas condições, elimina-las neste momento todas, parece ser um desperdício de recursos públicos, quando se sabe que elas existem ainda aos mil milhões, sem serem utilizadas( novo strinque) ;
    9- Enfim, pais pobre e dá-se ao luxo de disperdiçar dinheiro que podia ir para outro lado, exemplo reforçar os sistema da saúde, mormente os equipamentos hemodialises.
    10- Será que o Banco Central paga ao Tesouro público, os impostos devidos?

  8. Dlima

    23 de Fevereiro de 2018 as 13:44

    Permita-me Sr. jornalista de fazer uma pequena correção ao seu artigo. O National Investment Bank não foi á falência. Portanto, investiguem melhor as razões do fecho do mesmo. Obrigado.

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