Economia

MP libertou ladrões de cacau e pimenta- Agricultores manifestaram sua revolta contra o MP

Prender e libertar ladrões apanhados em flagrante delito, e prendar ou libertar os suspeitos de crimes de colarinho branco, é o assunto que faz actualidade social em São Tomé e Príncipe.

Na última semana, os agricultores de várias comunidades de São Tomé manifestaram-se diante do Ministério Público, contra a decisão da justiça de por em liberdade pessoas que foram apanhadas a roubar pimenta no secador de uma das comunidades agrícolas.

Roubo de cacau nas parcelas agrícolas, também está a condenar dezenas de agricultores à falência. Quando são apanhados, os ladrões são conduzidos aos comandos distritais de polícia. Muitas vezes antes mesmo do agricultor chegar a sua casa, depois da diligência no estabelecimento policial, o ladrão que foi apanhado a roubar o seu cacau, também já foi posto em liberdade.

O roubo das culturas de exportação, nomeadamente cacau, pimenta e baunilha, está a atingir nível insuportável, e a fraqueza da Autoridade do Estado, já está a estimular a Justiça Privada, em alguns campos agrícolas do país.

O Téla Nón sabe que actualmente o roubo de pimenta e de cacau nas parcelas de terra dos agricultores, acontece durante a manhã, mas também durante a noite e na madrugada.

Os agricultores que viram a sua produção de pimenta, ser roubada no secador da Roça, estão descontentes com o Ministério Público. Pois os ladrões foram apanhados na prática do crime, e depois de entregue as autoridades foram postos em liberdade. « É dessa pimenta que vem o rendimento da nossa família», afirmou uma agricultora.

Timóteo Rodrigues, agricultor da Roça Água Sampaio, estava na linha de frente da manifestação, e expressou a falta de consideração do órgão do Estado, que deve garantir a autoridade, em relação a quem trabalha. « «Se estamos num país pobre, em que todos devemos trabalhar para reconstruir o país, este trabalho deve ser reconhecido pelas autoridades do país», defendeu o agricultor.

Cosme Cabeça, presidente da Federação dos Agricultores de São Tomé e Príncipe, também participou na manifestação de protesto contra o a decisão do Ministério Público. «O trabalho na agricultura é muito cansativo. Não é normal que depois da produção e na fase de colheita, uma segunda ou terceira pessoa, é que vai colher. Vai roubar. E tudo fica mais complicado quando o produto começa a ser roubado no secador», pontuou.

Abel Veiga

 

 

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    5 comentários

5 comentários

  1. Metido a Besta

    30 de Abril de 2019 as 13:55

    Terra dos gatunos , bandidos e parasitas que so sabem viver a custa dos outros que trabalham.

    Desde a nossa independencia que certas pessoas e groupo deixaram de trabalhar para vivar a custa de que trabalha.

    Senhor Adalberto Luiz de CECAQ outro larapio que apoderou ds 4 paletes de vinho e vendeu e are hoje nao fez as contas com o meu irmao , o responsavel da mercadorias.

    Assim vai a Republica de Sao Tome

  2. Alligator

    30 de Abril de 2019 as 14:45

    Sinceramente, eu prefiro acreditar que o MP tenha uma boa explicação (legal) para este caso em particular. Se não,eu não saberia o que pensar realmente da justiça neste nosso solo patrio.Se não, este bla bla bla todo que se ouve em cada abertura do ano judicial não passa de “conversa da treta”.Juro sinceramente, que prefiro acreditar que isto tudo seja uma grande confusão. Caso contrario o MP estaria sim a promover a justiça pelas proprias mãos.

  3. modesto

    30 de Abril de 2019 as 14:59

    O Ministério Público sempre liberta ladrões, mesmo quando têm todos os elementos necessários agir em conformidade.
    Esta deve ser a forma de o MP mostrar que actua de igual modo para todos.
    Se os que delapidam o estado ficam soltos, o MP assim faz justiça soltando também os ladrões de galinha e pimenta.
    Infelizmente esta é a grande Reforma que se assiste na Justiça Santomense, promovida por um Ministério Público que juntamente ao Presidente da República protegem com unhas e garras os Ladrões de vários escalões que enfernizam a vida aos cidadãos honestos e trabalhadores desta nação.

  4. Original

    30 de Abril de 2019 as 16:22

    Ainda bem que muito destes gajos juízes só andam na boa vida e não sabem o que é trabalhar a sol e chuva para outro desfrutar.Aqui é mundo e há-de chegar a vossa vez.

  5. Manuel Cardoso

    30 de Abril de 2019 as 20:52

    Passemos todos a fazer a justiça com as nossas mãos. Não se pode aceitar esta falta de respeito. Esta situação já vem de a muito tempo. Houve altura na década de 90, quando levavas um gatuno para policia e ele ficava preso, tu tinhas que levar comida para ele, se não a policia soltava o gajo.
    Hove o roubo do dinheiro de CECAB, e foram publicadas fotos dos gatunos e toda a gente conhecia os gatunos, mas nenhum deles foram presos. Andam por ai na cidade a passearem normalmente.
    Já agora, o Ministério público deve chamar ao senhor Diogo da ENAPORT para investigar e mandar repor os 70 mil euros subtraídos na ENAPORT nos anos 2013.
    Por isso é que ele vem com truques de que a empresa está na falência. É uma forma de delapidar mais ainda a empresa ENAPORT. Bandido

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