Economia

Combustíveis subiram – No quadro das “medidas duras e de impacto social grande”

No final de Agosto último, o Primeiro Ministro Jorge Bom Jesus, disse a comunidade emigrante de São Tomé e Príncipe em Portugal, que o seu governo iria avançar “medidas duras e de impacto social grande”, para sanear as finanças públicas, e garantir no mês de Setembro o acordo de facilidade de créditos com o FMI.

O Chefe do Governo, anunciou em Agosto que uma das medidas seria o aumento do preço dos combustíveis.
No sábado 14 de Setembro, as bombas de combustíveis em São Tomé e Príncipe, actualizaram o preço. A gasolina muito consumida sobretudo pelas viaturas, motorizadas e motosserras saltou de 28 dobras, para 30 dobras. (1 euro-24.5 dobras).

Petróleo para iluminação nos dias de corte de energia eléctrica e também para cozinha, é outro combustível muito consumido em São Tomé e Príncipe. Custava 14,3 dobras por cada litro, e agora o preço é de 15 dobras o litro.

O gasóleo, cuja a maior parte da importação serve para alimentar as centrais térmicas da empresa de Água e Electricidade(EMAE), tem actualmente o preço de 25 dobras por litro, contra as 23 dobras que eram praticadas até 13 de Setembro.

A empresa ENCO, de capital angolano, que importa e distribui os combustíveis em São Tomé e Príncipe, justificou a actualização dos preços, com a subida que se regista no mercado internacional. Mas as condições impostas pelo FMI, para executar o novo programa de resgate da situação económica e financeira do país, foram mais determinantes.

Abel Veiga

    11 comentários

11 comentários

  1. Antonio Danqua

    16 de Setembro de 2019 as 9:05

    Apesar a da subida dos preços do combustivel estar a ser um facto em todos os países do mundo, ou seja, porque no mundo inteiro o preço dos combustíveis estarem a subir, quero felicitar a capacidade negocial do governo, pois que em permos percentuais subiu-se apenas o necessário. Pelas informações que tenho nas negociações com o FMI e o Banco Mundial,estes queriam uma percentagem de aumento bem maior, mas felizmente o governo bateu as maos sobre a mesa e conseguiu-se o meio termo.
    Todavia, vai o meu alerta ao governo para fazer atenção com a EMAE – a maior consumidora de combustíveis, um alerta em dois sentidos. Primeiro para se estar atento a roubos de combustíveis e esquemas que são montados desde a ENCO em Neves até as centrais eletricas. Segundo porque de uma vez por todas a EMAE terá que se afirmar como empresa. Como pode o Estado criar a Empresa EMAE e ser justamente essa empresa a que causa maiores prejuízos ao Estado enquanto os seus responsáveis entre directores, chefes de departamentos e outros ganham salarios chorudos, salarios que nem mesmo tem o presidente da República?
    Senhores decisores do País, nessa onda de medidas duras para credibilizar as instituições do Estado, precisa-se de uma verdadeira justiça social. A EMAE nao contribuem para o OGE. São só despesas e mais despesas e o Estado tem que inclusive buscar parceiros para suportar o funcionamento da propria empresa, entretanto os senhores de la são os altos milionários com salarios milionários. Senhor Primeiro ministro, por favor tome medidas que o povo esta a espera.

  2. MIGBAI

    16 de Setembro de 2019 as 11:15

    Isto meus irmãos não é subida de preços, mas sim ajustamento em função da subida de preços no mercado internacional.
    Subida de preços vamos ter com a política que se vai adoptar de que quem é pobre é que é o culpado do desgoverno. Então as subidas de preços vai notar-se e bem.
    Estamos infelizmente cá para ver.

  3. ONDE MESMO?

    16 de Setembro de 2019 as 11:37

    Na minha opinião devia-se aumentar a gasolina e o gasóleo e baixar o preço do petróleo de forma a se evitar o derrube de árvores para lenha e proibir definitivamente a produção carvão.

  4. António cunha dos santos

    16 de Setembro de 2019 as 11:49

    Muito bem. Agora espero que o Governo controle a subida dos preços dos produtos e de serviços. Julgo que deve ser proporcional, e não como qualquer um acha

  5. S.Tome e Principe

    16 de Setembro de 2019 as 12:07

    Muito bom senhor Primeiro Ministro, está a cumprir com as recomendações do FMI, e agora e o povo? Vai continuar com o mesmo salário? os senhores vão continuar com os mesmos salários? Vão continuar a andar destas viaturas Top de Gama? Se o senhor pede sacrifício ao POVO, não se esqueça que também é povo.
    E outra coisa, houve algum estudo do impacto social e económico, para garantir a sobrevivência dos mais pobres ou é safa quem puder?
    Como o senhor teve a ousadia em menos de um mês de subir os preços dos combustíveis, que automaticamente irá afetar todos os bens essenciais para o povo, espero que tenha também a ousadia de REVER A GRELHA SALARIAL GERAL, INCLUÍNDO VOSSA, porque é inadimissível que o povo sofra pelos vossos erros de má gestão e má fé.
    Se o país está mal, estão estamos todos mal.
    O povo da minha terra tem que começar a exigir, nem se for a manchinada, vocês que não bringuem, revisão salarial geral para todos.

    Obrigado

  6. Smash

    16 de Setembro de 2019 as 12:22

    Era completamente desnecessário iludir os eleitores com o slogan “Vou baixar, vou baixar, vou baixar” e agora é disto.
    Continuem a comer camiões de gelado com a testa. É só rir.

  7. LIBREVILLE

    16 de Setembro de 2019 as 12:24

    O reajuste com a subida no preço dos combustíveis é necessário e aceitável, quando a ecomimia do País assim o exigir. entretanto, face as promessas eleitorais, prometidas pelo MLSTP e o seu Líder que todos os reajuste (Baixa de Preços de bens e serviços, Impostos e taxas) necessários para minimizar o custo de vida do povo santomense que na altura vista como dolorosa e sofrida, pelo aperto do cinto imposto pelo Governo do ADI. O Sr. Jorge Bom Jesus e Líder do MLSTP deveria antes de tomar as medidas, falar a nação, explicar o porquê das medidas a ser tomada e pedir desculpas pela promessas que fez durante o pleito eleitoral.

    Hoje, a medida é tomada sem dar uma palavra ao povo, o mesmo deve demitir-se por falta de palavra e respeito a nação.
    Continuamos com a falta de energia elétrica no País, até hoje, não foi socializado um plano de restauração da empresa;
    Rutura constante de combustível quais as medidas para resolver, governo não apresentou;
    Falta de emprego para os jovens, precisamos de politicas de estágios nas função publica e linhas de créditos para estruturar sector privado;
    Falta de todos um pouco que conforme a promessa não registamos melhorias nem propostas concretas…
    Não gosto disto. Mentir é mau…

  8. Maria de Fátima Santos

    16 de Setembro de 2019 as 12:56

    Espero que o Governo tome TAMBÉM uma medida muito simples:deixe de alimentar os geradores e motores dos dirigentes e outros particulares com o combustível dedtinado aos geradores da EMAE. Há que haver msis controle do bem público e o combustível é um deles

  9. Cobra branca

    16 de Setembro de 2019 as 15:04

    Tambem nao é uma grande subida

  10. Zagaia

    16 de Setembro de 2019 as 15:28

    Há quanto tempo, STP encontra se em rececção economica? …….

    Um bem haja á todos.

    • Joni de cá

      17 de Setembro de 2019 as 11:49

      Desde que existe como País

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