Economia

Lançado mais um projecto para modernizar a frota de táxis no país

A Direcção do Património do Estado decidiu colocar no mercado e a disposição dos taxistas, 18 viaturas novas. As viaturas foram ofertadas ao país pela República Popular da China.

O governo pretende promover a reforma da frota de táxis que está completamente obsoleta. Apesar da forte concorrência dos motoqueiros, os táxis continuam a ser os principais meios de transporte de pessoas e de mercadorias no território são-tomense.

O projecto de reforma da frota dos táxis, passa pela concessão de pelo menos 18 novas viaturas, em crédito bancário. Os taxistas beneficiários, terão que pagar o valor de 7 mil euros por cada viatura. O entendimento entre o Governo e um banco privado da praça financeira são-tomense, indica que o taxista beneficiário da viatura deve pagar o crédito de 7 mil euros, num período de 5 anos.

« O Governo decidiu envolver o BISTP neste processo para que seja mais transparente, com lisura e com maior responsabilidade», explicou Pedro Gouveia, Director do Património do Estado.

O acordo para gestão do crédito em viatura foi assinado entre a administração do banco privado, e a Directora do Tesouro do Estado, Maria Tomé Nazaré.

A Direcção do Património do Estado prometeu acompanhar de perto todo o processo, e sensibilizar os taxistas a honrarem com os seus compromissos. «Pois terminado cada caso, vamos investir o valor do crédito na aquisição de mais viaturas para outros taxistas, portanto a reforma da frota de táxis no país», precisou o director do património do Estado.

O Governo do ex-Primeiro Ministro Gabriel Costa(2012 – 2014), lançou o primeiro projecto para reforma da frota de táxis no país. Com financiamento do Reino de Marrocos, o então governo adquiriu 21 viaturas. A concessão de tais viaturas por via de crédito bancário aos taxistas, ainda não deu qualquer resultado. Tudo porque segundo a Direcção do Património do Estado, passados 5 anos, os beneficiários não pagaram os créditos.

Agora é a vez das viaturas oriundas da China. No total, segundo o Director do Património a China ofertou a São Tomé e Príncipe 42 viaturas. Apenas 18 foram seleccionadas para fazer táxi. Outras 24 foram distribuídas para diversos serviços da administração pública.

Abel Veiga

    5 comentários

5 comentários

  1. Boinal

    16 de Outubro de 2019 as 6:57

    LOL

  2. Original

    16 de Outubro de 2019 as 7:56

    Se tivessem usado este método na atribuição de blocos de apartamentos aos beneficiados de certeza que todos acabariam por pagar estas residências.Quando construíram casas sociais em Bairro Quinta S.António obrigaram os beneficiados fazer um contrato com Caixa Popular e todos acabaram por pagar.O nosso País precisa aprender com os erros e evitá-los.

  3. Observador

    16 de Outubro de 2019 as 12:10

    Andam a mendigar em nome do Povo de STP e depois tentam vender essas ofertas ao próprio povo… tal qual o arroz doado pelo Japão.

    Porque raio de razão haveriam os “beneficiários” de pagar a um banco algo que foi oferecido ao Estado?
    Não pagaram os carros oferecidos por Marrocos nem vão pagar estes oferecidos pela China, evidentemente!

    E o que virá a seguir… baixar as calças aos chineses vai dar mau resultado quando se aperceberem que eles não dão ponto sem nó… mas a seu tempo lá iremos, já que para os chineses paciência e tempo são os seus grandes trunfos. Quem avisa, amigo é!

  4. Zé de Neves

    16 de Outubro de 2019 as 12:42

    Face à notícia, título correcto deveria ser:
    “Lançado um novo projecto que vende a ajuda internacional aos seus próprios empresários”

    Quando política, ética e moralmente correcto deveria ser:
    “Lançado novo projecto de cooperativa estatal de táxis que visa uniformizar e legalizar a actividade do transporte nas ilhas, sendo o accionista principal o Estado” – vantagens: o Estado fornece as viaturas, cobra impostos e controla o acesso e desempenho da profissão e acaba com a pouca vergonha que este sector representa neste país. Muitos coelhos só com um tiro…

    mas é pedir demasiado daquelas cabeças políticas, para eles o melhor mesmo é fazer sempre os mesmo erros esperando resultados diferentes… Tenho dito!

  5. Mepoçon

    17 de Outubro de 2019 as 16:42

    Apesar de ser oferta não acho mal que o Estado vende as mesmas a um preço simbólico que pode constituir o fundo para aquisição de nova frota, deste que a gestão seja transparente. Agora interrogo qual a garantia da dívida? O próprio veículo, será que este plástico vai durar 5 anos ao serviço de passageiros e garantir rendimentos para amortização da dívida? Vamos esperar pra ver.

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