Economia

Projecto de 19,2 milhões de euros para beneficiar 34.800 agricultores de STP

O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola(FIDA), com sede em Roma – Itália, distribuiu na última quinta – feira um comunicado de imprensa dando conta do arranque de um novo projecto, de melhoria da segurança alimentar e nutricional e de reforço da resiliência em água para cerca de 34.800 agricultores de São Tomé e Príncipe.

No comunicado em língua francesa, o FIDA, descreve a situação de São Tomé e Príncipe, considerado com o um arquipélago, que se confronta com os efeitos das mudanças climáticas. «A subida do nível da água do mar, e as perturbações climáticas, põem em perigo a população rural pobre do país, e com repercussão sobre a agricultura e a pesca», refere o FIDA.

FIDA, justifica a criação e execução do novo programa de melhoria da segurança alimentar e nutricional, com o facto serem “alarmantes” no país o nível de carência em micronutrientes.

«96% das crianças com idade pré escolar e 18% das meninas e das mulheres gravidas sofrem de carência em vitamina A. A taxa de mal-nutrição em crianças com menos de 5 anos ultrapassa os 17%», destaca o comunicado.

O FIDA explica que para dar resposta a estas questões o acordo de financiamento relativo ao Projecto de Apoio a Comercialização, Produtividade Agrícola e e Nutrição(COMPRAN), foi assinado na quinta feira 13 de Fevereiro, por Donal Brown, Vice Presidente Adjunto do FIDA, responsável pelo departamento de gestão dos programas, e Osvaldo Vaz Ministro das Finanças de São Tomé e Príncipe.

«Com 69% dos jovens do país no desemprego, este programa de 19,2 milhões de euros, terá como alvo 50% dos jovens são-tomenses», sublinha o comunicado.

Para o arranque do projecto, o concedeu um empréstimo de 0,9 milhões de euros, e um donativo financeiro de 3,8 milhões de euros. O valor aproximado de 4,8 milhões de euros financiados pelo FIDA, foi tema do acordo assinado em Roma pelo Ministro das Finanças Osvaldo Vaz e o representante do FIDA.

O comunicado diz que o Governo de São Tomé e Príncipe, tem a responsabilidade de garantir o co-financiamento do projecto na ordem de 0,4 milhões de euros. Outros parceiros de desenvolvimento, participarão na execução do programa COMPRAN.

«O projecto vai promover a inclusão económica dos pequenos produtores nas fileiras de produtos de base, tanto na agricultura como na pecuária e no sector das pescas», precisa o comunicado do FIDA. .

Métodos inovadores de atenuação e adaptação às mudanças climáticas serão introduzidos, em particular nos domínios de irrigação e agro florestal.

O comunicado acrescenta que, COMPRAN reforçará as capacidades dos pequenos agricultores em matéria de produção e transformação de forma a serem mais competitivos.

«Financiará 35 planos de negócios das cooperativas, vai promover 1500 micro-projectos para a segurança alimentar e nutricional, e as actividades geradoras de rendimento, e apoiará 700 iniciativas de micro empresas de jovens», pontua o documento do FIDA.

Desde 1985, o FIDA investiu cerca de 70 milhões de dólares em vários programas de desenvolvimento rural em São Tomé e Príncipe. Intervenções que segundo o FIDA, beneficiaram directamente 36.520 famílias do meio rural.

Abel Veiga

    7 comentários

7 comentários

  1. outro aspeto

    17 de Fevereiro de 2020 as 9:09

    Hum!
    O diabo é ainda mais feio do que se pinta, afinal 69% dos jovens em São Tomé estão em desemprego, isto é não são contribuintes dos impostos e nem da segurança social, qual o futuro destes indivíduos e do país com tanta mão de obra não aproveitada? Conclusão o país tão já não produzira a sua riqueza e para futuro terá que criar programas sócias que cobram as despesas e necessidades dos não contribuintes.
    Outro aspeto é constatar de que desde 1985, isto é a precisamente 35 que a FIDA, tem estado a investir no país, resultados vistosos não são visíveis, a titulo de exemplo, é a dependência do arroz na nossa dieta alimentar, que no meu entender é um absurdo, com o mesmo arroz faz-se campanha eleitoral e vence-se com maioria absoluta.
    A FIDA tem elaborado com frequência relatórios e consultórias para averiguar a funcionalidade destes projetos?
    Cheira-me esquema com consentimento de todos.

  2. Clemilson Brasileiro

    17 de Fevereiro de 2020 as 11:58

    Com uma população pequena acho essa quantidade de agricultores uma mentira acho que muitos políticos vão sair de bolsos cheios de dinheiro !!

    • Ralph

      18 de Fevereiro de 2020 as 0:20

      Isso é óbvio pelo facto de que o ministro parece estar a vestir o fato mais sedoso e caro de todos. Não é de admirar que ele está a sorrir tanto nas fotos! Ele sabe como beneficiar de negócios como este.

  3. Alcino Cruz

    17 de Fevereiro de 2020 as 17:13

    A carencia de vitamina A nas criancas e mulheres gravidas pode ser reduzida com o consumo frequente de batata-doce.

  4. Ralph

    18 de Fevereiro de 2020 as 0:12

    Os comentários sugerem que há uma dose saudável de ceticismo para com iniciativas deste tipo. E têm muita razão porque me parece que é mais um exemplo de uma ONG estar a procurar uma maneira de gastar o seu dinheiro enquanto os políticos procuram uma oportunidade de se promoverem como homens e mulheres de ação que estão a fazer alguma coisa para ajudar. Tudo isto não serve para dizer que estas organizações e os políticos não deveriam tentar encontrar soluções aos problemas difíceis. Deveriam, sim. Porém, o povo também tem o direito de sentir uma sensação de ceticismo porque têm visto esta cena a realizar-se muitas vezes antes. O desafio será assegurar que esta iniciativa realmente fizer uma diferença.

  5. sol

    18 de Fevereiro de 2020 as 8:28

    Aqui no Príncipe o dinheiro é direcionado para os amigos do Té Zé e ou pessoas que não têm nada a ver com agricultura. Técnicos devem ir aos terrenos e saber realmente quem está a trabalhar a terra e o que ele precisar para alavancar com projetos concretos para bem de todos. É uma vergonha, esse tempo todo que recebem apoio da FIDA e nada visível.-

  6. Mepoçon

    18 de Fevereiro de 2020 as 21:13

    Ao longo da independência tanta ajuda que este país teve se tivesse sido aproveitado para desenvolvimento com sentido patriótico este não estaria como está. Este é mais uma ajuda ao orçamento para pagar salário a boa vida. Vamos esperar pra ver. O ministro das finanças está com um sorriso como que diz: iá cani êlê mé só cá guadá.kkkk

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