Economia

“Queremos entender de facto os contornos deste impasse porque a situação neste momento é insustentável”

A exigência é da Associação Santomense de Turismo. O sector do turismo foi a primeira vítima dos efeitos do novo coronavírus, sobre a economia nacional. A representação do turismo nacional reuniu-se na terça feira com o Presidente da Assembleia Nacional Delfim Neves, acompanhado pelos dois vice-presidentes do órgão de soberania de poder legislativo, nomeadamente Guilherme Octaviano e Levy Nazaré.

Hamilton Cruz(na foto), Presidente da Associação Santomense de Turismo, manifestou-se preocupado. Tudo porque a Covid-19, paralisou o sector do turismo e ameaça matar todas as empresas turísticas do país.

Segundo a Associação, como medida de salvação para os operadores turísticos e os trabalhadores do sector, foi criado um plano de contingência. «O governo acolheu a nossa proposta e convidou-nos para trabalhar com a equipa que está a trabalhar no pacote de medidas».

Medidas propostas pelo sector privado e que deram corpo ao projecto de lei, que a Assembleia Nacional aprovou com apoio unânime de todas os deputados presentes na sessão plenária.

No entanto a lei de apoio aos sectores económico e social, apareceu no início desta semana nas redes sociais como tendo sido vetada pelo Presidente da República. Isto com base num documento devidamente assinado, mas com carácter panfletário das redes sociais.

«Nós do sector do turismo e não só, padecemos com enormes prejuízos pelo facto de estarmos paralisados. Portanto este impasse tem nos prejudicado e queremos entender de facto os contornos deste impasse porque a situação neste momento é insustentável. Estamos já no final do mês e precisamos tomar algumas decisões sobretudo com relação aos trabalhadores, e não conseguimos avançar sem que esta lei fosse promulgada», afirmou o Presidente da Associação Santomense de Turismo.

Poucas horas depois do desabafo da Associação Santomense de Turismo, nos corredores da Assembleia Nacional, na mesma tarde de terça – feira, o Presidente da República Evaristo Carvalho fez chegar ao parlamento, a nota de promulgação da lei que vai permitir ao Governo executar medidas orçamentais extraordinárias para reanimar os sectores sociais e económicos, que estão bloqueados por causa do novo coronavirus.

«Estamos paralisados com as portas fechadas. Óbviamente que não conseguimos pagar os salários nem conseguimos fazer mais despesas. Muitas empresas que não são do turismo, por exemplo os agricultores começam a sentir o impacto. Isto é em cadeia», reforçou Hamilton Cruz, na qualidade de Presidente da Associação Santomense de Turismo.

Banco Mundial e o FMI, apoiaram e orientaram o Governo na elaboração da lei de apoio financeiro, que foi aprovada pelos deputados de todas as bancadas parlamentares e promulgada apenas na última hora, pelo Presidente da República.

Talvez antes que houvesse qualquer outro volte face, a lei promulgada por Evaristo Carvalho, foi rapidamente publicada pelo Governo através do Diário da República de São Tomé e Príncipe.

Já para esta quinta feira, o Ministro das Finanças e da Economia Azul, Osvaldo Vaz, agendou uma conferência de imprensa, para explicar ao país, nomeadamente o montante que já foi arrecadado e que ainda vai receber, nomeadamente do Banco Mundial e do FMI, para financiar a luta contra o novo coronavirus e combater os seus efeitos sociais e económicos em São Tomé e Príncipe.

Abel Veiga

    6 comentários

6 comentários

  1. Fuba cu bixo

    23 de Abril de 2020 as 1:47

    Sr Hamilton Cruz o impasse ja foi ultrapassado o Presidente Evaristo ja promulgou.
    Não compreendo, o Presidente ja promulgou o documento mas as medidas apresentada pelo governo não apresenta nem menciona apoios a motoqueiros palayes nem empresas.
    O recolher obrigatório é as a partir das 19 horas uma hora que em S.tomé todos estão em casa a dormir mais em S.tomé o vírus do Covid-19 só anda anoite.
    A mascara onde o povo de S.Tomé vai ver a máscara para usar.

  2. Metido a Besta

    23 de Abril de 2020 as 6:46

    Nao deixa de ser interessante esta comunicacao porque ela revela aflicao de um sector em apuros incluindo seu fornecedores por isso nao entendi qual foi real motivo de algumas pessoas virem a publico manestar apoio ao veto presidencial incluindo Abel Bom Jesus , o Agricultor.

    Todos ou uma maioria que encerraram escola seus governos anunciaram logo que iriam projectar um plano para ajudar familias que teriam que ficar em casa cuidando dos seus filhos menor ate 12 anos e depois de decretar o Estado de Emergencia este apoio foi extendido ao todos os trabalhadores e empresas.

    Para empresas iniciou-se 3000 milhoes depois para 10 milhoes e seguir 13 milhoes e hoje ja nao sei qual a cifra e na Inglaterra so para o fundo de desemprego foi anunciado ainda esta semana uma verba adcional de £ 7 bilhoes.

    O Banco Central Ingles atravez de seu governador veio a publico anunciar a descida de taxa juro de referencia que ja era de se de um digito so depois entrou em cena o ministro das finaca a anunciar apoios as familias e empresas e ja fez varias intervencoes alencado mais e mais verba cada vez que apercebendo que a situacao exigia mais e melhor.

    Incompreencivelmente, nem o primeiro ministro , nem ministro das financa se dignaram a vir ao publico tranquilizar familias e empresa o que tenhem em mente ,

    Como foi possivel quFMI e Banco Mundial tornaram publico logo nas primeiras apoios ao paises em dificlidade enquanto que nossos governanete, banco centrais e presidente andaram todos calado sem informar nada ao contrario dos Europeus e ate mesmo o governo de Cabo Verde.

    A comissao Europeia deus a luz verde aos seus membros para gastaram o que for necessario.

    Presidente da Republica Portuguesa chamou os CEO dos grandes bancos Portugueses a saber o que tinham ou estao a preparar para ajudar familias e empresas e o Evaristo carvalho o que fez ? vetar diploma .

    Nao ha razao para decretar estado de emergencia sem medidas de apoio as empresas e familias. ainda que fosse uma verba simbolico mas oferece seja o que for dentro de contesto Santomense,

    Passar primeiros quinze dias calado , no silencio total ? e depois renovar para mais quinze dia e continuar no silencio,

    Foi um insulto ao bom senso comum e nunca mais volta acontece .

    Existem o direito e deveres de um Estado que nao devem ser desprezado .

  3. SANTOMÉ CU PLIXIMPE

    23 de Abril de 2020 as 7:23

    HAHAHAHA….Turismo é um dos sectores da economia extremamente frágil. ….Agora a agricultura está a dar quebra cua cua cua!!

  4. Macalacata

    23 de Abril de 2020 as 14:03

    OS senhores de turismo seven trocar gravatas pelo pà e picareta, camisas manga punha por patescornos, cabdal carros por butins, computadores por campo e teclados por cultivo.

    Muito obrigado

  5. Mepoçon

    23 de Abril de 2020 as 16:06

    O Presidente da República nasceu, estudou, cresceu e viveu em STP, nunca ficou residência fora, senão férias quando calhar. Ele bem conhece todos e todas, não falando da sua experiência e capacidade administrativa que vem desde era colonial. Porque que só Delfin Neves, Guilherme Octaviano e Levy Nazaré, o grupo maquiavélico liderar a história? Outra coisa, criança de STP com 12 anos precisou alguma vez de acompanhamento de pai ou mãe ao ponto pedir baixa para o acompanhar? A natureza nos ensina vamos todos arregaçar as mangas e voltarmos para nossas terras de agricultura, fonte da nossa economia. Deixemos de preguiça e vida fácil e bla bla

  6. Manel Kaximbo

    8 de Junho de 2020 as 10:30

    ai ai ai, memória curta…
    Estão calados porque sabem que fizeram asneira da grossa quando o turismo começava a encher os bolsos de alguns ao fazer política desastrosa com a STP Airways que nem nossa era.

    Se bem me recordo, deram a rota a uma outra companhia da Guiné Equatorial que nunca voou até hoje para STP. Qual o ponto de situação deste tema? Tenham coragem e informem.

    A Tap, depende dela própria e, tal como todas as outras companhias aéreas do mundo, está em forte perda devido a estar parada e vai reorganizar e suprimir rotas para racionalizar a actividade e custos. Está garantida a rota para STP?

    Outra questão, os países que mais dependem do turismo estão a comunicar todos os mecanismos de segurança e saúde para que os turistas voltem com sentimento de segurança. O que está a fazar STP neste campo?

    Ninguém no seu perfeito juizo vem para uma ilha de férias que nem um hospital tem e o que tem é doado ou assegurado por ajuda humanitária… tenham mas é juizo!!!

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