O turismo continua a registar crescimento em São Tomé e Príncipe. Para além das ligações aéreas, aumenta também o número de visitantes que chegam por via marítima. O mais recente navio de cruzeiro a escalar o porto de Ana Chaves trouxe cerca de 600 passageiros.
“Eles vêm do sul de África, com última escala na Namíbia. Fazem paragem em São Tomé e seguem depois para o Benim”, explicou Luís Beirão, operador turístico.
Os visitantes destacam a beleza natural das ilhas e a hospitalidade da população, fatores que reforçam o potencial do arquipélago como destino turístico. “O navio é espetacular, os lugares onde paramos também. Estou muito contente por visitar este país lindo”, afirmou Ilísio, um dos turistas. Jasmim acrescentou: “Esta rota integra um itinerário muito interessante. É a primeira vez que estou neste país maravilhoso.”
Apesar do dinamismo do setor, não faltam críticas. Os operadores turísticos contestam a taxa de 10 euros aplicada aos passageiros de cruzeiros, considerando-a elevada e desajustada à realidade do mercado. “É aquilo a que se chama dar tiros no pé ou matar a galinha dos ovos de ouro. Devem reconsiderar, porque o valor é demasiado alto”, lamentou Luís Beirão.
Já Adilson da Graça, diretor de Inspeção do Turismo, defende a medida: “Se olharmos para as condições atuais do cais que recebe os cruzeiristas, é de lamentar. Não temos serviços ao nível aceitável para oferecer aos turistas. Acreditamos que esta taxa vai contribuir para resolver esses problemas.”
Em março, foi igualmente introduzida uma taxa única de 25 euros para entrada no país por via aérea, substituindo a cobrança diária anteriormente aplicada.
São Tomé e Príncipe mantém-se na rota do turismo internacional e aposta no setor como um dos principais motores da economia nacional.
José Bouças
Madiba
15 de Abril de 2026 at 10:16
Dizia o meu professor de Economia, português Eduardo Catroga, já como Ministro das Finanças, no Governo de Cavaco Siva, «toda gente que trabalha onde passa dinheiro, vai tirar a sua parte…». Neste contexto, tenho muita pena e muitas dúvidas do real destino destas cobranças. Até porque se trata dos funcionários do Estado de S. Tomé e Príncipe, um país onde tudo que se faz levanta suspeitas. E pior ainda quando se trata de dinheiro. E que dinheiro! Vivo e em divisas. Muita festa!!!