Economia

PNUD e o BAD pretendem garantir energia renovável para o Príncipe

Numa nota distribuída a imprensa o Programa das Nacoes Unidas para o Desenvolvimento em Sao Tome e Príncipe, diz que numa parceria com o Banco Africano de Desenvolvimento, esta a ser implementado um projecto de produção de energia renovável para a Região Autónoma do Príncipe.

Um projecto que encaixa no contexto das celebra-coes do dia mundial do ambiente celebrado sexta feira 5 de Junho.

Veja o conteúdo da nota do PNUD e do BAD, para conhecer os meandros do projectos de energia renovável que esta a ser desenvolvido na ilha do Príncipe…

O #WorldEnvironmentDay deste ano é dedicado à biodiversidade, com o slogan “#HoraDaNatureza”.

Tal como nos últimos anos, este dia serve para chamar atenção para as questões ambientais, como o aquecimento global, a poluição, a perda da biodiversidade, a eliminação de resíduos, a protecção da vida selvagem e o consumo sustentável, entre outras. Lembra-nos que as nossas acções diárias devem centrar-se na protecção do futuro do nosso planeta.

Esta tem sido a prioridade do Governo de São Tomé e Príncipe, que reconheceu a necessidade urgente de reduzir a dependência dos combustíveis fósseis para a produção de electricidade, que ainda representa 92,4% do da produção eléctrica. A pretensão do actual Governo é atingir 50% de energias renováveis até 2030, principalmente através da energia solar fotovoltaica (PV) e da energia hidroelétrica, tal como detalhado no Plano de Desenvolvimento de Energia a Menor Custo.

Para apoiar o Governo no cumprimento deste objectivo, o Programa das Nações Unidas para o desenvolvimento, PNUD, em colaboração com o Banco Africano para o Desenvolvimento, acaba de dar início a um projecto de reabilitação e expansão da minihídrica do Papagaio (MHPP) na Região Autónoma do Príncipe, onde a actual produção de energia depende em 100% da queima de combustíveis fósseis.

Esta central foi colocada em funcionamento pela primeira vez em 1993, com uma potência instalada de 160 kW. Ficou inactiva pouco depois de entrar em funcionamento, devido a problemas estruturais na fundação da represa.

Este projecto foi saudado por funcionários governamentais, que salientaram que a compensação dos impactos positivos sobre os impactos negativos é clara e justifica o seu apoio a este projecto. Neste sentido, foi lançado recentemente um concurso público, elaborado pelas três partes (Governo, BAD, PNUD) para o recrutamento de uma empresa de engenharia para desenvolver o estudo de viabilidade pormenorizado, incluindo a concepção detalhada, a avaliação do impacto ambiental e social e o apoio na selecção da empresa de construção e da empresa de fiscalização.

Espera-se que o projecto forneça electricidade de qualidade para cerca de 10 000 habitantes, bem como a pequenas e médias empresas, melhorando assim as condições de vida e a qualidade da prestação de serviços sociais básicos, como a saúde, a educação e a melhoria da segurança na RAP. A ilha poderá passar assim da dependência total de energias de fonte fóssil, como o gasóleo, para utilização de quase 100% de energia de fonte renovável.

Com uma vida média de 50 a 100 anos, os empreendimentos hidroeléctricos são investimentos a longo prazo que podem beneficiar várias gerações, e o investimento conjunto do PNUD e do BAD está a tornar este paradigma possível para São Tomé e Príncipe.

Fonte PNUD em Sao Tome e Príncipe

    7 comentários

7 comentários

  1. Obrigado

    6 de Junho de 2020 as 20:32

    BAD e PNUD tem que ficar atento porque com Governo de MLSTP nada vem para Príncipe. Por isso que ADI ganhou 3 deputados. Mas da próxima vai ser ADI 5 e 0 para MLSTP!

  2. Nuno Menezes

    7 de Junho de 2020 as 10:43

    Necessario construir baragem electrica em Sao Tome and Principe.

    Ao aplicar esse dinheiro se tem lucro mais tarde,e as pessoas que nao pagam a electricidade dentro de Sao Tome and Principe ‘e cortarem a electricidade a essas pessoas igual que acontece num Pais Europeu.

    A electrecidade ‘e um bem essencial, igual a comida. Todos nos usamos a electricidade quando assim se usa o computador para ir a facebook,carregar telemovel na electricidade,ver a televisao e outras coisas mais que se encontra tambem no sexo shop faz com que a electricidade passa a ser um bem essencial e muito importante na nossa vida.

  3. Zagaia

    7 de Junho de 2020 as 15:54

    Porque tem que ser, PNUD e BM, o promotor? Porquê? Onde está a iniciativa privada? Os srs. empresários ou consórcio deles, poxa,só servem para políticos, enfim……, que gente que não munda de mentalidade e nem evolui……
    Um bem haja.

  4. J. Fernandes

    7 de Junho de 2020 as 21:42

    Ha uma nececidade de se rever estado das coisa nesse pais

    QUando a esmola e tanta o pobre seconfia .

    Ainda me recordo das promessas do governo nas ultimas eleccoes .
    …” com o MLSTP no poder vai ser diferente …”
    Havera energia mais barata ,agua , impostos etc,etc…
    BLA !BLA !BLA!…
    E tambem para pessoas da terceira idade …
    Em fim… SO par fazer boi dormir!..

    Apesar dos precos de petrolio ser mais barata ao nivel internacional .
    os santomenses tenhem pago um preco esorbetante de energia electrica .
    RElembremos que os contadores da EMAE nunca param de contar mesmo com falhas de energia as vezes prolongamente os contadore so multiplicam a contagem .
    Com os Salarios de fome, o que e que estao a espera ?
    Ha uma injustica social na destrebuicao de riquesa .
    Os politicos que temos e a vergonha dessa nacao Santomense .
    Por isso Os investimentos do Prencipe nunca deveriam passar por Sao Tome .

    Deveriam ser envestimentos directos assim evitaria as manobras do governo central .
    Principalmente envestimentos como a importancia dessa envergadura

    A autonomia do Principe deveria pautar por ter mais voz no que concerne a materias especifica, evitava que a podredao do governo central roubassem e matassem o futuro e o sonho do Principe .

    Eu gostaria ver o principe mai ourganizado e como a capital de SAO TOME E PRINCIPE .
    Tendo enconta que em SAO TOME nao pessoas enterressada no progresso do pais¬!..
    Ja basta desses marginais destroirem o nosso pequeno paraiso quase meio seculo !..
    A nossa vida esta cada vez para traz por causa da ma governacao !..

    A Quase 50 anos porque que o governo nao opetaram por energia limpa !

    Muitos se aproveitam da EMAE para se enriquecerem …
    POr isso nao lhes interessam o progresso do pais .

    Os santomenses desejam um pais properos mais igual para todos !

  5. Antonio Martins

    8 de Junho de 2020 as 8:47

    Papagaio
    Deixem rir
    Eu recuperei e sei que o aproveitamento nao justifica o investimento
    So para lavar roupa numa maquina

    Estudei durante anos e sei muito bem a realidade do princepe
    Nao contem historias

    Deixem de gastar dinheiro inútil
    A capacidade e zero

  6. eu

    8 de Junho de 2020 as 14:20

    Chamem Elon Musk.
    Temos tudo para ser ilhas modelo.
    Mas sera que o loby da eco deixa????

  7. Ralph

    9 de Junho de 2020 as 6:01

    Todos os projetos ambientais como este devem ser apoiados porque a transição para energias renováveis é a única maneira de melhorar o nível de sustentabilidade mundialmente.

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