A Ministra do Ambiente, Juventude e Turismo Sustentável, Nilda da Mata, desdramatizou esta segunda-feira, 26 de janeiro, a denúncia pública feita por um deputado do MLSTP, divulgada nas redes sociais, que acusa a empresa ACA de instalar um sistema de esgoto na Praia Ex-PM, no âmbito das obras de reabilitação da Marginal 12 de Julho.
Sem entrar em pormenores técnicos sobre a natureza da conduta em causa, a ministra do ambiente foi categórica ao afirmar que não se trata de um sistema de esgoto, rejeitando as acusações e apelando à responsabilidade na partilha de informações. Nilda da Mata recomendou aos cidadãos que procurem dados fidedignos junto das instituições oficialmente envolvidas na execução e fiscalização da obra.
“Não se trata de esgoto, como tem sido dito. Sempre que houver dúvidas ou preocupações, é fundamental procurar informação junto das fontes adequadas”, afirmou a ministra, reagindo às polémicas geradas nas plataformas digitais.
A ministra reconheceu que parte da controvérsia resulta de falhas na comunicação institucional, sublinhando que foi criado um gabinete específico para garantir a divulgação de informações claras e concretas sobre a obra, mecanismo que, segundo admitiu, não tem funcionado como previsto.
“O que tem ocorrido é uma falha de comunicação, e essa ausência acaba por gerar comentários e, em alguns casos, desinformação”, apontou.
Neste sentido, a ministra do ambiente, Nilda da Mata deixou um apelo direto à população para que, em caso de suspeitas de infrações ambientais, contacte primeiramente o INAE e a Direção do Ambiente e Ação Climática, entidades responsáveis pela supervisão ambiental e ligadas ao seu ministério.
À margem da polémica, Nilda da Mata manifestou também preocupação com o atraso na reposição das árvores abatidas ao longo da marginal, no âmbito das obras de reabilitação. Segundo a ministra, foram cortadas mais de cem árvores, e existe um compromisso claro de proceder à sua replantação.
“Pode não ser exatamente nos mesmos locais, mas é fundamental repor grande parte da vegetação. Existem áreas verdes já criadas que necessitam do início imediato das plantações”, explicou.
A ministra advertiu que a falta de reposição atempada da vegetação pode gerar problemas ambientais futuros, sobretudo num contexto de mudanças climáticas e aumento da vulnerabilidade urbana.
Para a ministra, Nilda da Mata, o combate à desinformação passa pelo reforço do diálogo institucional e pela procura ativa de informações junto das entidades competentes, evitando alarmismos que possam comprometer a confiança da população.
Waley Quaresma
Manuel Jorge Rio
27 de Janeiro de 2026 at 12:02
Senhora Ministra estes esclarecimentos são muito importantes para a nossa sociedade. Entretanto sabemos que, com relação ao ambiente e sobretudo com a exploração de inertes, muitas empresas têm desrespeitado de forma grosseira o nosso ambiente. Ora vejamos a extração de areia na zona de Praia Lagarto, tornou-se uma ação condenável deixando todo espaço descaraterizado e sem qualquer possibilidade de reposição.
De igual modo a mesma empresa explora uma pedreira na zona de Água Marçal sem respeito ao ambiente e a toda população que lá reside. Reclamações dos populares já foi feita e inclusive aquando do Governo em que o Senhor atual Presidente da República fez parte, mandou encerrar a mesma. Entretanto, continua de forma contínua a exploração do basalto com prejuízos incalculáveis para os residentes circundantes sem respeito as decisões do Estado. Sem falarmos da queima de alcatrão com substâncias altamente poluidoras (pneus velhos,…) deixando o ar nocivo para respiração das pessoas.
Manuel Jorge Rio
28 de Janeiro de 2026 at 16:55
Chegou o momento dos defensores do António Dolores perceberem que a extração do basalto na pedreira de Água Marçal, é feita de qualquer forma, desrespeitando a dignidade dos habitantes que residem em Agua Marçal e arredores da zona e da inexistência de qualquer proteção dos trabalhadores.
Hoje dia 28 no período da manhã houve um grande desabamento derivado da escavação do basalto, prática que venhem fazendo para retirar pedra e causou a morte de um jovem que vinha trabalhando no momento. A morte foi mesmo no local e lastimavelmente o proprietario mandou o seu guarda impedir os populares de acederem ao local do acidente mais a furia dos populares conseguiram entrar para verem o sucedido e o jovem morto atirado no chão.
Mais uma vez apelamos aos serviços competentes do Estado para encerrarem todas actividades nesta pedreira porque já não apresenta condições de continuidade de exploração antes que o pior venha acontecer.