A zona, outrora pantanosa e responsável por graves problemas de saneamento básico que afetavam a comunidade piscatória de Praia Melão, foi transformada através de obras de drenagem e aterro.
“Esta área era totalmente pantanosa, proliferava mosquitos e a população de Praia Melão sofria com inúmeros casos de paludismo”, recorda Digas Pinheiro, morador da localidade.
Com a intervenção, o projeto WACA+, dedicado ao investimento em resiliência das áreas costeiras e à promoção do turismo sustentável em São Tomé e Príncipe, pretende converter o espaço num polo de desenvolvimento económico e comunitário.
“Trata-se de um complexo ecoturístico de desenvolvimento comunitário que permitirá às pessoas desenvolverem os seus pequenos negócios em condições favoráveis, podendo servir como base principal para a economia local de Praia Melão”, anunciou Arlindo Carvalho, coordenador do projeto WACA+.
De vocação turística e com a inclusão de um polo desportivo, o projeto poderá arrancar ainda neste primeiro semestre. Antes, foi submetido à apreciação da comunidade, com o objetivo de recolher contributos para o seu aperfeiçoamento.
“Gostei do projeto porque é uma ajuda para nós, palaiês e não só. Teremos melhores condições para vender o nosso peixe — fresco, salgado ou fumado”, afirmou Cesaltina Lima, peixeira.
“Se o projeto for executado, Praia Melão será considerada uma zona turística”, acrescentou com entusiasmo Bento da Silva, outro morador.
O financiamento encontra-se assegurado, embora o montante não tenha sido revelado pelo coordenador do WACA+, iniciativa financiada pelo Banco Mundial.
José Bouças