Economia

Falência da SATOCAO pôs fim ao roubo do cacau em São Tomé

SATOCAO, era uma das maiores empresas de São Tomé e Príncipe. Empregava mais de 600 pessoas. Criada por investidores Suíços, no ano 2010, a empresa conseguiu angariar financiamentos no espaço europeu na ordem de 9 milhões de euros, para relançar a cultura do cacau em São Tomé e Príncipe.

Reabilitação de 2500 hectares de plantações de cacau abandonadas, era um dos grandes objectivos do projecto, que ao mesmo tempo, actuava como principal comprador de cacau convencional produzido pelos agricultores de São Tomé.

O projecto tinha definido metas infalíveis. No ano 2013 prometeu por exemplo aumentar a produção do cacau de cerca de 3 mil toneladas por ano,  para 6.500 toneladas no ano 2020.

Veja em anexo uma nota de imprensa da SATOCAO publicada pelo Téla Nón no ano 2013, que confirma estes e  outros dados : – SATOCAO-Morro-Peixe-Inauguration-Press-release-1

No entanto os dados estatísticos da produção total de cacau até o ano 2019, indicam que São Tomé e Príncipe, não conseguiu ultrapassar as 3 mil toneladas por ano. Junto ao Ministério da Agricultura, o Téla Nón confirmou que para 2020, a produção nacional de cacau poderá atingir apenas 3.500 toneladas.

Desde que começou a dar os primeiros sinais de falência em Julho passado, que o Téla Nón procurou ouvir a administração da SATOCAO, que sempre rejeitou tecer qualquer comentário sobre a crise que se abateu sobre a compra do cacau convencional, nas parcelas dos agricultores.

No entanto, a CECAB – Cooperativa de Exportação do Cacau Biológico, que enfrentava uma forte concorrência da SATOCAO, no capítulo da compra do produto nas parcelas, disse ao Téla Nón que a falência da empresa de capital suíço, ajudou a acabar com o roubo do cacau nas parcelas dos agricultores.

«Hoje com essa crise o problema de roubo ficou mitigado. Nas comunidades agrícolas houve um aumento da produção do cacau biológico, e uma acentuada melhoria da qualidade. Hoje não há furto de cacau nas comunidades agrícolas», pontuou António Dias.

Segundo a CECAB, nas comunidades que produzem cacau biológico, as cápsulas devem ficar bem maduras para depois serem colhidas. Antes da falência da SATOCAO, a maior parte do cacau era roubado antes do período certo de maturação. Os ladrões de cacau tinham oportunidade de vender o produto roubado, nos postos de compra que a SATOCAO tinha instalado em todas as estradas e caminhos do país.

Actualmente segundo António Dias, os secadores e estufas das comunidades que integram a cooperativa de cacau biológico, estão abarrotados de cacau. Coisa que não acontecia, nos últimos anos.

Abel Veiga

    2 comentários

2 comentários

  1. Sem assunto

    28 de Outubro de 2020 as 11:07

    Deixa me ver se entendi.
    Se o roubo de cacau deixou de ser a realidade com a falência da SATOCAU, implica dizer que a mesma empresa comprava produtos roubados o que faz dela cúmplice de roubo.
    Será mesmo isto?
    Matéria criminal presumo!
    E se for verdade aonde estava a direção da empresa concorrente, que assim afirma, para denunciar?
    Ou a fizeram e não deu em nada, como tudo neste país?

  2. Iyosalso Pires santos

    28 de Outubro de 2020 as 16:38

    Palavras muito fortes essas do sr. Abel Veiga.

    Quem disse que a SATOCAO declarou falência? Espero para o bem do Tela Non que haja provas para tamanhas afirmações, pois na matéria de direito existe um crime chamado de difamação.

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