Economia

Impacto da covid-19 lança na miséria cerca de 40 funcionários do Hotel Belo Monte

O hotel Belo Monte na Ilha do Príncipe, é uma das unidades hoteleiras do país, que entrou em crise financeira, por causa da pandemia da Covid-19.

Consequência da paralisação da actividade turística por causa da Covid-19, pelo menos 40 funcionários do hotel Belo Monte, passaram ao regime de Lay Off.

A empresa hoteleira assegura apenas 15% do salário, e os outros 85% assegurados pelo Estado santomense.

Segundo os funcionários que se manifestaram descontentes na cidade de Santo António, o governo central pagou os 85% de salário durante os 6 primeiros meses no ano 2020.

Há mais de 7 meses que não recebem os 85% do salário. «Há 7 meses que não recebemos os 85% do salário. Só recebemos os 15% pagos pela empresa hoteleira. E os 15%  equivalem a 200 dobras mensais», reclamou um dos funcionários.

Uma funcionária do hotel Belo Monte, recordou que 200 dobras, equivalente a 8 euros, não garantem uma refeição. No entanto «temos que pagar as facturas da EMAE (empresa de electricidade), as crianças precisam de  lanche e batas para a escola. Estamos a passar fome…», alertou a funcionária.

À semelhança de outras unidades hoteleiras da ilha do Príncipe, o luxuoso hotel Belo Monte, funciona a meio gás. Tudo por causa dos condicionalismos impostos pela pandemia da Covid-19.

Abel Veiga

Fotografias – Site do Hotel Belo Monte 

    6 comentários

6 comentários

  1. Nando

    20 de Abril de 2021 as 12:14

    Afinal Governo Central não disse k já ia pagar layoff desde janeiro e afinal ainda n pagaram? Ministro trabalho quando foi pra lá no janeiro disse q vai pagar. Ministro turismo aerton foi lá no mês passado e disse q ministro trabalho disse k estava pra sair. Até agora nada. Afinal? Credo credo

  2. Fenando

    20 de Abril de 2021 as 17:01

    É uma situação deveras triste, como é possivel o Estado Santomense cobrar imposto das empresas e dos seus trabalhadores e agora que aconteceu a pandemia não pagar as ajudas aos trabalhadores ?

    Sete meses sem pagar ? Só com Cristo

  3. Vanplega

    20 de Abril de 2021 as 20:12

    O impacto jà vem a muito tempo, senhor jornalista. Desde que esse governo colocou-nos em casa e nāo deu um pedaço de pào, muitos se almoçar nào jantam. Enquanto eles, vāo criando barriga grande e papuda.

    Todos paises deram ao povo algo para comer, sò em Sao Tome e Principe, governantes ficaram com tudo.

    Portanto, esses 40 vem a somar uns tantos que se encontram em situações deploravel.

    È os governantes que temos, sempre iguais aos outros. A merda è igual

  4. Sem assunto

    20 de Abril de 2021 as 20:33

    Enquanto isto, o jovem ministrozinho do trabalho, e sabe se lá o quê mais, está em braço de ferros com alguns técnicos do seu ministério, tudo porque o oportunista apareceu com uma lista sua de 500 pessoas que devem receber com máxima urgência o pacote “mãe carenciado”.
    Acontece porém de que existem muitos na linha da frente que ainda não foram contemplados, mas na óptica do desnaturado isto não conta, pois a sua vontade deve prevalecer até porque é sua gente e é ele quem manda, uma espécie de vale tudo.
    O agravante deve se ao fato de o implicado ao ser interpelado e chamado a razão, por um dos colaboradores, teve a audácia de dizê-lo ” tu não sabes com quem estás a falar”, valha me meu Deus!
    Oh Aklande, Adlander seja lá qual for o teu nome,coitadinho, a culpa de tudo isto, não é tua, mas sim o nosso regime político que faz de fracos e derrotados com tu de ministros e pessoas com calibre e bagagem de vogais e meros técnicos.
    Este é o MLSTP está é a nova maioria, hão de desaparecer sem deixarem rastros. Malditos!

  5. Ralph

    21 de Abril de 2021 as 4:27

    Embora esta história seja indubitavelemente triste, acontecimentos semelhantes estão a decorrer em volta do mundo à medida que a pandemia COVID-19 tem efetivamente posto fim ao turismo em muitos lugares. Na minha nação, a Austrália, há muitos empregados que já perderam os seus postos de trabalho por causa do fecho das fronteiras internacionais, levando a uma falta de procura para muitos hoteis. Os governos não têm orçamentos ilimitados e não podem salvar todos. Ao que me parece, não menos que uma vacinação quase total do mundo inteiro será necessária para mais uma vez dar esperança à indústria turística.

    • Ralph

      21 de Abril de 2021 as 4:34

      Apesar do que já disse, acredito que o governo tem uma responsabilidade de cumprir as promessas que fizeram aos trabalhadores.

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