Economia

Economia de STP só terá saúde – robustez, se integrar na região da África Central

O pensamento económico que poderá conduzir São Tomé e Príncipe a um equilíbrio geral, é do economista Célsio Mota Quaresma.

A ideia da integração regional como factor para o desenvolvimento de São Tomé e Príncipe, é um dos fundamentos da política económica, desenvolvido por Célsio Mota Quaresma, no seu livro ECONOMIA, publicado esta quarta feira no Centro Cultural Português.

O livro, desenvolve os fundamentos para política económica, crescimento e equilíbrio geral. Para o autor a economia tem que ser pensada numa perspectiva Estado – Região.

«Hoje em dia na economia, na minha opinião, o Estado – Nação não deve existir. Não devemos fechar-nos em nós mesmos, e pensar que vamos aplicar os mecanismos económicos e vamos ter alguma saída. No livro deixo os leitores pensarem melhor, e pensarem que o Estado-Região é sempre melhor», precisou.

Indirectamente o livro de Célsio Mota Quaresma(na foto em cima) mostra o caminho que São Tomé e Príncipe deve seguir para realizar a economia, e conquistar o crescimento.

«O país deve também aderir ao regionalismo. O que vale é retirar aquela bandeira de São Tomé e Príncipe, e dizer…Nós somos uma região», acrescentou.

O arquipélago de 200 mil habitantes, é membro da Comunidade Económica dos Estados da África Central, a CEEAC. Um mercado de mais de 300 milhões de habitantes.

«Economicamente eu não considero que somos 200 mil habitantes. Acredito sim, que somos uma região. Devemos aproveitar e tirar as vantagens comparativas da nossa região e seguramente que poderemos ser muito mais desenvolvidos do que os países grandes da nossa região, se optarmos pela integração regional», concluiu.

Lançado no centro cultural português em São Tomé, o livro ECONOMIA, foi apresentado pela ex-ministra das finanças Ângela Viegas. Uma obra que tenta misturar a economia, os seus fundamentos, e o equilíbrio geral.

Abel Veiga

    5 comentários

5 comentários

  1. Matabala

    2 de Julho de 2021 as 10:39

    Pois pode ser uma solução. Problema é que na região também tem muita liderança corrupta. Gabão ou Guiné Bissau por exemplo estao inserido numa comunidade e não é por isso que são melhor geridos/governados….temos de pensar mais alto. A solução é sermos talvez uma região autónoma de uma nação com liderança forte e com provas dadas : Cabo Verde por exemplo

    • Célsio

      7 de Julho de 2021 as 10:09

      Matabala,
      O Livro não faz referência a que região devemos nos integrar pois, isto carrece de um estudo e não é a minha pretenção. Ao ler o último Capítulo da obra, entenderá que não tem relação com o seu comentário.
      Contudo, obrigado pelo comentário e continuação de bom trabalho.

  2. Lima

    2 de Julho de 2021 as 17:57

    O senhor Celcio Mota Guaresma pode me explicar melhor a sua sugestao?Embora sejamos 200000 habitantes nao pode justificar que deixemos de ser um pa’is.Sera que um casal com dois filhos vale menos que um que tenha 4 ou 5 filhos?O facto de haver mais habitantes na soma de varios paises nao significa que cada pais nao tenha a sua identidade propria e mesmo no campo de desenvolvimento economico.Sugerir que facamos parte nao pode ser que deixemos de ser o que somos.O que o senhor economista deveria fazer é propor nao a dependencia o que tem acontecido ate hoje em todos os campos de STP mas sim por que outros meios bem claros ,bem organizados,com que rigorosidade no trabalho,no esforco a fazer por todos podemos sair dessa miseria que risca de ser secular.Porque pelos vistos qualquer que seja a integracao nao temos conseguido sair disso.
    Entretanto peco desculpas porque nao tenho nem tive a oportunidade de ler o seu livro na integra,somente esse extrato publicado no telanon. A minha reaccao diz respeito a um certo paragrafo :…tirar a bandeira de STP e passar a ser uma regiao…Foi ai que eu fiquei confusa.
    Entao sera que o senhor dara a pena de me considerar dando-me mais explicacoes,ou ficarei com a minha ignorancia.

    • Célsio

      7 de Julho de 2021 as 10:03

      Cara Lima,
      O livro faz referência, meramente, aos aspectos económicos. O tirar a bendeira, está a referir-se a que já não deve existir, em termos económicos, uma nação fechada em si mesma a aplicar os mecanismos económicos. É preciso pensarmos como uma região onde o mercado é maior e a economia de escala seria aplicada. O nosso objectivo não deixa nem nunca deixará ser o de conservar a nossa Nação-Estado como um povo soberano e com os nossos próprio orgulho. Mas, para que sejamos mais fortes como uma Nação-Estado, precisamos, em termos económicos, “tirar a bandeira” e integrarmos mais nas economias regionais e/ou criarmos regiões, dentro do país, com alguma autónomia económica. Em momento algum estou a sugerir deixarmos de ser 200.000 e de ter a Pátria que todos nos orgulha.
      Obrigado pelo seu comentário e um bem haja

  3. Bruno Miguel

    17 de Julho de 2021 as 14:06

    Parabéns pela obra e pela coragem em apresentar ideias, opções, alternativas para discussão dos problemas econômicos focados em STP. Infelizmente na nossa terra, as boas ideias e mente são sempre marginalizadas.
    Ja comprei a minha copia em versão kindle e comentarei quando terminar a leitura.

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