Economia

Fundo Africano de Desenvolvimento aprovou 10,7 milhões de dólares para São Tomé e Príncipe

O fundo de 10,7 milhões de dólares visa incentivar a retoma do sector económico. As pequenas e médias empresas de São Tomé e Príncipe ligadas aos sectores da agricultura e do turismo, são um dos principais alvos do financiamento aprovado na passada quarta feira, 6 de outubro, pelo Fundo Africano de Desenvolvimento(Uma das Instituições que integra o grupo Banco Africano de Desenvolvimento).

Num comunicado emitido no dia 11 de Outubro, a partir de Abdjan, capital da Costa do Marfim, e que deu entrada na redacção do Téla Nón, o Fundo Africano de Desenvolvimento, diz que o projecto pretende também melhorar o ambiente de negócios em São Tomé e Príncipe, e remover os obstáculos que impedem que o sector privado seja propulsor do crescimento económico.

Segundo o comunicado, os 10,7 milhões de dólares vão permitir a implementação da primeira fase da Iniciativa Zuntamón, lançada no quadro do Pacto Lusófono.

« O projeto também fortalecerá a capacidade e o acesso a mercados e crédito para pequenas e médias empresas (PMEs) por meio de treinamento técnico e de desenvolvimento de negócios. Em última análise, isso aumentará sua contribuição para a economia e a criação de empregos, além de construir uma economia mais resiliente», precisa o comunicado de imprensa divulgado pelo BAD-Banco Africano de Desenvolvimento.

Um projecto financeiro que intervém em várias áreas do sector económico.  Irá beneficiar investidores e instituições de apoio ao negócio, como a Agência de Promoção do Comércio e do Investimento, associações empresariais e organizações de apoio ao negócio, instituições financeiras e o Banco Central de São Tomé e Príncipe», reforça o comunicado.

Segundo o grupo Banco Africano de Desenvolvimento, disputas comerciais em São Tomé e Príncipe demoram 1.185 dias para serem dirimidas. O projecto de financiamento para melhorar o ambiente de negócios, vai reduzir o número de dias de disputa comercial para apenas 600 dias, e «fortalecendo a capacidade do centro de arbitragem e do sistema de justiça(os Tribunais),…».

O financiamento do grupo Banco Africano de Desenvolvimento pretende por outro lado sensibilizar, e formar os agentes do sector informal da economia, no sentido de se evoluírem para o sector formal.

Com o projecto de promoção da formalização da economia a nível nacional, Martha Phiri, directora do departamento de capital humano, desenvolvimento de jovens e competências do Fundo Africano de Desenvolvimento disse que serão criados mais e melhores empregos, «especialmente para mulheres e jovens que dominam o sector informal», afirmou Martha Phiri.

O grupo Banco Africano de Desenvolvimento, considera que São Tomé e Príncipe tem grande potencial na agricultura, nos serviços, incluindo o turismo e a economia azul, sectores que representam mais de 70% da actividade económica do país.

«A Iniciativa Zuntámon concentrará suas intervenções em commodities para as quais mulheres e jovens estão contribuindo activamente, bem como exportar produtos com alto potencial de crescimento, como cacau, côco e produtos hortícolas. O enfoque nestes produtos e serviços está em linha com a estratégia de recuperação económica pós-Covid-19 do Governo de São Tomé e Príncipe, que prioriza o apoio a empresas afectadas pela pandemia e a recuperação em indústrias chave como a agricultura, pescas, turismo e hotelaria», explica o Banco Africano de Desenvolvimento.

O grupo financeiro pan-africano diz que está na vanguarda do processo de recuperação do sector económico de São Tomé e Príncipe no período pós-pandemia. «Depois de apoiar a resposta da COVID com uma operação histórica de apoio ao orçamento do Estado de São Tomé e Príncipe, no ano 2020, o Banco Africano de Desenvolvimento, está agora na vanguarda da recuperação pós-pandemia em São Tomé e Príncipe com uma abordagem inovadora que responde aos desafios específicos enfrentados pelo sector privado em pequenas economias insulares», garantiu o responsável do Fundo Africano para o desenvolvimento encarregue do dossier santomense, o senhor Toigo.

Segundo o comunicado, o projecto de financiamento de 10,7 milhões de dólares aprovado pelo conselho de administração do Fundo Africano para o Desenvolvimento está alinhado com a Estratégia de Empregos para a Juventude e responde aos objetivos do Pacto Lusófono ao promover o desenvolvimento inclusivo e sustentável do sector privado.

Abel Veiga – Fonte BAD

    3 comentários

3 comentários

  1. Sem+assunto

    13 de Outubro de 2021 as 4:21

    Só sei que estamos nisto para lá dos 45 anos e nada de concreto tem mudado na vida da população. Sabe o que vos devo dizer, os mentores desta empreitada, vão passear!
    Isto aí só servirá para fazer do rico mais rico e o pobre
    mais pobre. Pra breve irão lançar concursos para recrutamento de pseudos consultores, para elaboração de estudos cheios de erros, dados mal coletados, redação horrível, enfim, e no interim saem disto com bolsos cheios. Impato na vida das pessoas zero.
    E a palhaçada continua!

  2. Fuba cu bixo

    13 de Outubro de 2021 as 10:32

    A um ano de este governo de Jorge bom Jesus terminar o mandato este dinheiro é para roubar os novos ministros vão também comprar casas em Lisboa estão a queimar os últimos cartuchos.

  3. Andorinha

    13 de Outubro de 2021 as 10:42

    Eu soube da fonte segura que a ordem no governo é sambacar e lambuzar tudo porque ja sabem que vão perder as próximas eleições legislativas de 2021

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