Economia

Governo e Safebond Consortium assinaram acordo para construção de Porto em Águas Profundas

O Governo concedeu ao grupo Safebond Consortium, um consórcio africano, o direito de construção do porto em águas profundas em Fernão Dias, e de gestão dos cais da ilha de São Tomé e da ilha do Príncipe. O projecto está avaliado em 450 milhões de euros.

O grupo Safebond Consortium Limeted é composto por empresas do Gana, de Angola e de São Tomé e Príncipe. Assinou esta sexta feira acordo com o governo um acordo de concessão para construção do porto em águas profundas em Fernão Dias.

«Acabamos de assinar o contrato para construção, operação, exploração, e devolução do porto em águas profundas na localidade de Fernhão Dias», declarou o ministro das infra-estruturas Osvaldo Abreu.

O consórcio africano vai explorar o futuro porto durante 30 anos. Um porto que segundo António Aguiar, membro da equipa de avaliação do projecto, terá vocação para prestação de serviços no golfo da Guiné. 

Ministro das Infraestruturas Osvaldo Abreu

«É um porto que prevê algum transbordo, mas tem outras actividades complementares nomeadamente a reparação naval, tem alguma componmente de stocagem de combustível, actividades na área de pesca e mesmo a recepção de navios cruzeiros. É um porto que foi planeado na perspectiva de multiusos», explicou o engenheiro António Aguiar.

O membro da equipa de avaliação, garantiu que o consórcio Sofbond tem competência técnica e financeira para realizar o projecto, e que assim, orientou o governo no sentido de assinar o acordo de concessão.

Segundo o contrato, a primeira fase de construção do porto de Fernão Dias deverá ficar concluída nos próximos 5 anos.

Cerimónia de assinatura do contrato

Para além da construção do porto em águas profundas, o acordo de concessão, dá ao consórcio Sofbond o direito de gerir o cais de Ana Chaves em São Tomé, e o pontão de Santo António na ilha do Príncipe.

«Apelamos a empresa que faça o cumprimento devido das clausulas contratuais, e que respeite as leis da nossa república», pontuou o ministro das infra-estruturas.

Osvaldo Abreu manifestou esperança de que o acordo venha a constituirt uma fontre de emprego para a juventude de São Tomé e Príncipe, e que provoque uma evolução digna da economia nacional.

Formação dos recursos humanos do setor portuário de São Tomé e Príncipe, é uma das cláusulas do contrato assinado nas instalações do ministério das infra-estruturas.

Abel Veiga

10 Comments

10 Comments

  1. Pedro Costa 2

    12 de Agosto de 2022 at 15:07

    Espero que estes negócios/contratos não sejam atirados para baixo do tapete, caso outra força política ganhe as eleições. Se assim for, será uma machadada nas aspirações de muita gente, porque esta é a prática. Estes indivíduos que têm governado este país andam numa politiquice tremenda nestas matérias de quem faz uma ou outra obra. Uma vergonha.
    Por outro lado, noto que estes pseudo-ministros andam todos gordinhos! Vivem bem!

  2. combota

    12 de Agosto de 2022 at 15:52

    Esta noticia esta incompleta. Nela, deviam informar sobre as empresas que fazem parte do consórcio para o público conhecer quais os envolvidos no negócio numa perspectiva da transparência.

  3. mezedo

    12 de Agosto de 2022 at 16:20

    Acho que quem vença as eleições deve ter em mente que o projeto é para bem do país, dai que depende de quem vencer para avançar com projeto, e não quem perder.

  4. Fuba cu bixo

    12 de Agosto de 2022 at 19:54

    Cudadu cubudu, budu capô da nancê um cabeçaô.

  5. Andorinha

    12 de Agosto de 2022 at 20:04

    Governo de Jorge Bom Jesus não consegue reparar a ponte que liga o aeroporto internacional de S.tomé que esta com cunha na boca desde Dezembro do ano passado querem nus falar de porto de águas profundas,este governo da nova maioria sempre a fazer o povo de estúpidos mas dia 25 de Setembro vamos conversar.

  6. Luis

    13 de Agosto de 2022 at 5:50

    Já é o terceiro acordo assinado para esta questão dos portos….e este antes das eleições…enfim

    • Carlos Alberto do Espirito Santo

      13 de Agosto de 2022 at 10:46

      Outra vez, està història de àgua profunda!

      Pai poderoso, põe juìzo na cabeça desses politicos.

      Toda hora, assina daqui e dacola e nada saì

      Misericordia esses politicos

  7. VAI TU

    13 de Agosto de 2022 at 15:44

    Vamos ver o que trás por trás destes acordos todos.
    Acho muito estranho que só no último mês destes anos de mandato, aparece isto tudo.
    Zona Franca, Aeroporto, Contratos de Exploração dos Portos, Obra Hospitalar,
    Estrada de R. Peixe/Portalegre,e..
    Todos estes psedo projetos, caíram todos, porque irá haver, um estudo e avaliação dos mesmos, quanto mais para saber como são as “luvas”.
    Tiveram muito tempo para arrumar a casa com a maioria, mas como cada puxa para um lado, povo que é o elástico partiu e nunca esteve tão mal como está.
    Que Deus dê uma ajuda a S.Tomé e Príncipe

  8. Edson Neves

    14 de Agosto de 2022 at 15:00

    Que novela sem fim! Espero que dessa vez haja efetivamente a construção desse porto e que não se descubra posteriormente que a empresa faliu ou está em recuperação judicial, ou pior, que simplesmente, o dinheiro da construção desapareceu dos cofres públicos e ninguém sabe do seu paradeiro.

  9. Gerhard Seibert

    22 de Agosto de 2022 at 17:26

    Este é o terceiro acordo sobre a construção de um porto de águas profundas em Fernão Dias. Em 2009 foi assinado o primeiro contrato com a francesa CMA-CGM; o segundo foi assinado em 2015, com a China Harbour Engineering Company Ltd. Ambos falharam devido à falta de financiamento. Daí, não se percebe porque o governo não explica como pensa em arranjar desta vez o financiamento para poder garantir a realização da construção deste porto.

    Gerhard Seibert

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