Economia

São Tomé e Príncipe alcança estatuto de país de rendimento médio

Para o primeiro-ministro Patrice Trovoada, a passagem de São Tomé e Príncipe do grupo de países menos avançados para o estatuto de país de rendimento médio marca um momento histórico na trajetória do arquipélago.

Durante o anúncio ao país e ao mundo, Trovoada expressou um misto de orgulho e sentido de responsabilidade perante os desafios que se avizinham.

Este novo marco exige prudência, consistência e estratégia. A graduação ao estatuto de país de renda média, embora seja um sinal de progresso, também traz novas responsabilidades e desafios que devemos enfrentar com maturidade e determinação.”

O chefe do governo defende que a graduação de São Tomé e Príncipe para o estatuto de país de rendimento médio deve ser encarada com realismo, reconhecendo os desafios que o país ainda enfrenta.

Com o acesso reduzido a apoios tradicionais e concessionais que eram habituais, teremos que adotar formas novas e criativas de financiamento sustentável. Isso nos permitirá atrair investimentos, competir com outras economias e financiar nosso desenvolvimento sem comprometer a estabilidade económica e social.”  
Para isso, é preciso definir prioridades, assegurou Patrice Trovoada.

Priorizando a proteção ambiental e a diversificação econômica, e fortalecendo parcerias público-privadas em setores estratégicos como tecnologia, turismo, economia azul, energias renováveis e capital humano, estaremos certamente a construir uma base sólida para um crescimento sustentável e resiliente.”

De acordo com o primeiro-ministro, o sucesso neste novo contexto dependerá da capacidade de gerir recursos com transparência, eficácia e responsabilidade. Patrice Trovoada acrescentou ainda que uma governação sólida e estável, pautada por escolhas acertadas e uma visão estratégica, será essencial para enfrentar os desafios e consolidar o progresso do país.

José Bouças

3 Comments

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  1. ANCA

    17 de Dezembro de 2024 at 1:43

    Esta realidade tem uma causa, logo uma consequência, nos impõe mais responsabilidades e pés, bem assentes no tão crescimento e desenvolvimento sustentável que todos almejamos para o nosso país.

    É um feito, mas ainda estamos longe de padrões de paises desenvolvidos, há desafios a superar, esta realidade somente nalguns indicadores, pouco reflete na qualidade de vida das populações, digamos que é somente um passo dado, pese embora importante, precisamos ainda de estruturar, organizar, fortalecer a nossa sociedade, território, população, administração, mar e rios, ainda subsiste a pobreza, a miséria, instituições fracas, a começar pela instituição familiar, serviços fracos, economia e finanças fracas, infraestruturas equipamentos, tecnologias, maquinarias débeis, iliteracias, falta de ordenamento do território, falta de integração efectiva da classe feminina nos sectores de decisão, de direcção, o seu empoderamenti na saúde, na educação, na justiça, no emprego, na economia, nas finanças, no desporto, na cultura, na liderança empresarial, empreendedorismo, a par da classe masculina, a diversificação economica, os transpores e comunicação, a economia azul, a formação profissional e superior interna, politicas de habitação e planeamento, investimento no sector das estatísticas, a consolidação do sector da transformação, do comércio e serviços, sua expansão, projeção a nível interno, regional e mundial, políticas anual de rendimentos, a transparência, o rigor, a justiça, a segurança, a protecção e sustentabilidade, vai exigir muito de nós irmãos irmãs São Tomenses, humildade, entendimentos e responsabilidade/responsabilização.

    Somente para que tenhamos um exemplo, a passagem a categoria de pais de desenvolvimento médio baixo, significa que o nosso rendimento per capita é também medio, por comparação significa que a nossa população/indivíduos/famílias(jamais significa que se verifique na realidade no seu todo, no dia a dia, anualmente, pois bem sabemos que há pessoas a passar fome, na miséria, na pobreza, nos paises ditos desenvolvidos também têm) em média aufere anual, cercade 1100 euros percapita, enquanto para paises de desenvolvimento medio alto esta realidade passa, para os 2300 a 3500 euros, nos paises de desenvolvimento alto, a 8000 euros a 15000 ou 20 000 euros anuais, somente para percebemos o quão longe estamos, que há ainda muitos passos a dar, sendo nós pequenos e insular.

    Se és de São Tomé e do Príncipe ahuda a desenvolver o teu país, a tua gente, o teu território.

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    • ANCA

      17 de Dezembro de 2024 at 14:04

      São Tomé e Principe, deve saber aproveitar o investimento que está a ser feito no corredor de Lobito em Angola, tendo em conta a posição geografica, a segurança e a “estabilidade” social( apesar de subsistir a realide pobreza, miseria, fome), relançar projectos de portos acostavel ou de agua profundas, sedimentar parcerias militares no sector matirimo, guarda costeira, de modo a dar garantias de segurança e estabilidade a embracações, que pretendam vir a fazer escalas em São Tomé e Príncipe, relançar serviços economia, cluster do mar e dos rios, segurança da navegação maritima, abastecimento de embarcações, reparações de embarcações, turismo maritimo, serviços aduaneiros, etc,…ao mesmo tempo que deve projectar serviços de educação/formação interna, de saude, de desporto, de turismo, de gastronomia, de transformação, o comercio, as tecnologias de informação e comunicação, as energias renovaveis, a produção agricóla, agropecuaria, a sustentabilidade e segurança alimentar, a segurança, a proteção, serviços de assecorias, serviços de telecomunicações, a manufacturas, os supermercados, as infrestruturas, formação profissional em cosmetica, em esteticismo e cabeleirios, pedicure, massagem, apuncultura, o artesanato, a pintura, a dança, a ceneografia, a construção civil, apoio a terceira idade, ação social e familiar, a eletromecanica,a eletricidade, reparação autonomovel, automação, etc, etc…

  2. Jorge Semeado

    17 de Dezembro de 2024 at 9:05

    Que palhaçada! Sem água nas maioria das casas dos cidadaos, sem energia eléctrica em mais de metade de residências existentes, sem merenda escolar integralmente garantida pelo governo, nunca passou ars fase de grupos do CAN, Basquete niet, andebol niet, transportes públicos niet, apenas um hospital central tipo pombal, aeroporto cheira mal, ruas da capital em crateras, os serviços administrativos públicos sofríveis,etc etc. E vêm esses loucos a procura de protagonismo, declarar STP como um país de desenvolvimento medio,? Apenas o Rendimento per capita serve de barômetro. Esse povo a travar. com apenas uma roda, merece isso? Sejamos sérios. Dirigentes “cabeça água-água”

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