Uma missão do Fundo Monetário Internacional está em São Tomé e Príncipe. A missão, que se encontrou com o ministro das Finanças, chegou ao país cerca de dois meses após a aprovação do novo programa de facilidades de crédito alargado para o arquipélago, no valor de 24 milhões de dólares, equivalente a 23 milhões de euros.
A missão do FMI veio a São Tomé e Príncipe para avaliar o alinhamento do novo governo com as metas previstas no referido programa de facilidades de crédito alargado, para apoiar as reformas económicas e estruturais do arquipélago.
“Temos metas tanto para as receitas quanto para as despesas, mas também temos parâmetros que o FMI não gostaria de ver ultrapassados. Entre eles, está o saldo primário interno, que constitui uma meta estrutural prevendo-se um superavit de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano. Também temos a meta relativa à massa salarial, que não deve ultrapassar 8,3% do PIB. O novo governo, com uma nova estrutura ministerial, está tentando reorganizar-se enquanto traz as prioridades essenciais para o Orçamento Geral do Estado” – disse Gareth Guadalupe, Ministro das Finanças.
O governo projeta o aumento da massa salarial para este ano de 2025 na administração central do Estado, sem fugir à meta acordada com o FMI.
“É por isso que existe essa preocupação por parte do FMI, mas também por nossa parte, de fazer este reajuste mantendo a meta de 8,3% do PIB para 2025.”
O encontro com o ministro das Finanças serviu também para apresentação de Gustavo Ramirez como novo representante do FMI para São Tomé e Príncipe.
José Bouças
João de Santarém
19 de Fevereiro de 2025 at 6:13
23 milhões de euros não é suficiente. Que significa isso de “reformas económicas e estruturais”? Será outro código que se descreve como ”austeridade”? Acho que o governo poderia experimentar outras formas para criar empregos, sobretudo no setor privado, e de facto despedir as pessoas na administração central do Estado. Temos de debater sobre o Orçamento Geral do Estado. Apelo ao Téla-Nón a publicar mais detalhas sobre os desfechos do OGE. Dar informação e publicar os dados estatísticos inclusive como está sendo gerido o Produto Interno Bruto de STP. Qual é o plano deste governo?
Ao longo do seu caminho até as próximas eleições no ano 2026, o ADI, quantos empregos Sr. PM Américo Ramos com apoio do seu elenco governamental irão criar em São Tomé e Príncipe? É imprescindível gerar postos de trabalhos para os jovens das roças e também para a camada jovem que terminam o ensino escolar no País.
Jorge Semeado
19 de Fevereiro de 2025 at 8:17
Não haverá reformas bem sucedidas em STP,enquanto STP continuar a queimar mais de ,28 milhões de dólares anualmente só com importação de combustível para gerar energia térmica. Quem assim nós aconselha está a nos empurrar para uma cova sem fundo.
Se STP instalar 30 Megawatts de energias limpas (cujas matérias primas são de custo zero e de fácil manutenção, nomeadamente o sol, a água e o vento), STP poupará 28 milhões de dólares, anualmente, quase o triplo do apoio do Banco Mundial ao OGE. Injectados 28 milhões na economia anualmente, a criação de postos de trabalho para os jovens estará garantida. Mas continuando assim como está, estaremos a alimentar a ENCO e outras economias, menos a nossa.
Sr. ,PM, não seja teimoso. Negoceia com todos parceiros internacionais a fim de direccionar em todos seus apoios na concretização deste objectivo no prazo de 2 anos. Faça da instalação de 30 Megawatts de energia solar, hídrica e eólica o seu cavalo de batalha. Mantenha o foco e apresente este presente (já concluído) ao povo de STP. Faça a diferença, nestes menos de 2 anos