Economia

BAD promete reforço de investimento para São Tomé e Príncipe realizar a transição energética

Tem sido intensa a movimentação dos parceiros internacionais de apoio ao desenvolvimento, junto ao novo governo da ADI liderado por Américo Ramos.

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) , que nos últimos 3 anos investiu 60 milhões de dólares em São Tomé e Príncipe, com destaque para os projectos de reforma do sector da energia, também se reuniu com a ministra dos negócios estrangeiros Ilza Amado Vaz para prometer o reforço do investimento do BAD.

«A minha mensagem foi de apoio financeiro forte. Foi uma visita para enviar uma mensagem de apoio ao governo recém-empossado», afirmou Pietro Toigo, diretor do BAD para São Tomé e Príncipe e Angola.

FOTO: Encontro entre o director do BAD e a ministra dos negócios estrangeiros e cooperação

Estabilização da situação macroeconómica a luz do acordo de facilidade de crédito alargado assinado pelo governo com o FMI, é o principal objectivo do Banco Africano de Desenvolvimento.

«A prioridade de curto prazo tem a ver com a estabilização macroeconómica. Continuar a criar formas para diminuir o custo da energia, através da energia sustentável que permite alimentar o crescimento económico e com um custo menor para a balança de pagamento», precisou, Pietro Toigo.

Quase 100% da energia produzida no arquipélago tem o gasóleo como fonte. A aquisição do gasóleo tem afundado a economia do país num défice crónico.

Prometeu o reforço do financiamento para investimentos em projectos de segurança alimentar, do turismo, e também para garantir a soberania energética.

«Estamos dispostos em investir em novas formas de distribuição e de produção de energia e ao mesmo tempo precisamos continuar com as reformas para a transparência e a boa gestão do sector energético», assegurou o director do BAD para São Tomé e Príncipe.

Com o financiamento do Banco Africano de Desenvolvimento, São Tomé e Príncipe deve inaugurar no mês de Março a primeira central fotovoltaica com capacidade para 1,3 megawatts de energia limpa.

Abel Veiga 

2 Comments

2 Comments

  1. ANCA

    19 de Fevereiro de 2025 at 9:19

    Sendo são Tomé e Príncipe, pequeno estado insular, dupla insularidade, para além, do sector energético, há que ter em conta, os sectores dos transportes, da economia do mar, da transformação, diversificação económica, dos serviços sua projecção de excelência.

  2. Jorge Semeado

    19 de Fevereiro de 2025 at 23:03

    Ninguém e nenhuma instituição financeira do mundo pode ajudar STP sem atacar e aniquilar a dependência de STP a importação de combustível para produção de energia. Repito: nenhuma. O BAD tem cooperado e apoiado STP há décadas e sabe muito bem dessa dura realidade. Não se compreende que BAD tenha um financiamento de 20 milhões de Euros para recuperação da Central do Contador há 9 anos, sem mover uma única palha. Ora a central hidroelétrica do contador so produz 3 MegaWatts de energia. Como compreender que especialistas e consultores do BAD apostem durante 9 anos em 3 MegaWatts de energia hidroelétrica de 20 milhões de dólares, quando com o mesmo valor, poder-se-ia instalar várias centrais fotovoltaicas em vários distritos incluindo a Região Autônoma do Príncipe com capacidade total de 20 MegaWatts, permitindo STP ser quase auto suficiente em energia solar e poupando anualmente 28 milhões de dólares em importação de combustível, deixando de alimentar a ENCO e seus “muchachos santanenses” e acima de tudo STP enterraria de uma vez por todas essa humilhação dos Mangoloides por causa dessa dependência ao seus combustíveis. Esses especialistas do BAD não podem criar estabilidade macroeconômica sem acabar com a dependência da importação de combustível para gerar energia.
    Temos sol, rios, riachos, e vento a custo Zero para gerarmos energia.
    Não podemos alavancar o turismo, a pequena indústria transformadora, o ensino noturno, os pequenos negócios, a aviação, etc, etc, enquanto continuarmos a direcionar 80 porcento das ajudas internacionais para os cofres da ENCO. Contas feitas, STP gastou só em importação de combustiveis, aproximadamente,280 milhões de dólares, nos últimos 10 anos. Isto daria para construir 280 Megawatts de energia solar, 10 vezes superior as necessidades de STP para sua auto suficiência energética.
    O que mais me entristece, é que STP tem tido ajudas e consultorias dos variados especialistas internacionais, todos eles cheios de boas intenções, com floreados discursos, mas nunca atacaram este cancro que coroe o desenvolvimento de STP.
    Esses especialistas são cínicos, maldosos, vigaristas e nunca estiveram a favor de um verdadeiro desenvolvimento de STP.
    O novo PM deve manter o foco em deixar este legado histórico para o povo de STP após este seu curto mandato: a auto suficiência de STP na produção de energia fotovoltaica. Isto deve ser a sua maior prioridade, a sua maior ambição, o seu maior foco e será o seu legado historico, o que provará inequivocamente, que este PM percebe bem da economia.

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