Economia

São Tomé e Príncipe aposta numa agricultura 100% biológica

O Estado de São Tomé e Príncipe pretende implementar um sistema de produção agrícola 100% biológico no arquipélago, promovendo uma agricultura de qualidade diferenciada.

Qualidade diferenciada significa reconhecer que a qualidade dos alimentos produzidos em São Tomé e Príncipe é única e distinta de outros países, e, portanto, merece ser valorizada com um preço melhor. Não se trata apenas de exportar produtos de qualidade superior para mercados exigentes, mas também de garantir que os santomenses tenham acesso a alimentos de qualidade. Em resumo, é melhorar a qualidade da alimentação dos santomenses e aumentar as divisas por meio do reconhecimento internacional dos produtos que exportamos” – disse Francisco Sarmento, especialista em Sistemas Alimentares da FAO.                    

A iniciativa, que conta com o apoio da FAO, insere-se no projeto “Apoio à Implementação da Iniciativa Mão na Mão”, cujo objetivo é acelerar a transformação estrutural da agricultura e promover o desenvolvimento rural sustentável. A meta é clara: erradicar a pobreza, a fome e a subnutrição. Segundo o ministro da Agricultura, os indicadores são encorajadores.

O nosso país passou a ser o país africano com a maior área agrícola dedicada à agricultura biológica. Além disso, com o apoio da FAO, conseguimos instalar um centro de competência internacional da Comunidade de Países de Língua Portuguesa para a promoção da agricultura familiar sustentável e da agroecologia no nosso território” – sublinhou Nilton Garrido, Ministro da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural.

Os próximos passos para alcançar a meta de uma produção agrícola 100 por cento bio já foram identificados.

Identificar os investimentos estratégicos necessários e as ações de coordenação entre diferentes áreas do estado para apoiar esses investimentos” – apontou Francisco Sarmento.

Ainda assim, foi organizado um workshop para recolher mais contributos e reforçar o projeto “Apoio à Implementação da Iniciativa Mão na Mão” em São Tomé e Príncipe.

José Bouças

4 Comments

4 Comments

  1. Jorge Semeado

    1 de Março de 2025 at 13:46

    FAO sempre a nos ludibriar. Há quantos anos FAO está em STP, mudando de projetos a cada mudança dos governos. Identificamos, é promissor, e estamos certo, etc, etc, mas os objectivos nunca são alcançados e o país sempre a retroceder, numa pobreza extrema e a queimar dezenas de milhões de dólares anualmente (que serviriam para alavancar a economia real) em importação de combustível para geração de 97 porcento de energia termica. Nenhum destes especialistas e consultores internacionais tiveram a coragem de obrigar STP a enveredar pela autosuficiência em energias limpas, mais baratas e com sol, rios, riachos e vento a custo zero. Bandidos, cínicos, vigaristas e parasitas. Dirigentes cabeça “água-água” sem projectos próprios. Incompetentes.

  2. Antonio Fernandes

    2 de Março de 2025 at 10:42

    Acima de tudo País governado por incompetentes desde há 50 anos!!!!

  3. Sotavento

    3 de Março de 2025 at 7:53

    A politica da minha terra a todos os nivéis é vira o disco e toca a mesma canção…triste, deprimente

  4. Lama

    4 de Março de 2025 at 22:37

    Assim sendo a certificação, adoção de selo de qualidade, a denominação de origem controlada, a etiqueta, a criação de codigos de barras para os produtos(agrícolas, agropecuários, peixes,etc,..), bens(livros, artesanatos de valor identitário e cultural, camas cadeiras, serralharias, etc os productos tranformados),nacionais produzidos e certificados.

    A higiene e segurança em todos os processos desde a produção, manuseamento comercialização e consumo , a triagem e separação dos produtos pela calibração ou calibração, de modo a permite diferenciação de preços do mesmo produto(agrícolas, agropecuários, da natureza, peixes,camarões, moluscos, etc…productos do mar), através da categoria/calibração, o processo de embalagem, a etiquetagem, a transformação, a conservação.

    Isto requer trabalho, rigor, organização interna.

    Seguranca Higiene Melhoria e organização do mercado e comércio interno, pendor para o ordenamento do território, o aprimoramento e certificação do espaço ou estabelecimentode, locais de vendas ou do comércio, certificação legalização normalização fiscal/ aduaneira, em classe empresarial de nome individual/empresarial sociedade, dos agentes de venda quer de produtos, quer de bens, quer de serviços, motoqueiros, palaies, pescadores, cambistas, agricultores, artesãos, electricistas, mecânicos, serralheiros, etc, etc…o aluguer, arrendamento casa, de espaços para vendas, …etc, tudo no que diz respeito a todas actividades economicas e financeiras levadas a cabo por pessoas, cidadãos.

    Outra da problemática a ter em conta, dentro ainda do ordenamento do território, como todos sabemos a construçãoou arquitectura colonial portuguesa, já começa a ter mais de um século de existência, no que diz respeito a espaços urbanizados no país, isto um risco sério a vidas das pessoas, acidentes, de desabamento desses edifícios, como se sabe, alguns dos rés do chão desses edifícios é utilizado para o comércio, bares, lojas, primeiro andar escritório etc actividades económicas, há que ter atenção a isto, implementar uma política de recuperação urbana, habitacional.

    Limpezas lavagens das ruas, dos mercados, limpezas de esgotos, recolha e separados resíduos urbanos, aprimoramento dos leitos dos rios, combate e eliminação de pragas mosquitos, insetos, etc,…

    Criação de parques industriais distritais e regional

    A formação técnica e superior interna, distrital, regional

    Incubação de empresas, centros incubação de empresas ecempresarios, centro de transformação, comércio de excelência, comércio digital, acessória tecnica

    O aprimoramento do sector financeiro e bancário, captação de poupança, créditos, transferências e serviços bancários, dos seguros, etc, etc ..

    Melhoria de infraestruturas, energias, transportes e comunicações, portos, aeroportos, estradas, bia conectividade entre ilhas, bem como com o exterior, a pensar na região do golfo da guine África e Mundo…

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