A instituição que representa o setor privado em São Tomé e Príncipe enfrenta inúmeros desafios.
“Enfrentamos grandes desafios no que diz respeito ao financiamento. Outra dificuldade identificada é o reduzido volume de investimento estrangeiro, agravado pela falta de infraestruturas adequadas para as nossas atividades.”
Kelvio da Mata, engenheiro civil com espírito empreendedor, é o novo presidente da Câmara do Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços. Com pouco mais de uma semana no cargo, afirma estar determinado a reverter o atual cenário de dificuldades que afeta a classe empresarial nacional.
“Acreditamos que o governo é um parceiro fundamental para, em conjunto, identificarmos linhas de crédito que permitam às empresas nacionais superar um dos maiores desafios: o acesso a financiamento.”
Além de investir na capacitação da classe empresarial nacional, a atração de investimentos estrangeiros para São Tomé e Príncipe é também uma das prioridades do mandato de quatro anos do novo presidente.
“Será necessário rever algumas legislações, especialmente na área tributária, para que os empresários possam superar os desafios que têm impactado a classe empresarial.”
No entanto, reconhece que só com um sistema judicial funcional e credível será possível atrair investidores estrangeiros para o arquipélago.
“Um dos principais obstáculos ao investimento estrangeiro é justamente essa questão. É essencial assegurar o direito à propriedade, e a justiça desempenha um papel crucial nesse aspeto.”
O novo presidente promete revitalizar o setor, retirando-o da estagnação que tem travado o dinamismo da economia.
José Bouças
Pedra
12 de Março de 2025 at 18:25
Necessidade de ter uma visão mais ampla do que pode ser o sector dos serviços no país, uma mais valia, sendo o país pequeno, duplamente insular, sem represetatividade, nos grandes palcos de decisão, de informação, da economia, das finanças, tecnologias, primazia premente das suas instituições e serviços são essenciais, a saber o turismo, o comércio, a administração pública, os transportes, a educação, a formação, a saúde, o desporto, a informação, as, telecomunicações, a justiça, a segurança, a protecção, a banca, o sector financeiro, o sector do seguro, as finanças públicas, dos serviços aliados ao sector da economia azul, da economia verde, da economia circular, etc…
Muitas vezes os cidadãos elegidos para estes cargos, esquecem a ilha irmã do Príncipe, da nossa localização geo-estratégica, neste caso nobque ao sector do comércio diz respeito.
Limitar a ter uma visão redutora do comércio que se pratica no país é limitar, as possibilidades de melhor organização, revitalização deste sector, há que criar parcerias com outras congeneres da CPLP, nomeadamente Portugal, Cabo Verde, Brasil, Moçambique, Angola de modo a trocas de experiências e aprimoramento, depois toda a organização, trabalho e rigor interno necessário, para modernização do sector, comércio nacional interno, regional internacional, comércio digital, a formação, a capacitação, a poupança, a capacidade financeira, os investimentos, as parceria empresariais estratégica, visão ampla do que poderá ser o mercado regional, e internacional para os empresários nacionais, revitalização do sector de produção transformação interna, etc…
JuvencioAO
23 de Março de 2025 at 16:35
Se analisarmos bem, podemos concluir que a CCIAS não funciona e não tem feito bem o seu trabalho de casa.
Um dos problemas que essa câmara tem sempre levantado é que o empresariado nacional está DESCAPITALISADO. Pois bem.
Mas houve tempos que um país doou ou emprestou, não sei, ao empresariado nacional, um montante equivalente a cerca de CINCO MILHÕES DE DÓLARES, mas o que é certo é que esse dinheiro simplesmente desapareceu!
Então, como se explica a DESCAPITALIZAÇÃO?
Penso que esse dinheiro, se bem que é pouco, ele devia ainda existir, mesmo pouquinho, a fazer das suas, se o tal empresariado nacional estivesse organizado .
Então o problema do empresariado nacional não é a DESCAPITALIZAÇÃO mas sim a DESORGANIZAÇÃO, e acrescento a INVEJA, e também a intenção de NÃO VER COM BONS OLHOS O PROGRESSO DOS OUTROS.
Esse valor de 5.000.000 desapareceu e se se for possível produzir relatórios de todo o processo entorno desse valor veremos que houve muitos malabarismos. Aliás, na altura, hove muitas críticas dos próprios empresários, talvez aqueles, os quais , foram CORTADAS AS PERNAS na gerência desse fundo
Foi criada uma empresa só para manejar esse fundo. E parece que essa empresa desapareceu com o desaparecimento desse fundo.
Pergunto: porquê que foi necessária a criação de uma empresa? Sabendo que há empresários nacionais CALEJADOS NA IMPORTAÇÃO?
Também o empresariado nacional deve influenciar o desenvolvimento de todas as outras áreas. Não só o comércio como tem sido.
Na agricultura, a justiça, as finanças, a banca, a indústria,
Se há problemas com as leis, qual será a contribuição da CCIAS? A CCIAS alguma vez preparou alguma legislação para ajudar no progresso dessa câmara?
Julgo que a CCIAS deve ser muito activo na busca, preparo e submissão aos governos de leis que possam ajudar no desenvolvimento dos empresários.