(Nota do editor: Este artigo representa o ponto de vista do autor Karim Badolo e não necessariamente o da CGTN.)
A 4a Exposição Econômica e Comercial China-África será realizada de 12 a 15 de junho de 2025 em Changsha, capital da província de Hunan. «China e África: juntos rumo à modernização» é o tema da presente edição que se realiza num contexto em que os princípios do comércio internacional estão ameaçados por decisões unilaterais e proteccionistas. Para além das grandes inovações reveladas pelo presente encontro bienal de comércio entre a China e a África, será questão para ambas as partes insuflar novas perspectivas às suas trocas económicas e comerciais.
O Centro Internacional de Congressos e o Centro Internacional de Exposições de Changsha abrigarão a sede e o pavilhão principal da Exposição. Pavilhões anexos serão instalados no Parque de inovação para a promoção da cooperação económica e comercial China-África (mercado de Gaoqiao em Hunan) e no Parque internacional de máquinas do centro de Xiangtan.
Estes vários locais mencionados ilustram perfeitamente a dimensão da Exposição Económica e Comercial China-África, que se expande a cada edição. Mais de 2.800 empresas, organizações comerciais e instituições financeiras da China e da África inscreveram-se para esta edição. Serão também recebidos representantes de 44 países africanos, seis organizações internacionais e 23 províncias e regiões da China. No total, a 4.a Exposição Económica e Comercial China-África receberá 12.000 participantes.
Os visitantes e compradores profissionais terão a oportunidade de apreciar uma variedade de atividades econômicas e comerciais que incluem infraestrutura, agricultura, energia limpa, têxtil e vestuário, economia digital e minerais verdes, tecnologias e equipamentos de mineração inteligentes, máquinas agrícolas modernas e equipamentos de construção.
Temas como o diálogo entre empresários (CEO) chineses e africanos, o diálogo sobre inovação e empreendedorismo dos jovens China-África e os intercâmbios de projetos na zona de cooperação económica e comercial aprofundada China-África fazem parte do menu desta edição. São mais de 20 fóruns econômicos e comerciais que também serão realizados durante esta bienal do comércio China-África.
A África quer também marcar significativamente a sua presença nesta bienal com uma diversidade de produtos. A este título, mais de 800 artigos entre os quais o molho apimentado da Namíbia, as flores e as pulseiras em malaquita do Quénia, os ananases do Benim, o sabão preto do Gana, a safira da Tanzânia, o vinho da África do Sul e os óleos essenciais e as pinturas da República do Congo … serão oferecidos aos compradores chineses. A 4a Exposição Econômica e Comercial China-África, segundo os números apresentados pelos organizadores, apresenta-se como uma edição da maturidade.
Considerando o tema da Exposição, «China e África: juntos rumo à modernização», vê-se claramente que se inscreve na dinâmica dos resultados da última cimeira do Fórum sobre a Cooperação China-África (FOCAC) de setembro de 2024. Recorda-se que a modernização de África ocupou largamente as discussões durante este importante encontro entre África e China. A China tinha proposto dez acções de parceria em prol da modernização de África. Entre estas dez propostas, figura em segundo lugar a acção para a prosperidade do comércio.
Neste registo, a China fez a opção de acentuar por sua própria iniciativa a abertura do seu mercado à África. Decidiu conceder o tratamento de tarifa zero a 100% dos produtos exportados para seu mercado pelos países menos desenvolvidos que têm relações diplomáticas com ela, incluindo 33 países africanos. No mesmo sentido, o país asiático assumiu o compromisso de favorecer o acesso dos produtos agrícolas africanos ao seu mercado.
Para reforçar esta vertente, a China ratificou a implementação de um programa sino-africano sobre a melhoria da qualidade, tudo o que contribuirá para dar uma mais-valia aos produtos africanos destinados à exportação. A Exposição Econômica e Comercial China-África não se posiciona apenas como uma plataforma ideal para promover produtos africanos na China, , mas também como um quadro adequado para promover o comércio e reforçar as parcerias entre empresas de ambas as partes.
A 4a Exposição também dará uma visão sobre o barômetro das trocas econômicas e comerciais entre a China e a África. Há 16 anos consecutivos, é preciso salientar, a China é o primeiro parceiro económico de África. Os números ilustram o dinamismo das trocas entre as duas partes. Em 2024, o comércio entre a China e os países africanos atingiu um nível recorde de 295,6 mil milhões de dólares, ou seja, um aumento de 4,8% em relação ao ano anterior, enquanto as importações provenientes da África atingiram 116,8 mil milhões de dólares, um aumento de 6,9% em relação ao ano anterior.
Então, vá a Changsha para apreciar mais de perto a vitalidade dos laços econômicos e comerciais entre a China e a África. Para além das trocas comerciais, é também um diálogo cultural extraordinário que se vê em cada edição da Exposição Económica e Comercial China-África.
FONTE : CGTN